Economia
Trump diz que terá ‘plano B’ se Suprema Corte derrubar tarifaço contra outros países
Senado americano vota fim das tarifas sobre produtos brasileiros
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (6) que deve “preparar um plano B” caso a Suprema Corte derrube as tarifas aplicadas contra produtos importados.
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▶️ Contexto: Em abril, Trump anunciou um pacote de tarifas contra dezenas de países, justificando a medida como forma de corrigir o déficit comercial dos EUA. A maioria dos países foi taxada em 10%.
No caso do Brasil, Trump estipulou uma tarifa de 50% por conta de “práticas desleais de comércio”, além do que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
As tarifas foram contestadas por empresas na Justiça e estão sendo analisadas pela Suprema Corte.
A Casa Branca afirma estar otimista com a manutenção das medidas, mas já discute cenários em que elas sejam consideradas inconstitucionais.
Na quarta-feira (5), a Suprema Corte ouviu argumentos do governo. Durante a sessão, juízes levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas impostas pela IEEPA, lei utilizada por Trump para impor os tributos em situação de emergência nacional.
O presidente da Suprema Corte, John Roberts, disse ao procurador-geral D. John Sauer que as tarifas representam “a imposição de impostos sobre americanos”, algo que historicamente é poder do Congresso.
Roberts, que é conservador, também sugeriu a aplicação da doutrina das “questões fundamentais”, que exige autorização do Congresso para ações com grande impacto econômico.
Neste caso, se a Corte anular as tarifas, Trump precisará de permissão do Senado e da Câmara para voltar a taxar importações.
Diante desse risco, o presidente declarou que pode adotar outras medidas, mas que teriam um efeito mais lento em comparação com as que já estão em vigor.
“Acho que seria catastrófico para o nosso país, mas também acredito que teremos de preparar um plano B. A maioria das pessoas me disse que fizemos tudo corretamente”, afirmou.
Segundo o site “Politico”, assessores já trabalham em alternativas para recompor as tarifas caso elas sejam derrubadas, incluindo o uso de outras leis para justificar novas cobranças.
A reportagem afirma que a principal preocupação do governo é perder receita e reduzir o poder de barganha em negociações internacionais, já que Trump tem usado as tarifas como instrumento de pressão em disputas comerciais.
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REUTERS/Jonathan Ernst
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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