Economia
Trump eleva para 25% tarifas sobre produtos da Coreia do Sul
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que irá elevar de 15% para 25% as tarifas sobre importações da Coreia do Sul, incluindo as ligadas aos setores automotivo, madeireiro e farmacêutico.
Ao justificar a medida, o republicano acusou o Legislativo do país aliado de “não cumprir” o acordo comercial firmado com os EUA. O anúncio foi feito pelas redes sociais.
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“Como o Legislativo coreano não aprovou nosso histórico acordo comercial — o que é prerrogativa deles —, estou, por meio deste, aumentando as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todas as demais tarifas recíprocas de 15% para 25%”, escreveu Trump.
Poucas horas após a publicação, o gabinete presidencial da Coreia do Sul afirmou que ainda não havia sido notificado oficialmente “sobre um possível aumento de tarifas”.
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A Coreia do Sul vinha trabalhando para implementar um acordo anunciado com Washington no ano passado, que reduziu para 15% as tarifas dos EUA sobre grande parte de suas exportações. (leia mais abaixo)
No início deste mês, porém, o ministro das Finanças da Coreia do Sul afirmou que o investimento planejado de US$ 350 bilhões do país em setores estratégicos dos EUA, previsto no acordo comercial, dificilmente começará no primeiro semestre de 2026.
Entre as justificativas, o ministro citou a fraqueza do won, a moeda local. A perspectiva de grandes saídas de capital tem preocupado as autoridades em Seul, em um momento em que o won recuou para níveis não vistos desde a crise financeira global de 2007 a 2009.
Trump tem usado as tarifas como instrumento de pressão ao longo de seu segundo mandato na política externa. Economistas levantaram preocupações sobre essa abordagem, que também enfrenta um teste em um processo em andamento na Suprema Corte dos EUA.
O acordo entre EUA e Coreia do Sul
No acordo firmado entre os aliados no ano passado, Washington e Seul concordaram em fixar em 15% as tarifas sobre importações americanas de automóveis e autopeças da Coreia do Sul, ante 25% anteriormente, alinhando-as às praticadas por concorrentes japoneses.
Os dois países afirmaram no ano passado que, como parte do investimento sul-coreano de US$ 350 bilhões em setores estratégicos dos EU, Seul pagaria US$ 200 bilhões em dinheiro, em parcelas escalonadas limitadas a US$ 20 bilhões por ano, com o objetivo de preservar a estabilidade do won.
Josh Lipsky, diretor de economia internacional do Atlantic Council, afirmou que a ação de Trump em relação à Coreia do Sul reflete impaciência com o ritmo de implementação, por parte de Seul, do acordo-quadro de comércio.
“É apenas mais um lembrete de que os mercados estavam errados ao acreditar que entraríamos em um período de estabilidade tarifária em 2026”, afirmou Lipsky.
“As pessoas dizem: ‘Ah, mas ele não leva adiante’, e às vezes isso é verdade, mas às vezes não. E a volatilidade por si só — há um custo associado a isso”, acrescentou.
O presidente Donald Trump durante evento com jornalistas em 20 de janeiro de 2026
REUTERS/Jessica Koscielniak
* Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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