Economia
Trump defende ‘tarifaço’ e diz que países como o Brasil ‘roubam’ os EUA com taxas desiguais
‘Fomos roubados por décadas por todos os países da face da Terra, e não vamos deixar isso acontecer mais’, disse presidente dos EUA ao Congresso. Ele destacou União Europeia, China, Brasil, Índia, México e Canadá no discurso. O presidente Donald Trump discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA em 4 de março de 2025, em Washington, DC. O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara, Mike Johnson (R-LA), aplaudem atrás dele.
Win McNamee/Pool via REUTERS
No discurso longo e combativo ao Congresso dos EUA nesta terça-feira (4), Donald Trump reafirmou a política protecionista de seu governo e citou o Brasil entre os países que, segundo ele, cobram tarifas desiguais e “injustas” dos produtores norte-americanos.
O discurso aconteceu em meio a uma nova escalada tarifária. Nesta terça, Canadá, China e México anunciaram novas taxas para produtos importados dos Estados Unidos.
As medidas são uma resposta às tarifas impostas antes pelos EUA aos três países.
“Nós fomos roubados por décadas por todos os países da face da Terra, e não vamos deixar isso acontecer mais”, Trump disse ao Congresso sobre as tarifas que está impondo a rivais e parceiros comerciais.
“Em média, a União Europeia, China, Brasil, Índia, México, Canadá e inúmeras outras nações nos cobram tarifas muito mais altas do que cobramos deles, o que é extremamente injusto”, disse Trump.
Após ter anunciado na última segunda-feira (4) taxas de importação de 25% para México e Canadá com validade imediata, o presidente norte-americano ressaltou em seu discurso que irá estabelecer taxas recíprocas para todos os países a partir do mês que vem.
“No dia 2 de abril, entram em vigor tarifas recíprocas, e qualquer tarifa que nos impuserem, nós também imporemos a eles… qualquer imposto que nos cobrarem, nós os taxaremos. Se usarem barreiras não monetárias para nos manter fora de seus mercados, então usaremos barreiras não monetárias para mantê-los fora do nosso mercado”.
Discurso longo e combativo
Em um longo discurso de 1 hora e 40 minutos, o republicano fez um balanço das seis primeiras semanas a frente do novo mandato.
Listou medidas tomadas nesse período, como o avanço das deportações, a mudança do nome do Golfo do México para o Golfo da América, a saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde e a revogação de regulações ambientais postas em prática pela administração anterior.
Trouxe anúncios na área econômica, como a imposição de tarifas recíprocas para países a partir de abril e medidas de fomento à indústria naval dos Estados Unidos.
Também fez um aceno de trégua a Volodymyr Zelensky, após os presidentes norte-americano e ucraniano terem protagonizado um bate-boca na última sexta-feira (28). O republicano disse que recebeu uma carta do presidente ucraniano,
O deputado Al Green (D-TX) é escoltado para fora após gritar durante o discurso do presidente Donald Trump em uma sessão conjunta do Congresso, no plenário da Câmara do Capitólio dos EUA, em Washington, D.C., em 4 de março de 2025
REUTERS/Kevin Lamarque
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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