Economia
Trump declara emergência nacional contra Cuba e autoriza tarifas a países que fornecem petróleo à ilha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nacional em relação a Cuba e criou um mecanismo para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ilha. A ordem executiva foi assinada nesta terça-feira (29).
Segundo o governo americano, as tarifas poderão atingir produtos importados de países que, direta ou indiretamente, abasteçam Cuba com petróleo, com base em avaliações de segurança nacional e política externa.
A ordem cita acusações de que o governo cubano mantém vínculos com países e grupos considerados hostis aos EUA, como Rússia, China e Irã, além dos grupos Hamas e Hezbollah, classificados como terroristas por Washington.
O texto também menciona violações de direitos humanos e ações que, segundo o governo americano, desestabilizam a região.
“Os Estados Unidos têm tolerância zero para as atrocidades do regime comunista cubano e agirão para proteger a política externa, a segurança nacional e os interesses nacionais”, diz a ordem.
As tarifas não são automáticas. O Departamento de Comércio ficará responsável por identificar os países que fornecem petróleo a Cuba, enquanto o Departamento de Estado decidirá se e em que nível as tarifas serão aplicadas. A medida entra em vigor nesta quinta-feira (30).
O texto prevê ainda que o governo dos EUA poderá endurecer as ações caso países afetados reajam ou adotem retaliações.
Trump vem endurecendo o discurso contra Cuba desde o início do ano, quando os Estados Unidos executaram uma operação para capturar o ditador deposto Nicolás Maduro, na Venezuela.
No dia 23 de janeiro, o site norte-americano Politico revelou que o presidente estava estudando um bloqueio naval contra Cuba para impedir a chegada de importações de petróleo ao país. O objetivo seria pressionar por uma mudança de regime.
Uma estratégia semelhante foi adotada contra a Venezuela em dezembro, quando forças americanas passaram a impedir o trânsito de navios petroleiros alvo de sanções dos Estados Unidos.
Três autoridades ouvidas pelo Politico disseram que a medida é apoiada por integrantes do governo, incluindo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Filho de imigrantes cubanos, Rubio é um dos principais críticos do regime cubano dentro da administração Trump.
Na terça-feira (27), Trump afirmou que o regime cubano vai “cair muito em breve”, alegando que a Venezuela — que já foi o principal fornecedor da ilha — deixou de enviar petróleo e recursos financeiros a Cuba.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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