Economia
Trump diz que está disposto a permitir que trabalhadores imigrantes permaneçam em fazendas nos EUA
Medida estaria sujeita a cooperação dos empregadores fazendeiros. Os agricultores dos EUA têm relatado uma baixa nos trabalhadores no campo como resultado das ações da ICE. Batidas contra imigrantes esvaziam fazendas nos EUA, e safra apodrece
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (3) que está disposto a permitir que trabalhadores imigrantes de fazendas permaneçam no país, caso os fazendeiros para quem trabalham respondam por eles.
Durante um discurso em um evento na feira estadual de Iowa, o republicano afirmou que está trabalhando com o Departamento de Segurança Interna para ajudar os fazendeiros que dependem de mão de obra imigrante para suas necessidades sazonais.
Os agricultores dos EUA têm relatado uma baixa nos trabalhadores no campo como resultado das ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), realizadas como parte da política migratória do presidente Donald Trump.
De acordo com a Reuters, economistas e políticos do país reconhecem que muitos dos trabalhadores agrícolas dos Estados Unidos estão no país ilegalmente. Segundo eles, uma queda brusca nesse número pode causar prejuízos graves à cadeia de abastecimento de alimentos e à economia das regiões agrícolas.
Douglas Holtz-Eakin, ex-diretor do Escritório de Orçamento do Congresso e integrante do Partido Republicano, estima que 80% dos trabalhadores do campo nos EUA são estrangeiros, e quase metade está em situação irregular. Segundo ele, a perda dessa mão de obra pode encarecer os alimentos para os consumidores.
Lisa Tate, de uma família de fazendeiros no condado de Ventura, afirmou as batidas assustaram os trabalhadores rurais que são, em boa parte, imigrantes que estão ilegalmente nos EUA. Ela foi ouvida pela Reuters.
“Nos campos, eu diria que 70% dos trabalhadores foram embora. Se 70% da sua força de trabalho não aparecer, 70% da sua safra não será colhida e pode estragar em um dia.”
Tate disse que a maioria dos norte-americanos não quer fazer o trabalho de colheita, e acrescenta que os produtores podem ir à falência por falta de mão de obra. “A maioria dos fazendeiros daqui mal está conseguindo sobreviver”.
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Em outra regiões, fazendeiros disseram à Reuters que as batidas do ICE levaram a maioria dos trabalhadores a parar de comparecer.
Isso significa que as plantações não estão sendo colhidas e as frutas e verduras estão apodrecendo na época de pico da colheita, disseram eles.
Em outra fazenda, a equipe habitual de 80 pessoas foi reduzida a apenas 17.
Presidente dos EUA, Trump, em Iowa
REUTERS/Nathan Howard
Imigrante trabalha em colheita em fazenda em Oxnard, Califórnia
REUTERS/Pilar Olivares
O
Imigrante e observador legal estão deitados no chão durante detenção por agentes federais no tribunal de imigração dos EUA em Manhattan, na cidade de Nova York, EUA, em 6 de junho de 2025.
Reuters/David ‘Dee’ Delgado/Foto de arquivo
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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