Economia
Trump fala em ‘período de transição’ e minimiza risco de recessão nos EUA
Declaração do republicano ocorre apesar dos impactos negativos atribuídos ao seu tarifaço e à guerra comercial em curso com a China. No 1º trimestre, PIB dos EUA recuou 0,3% em taxa anualizada. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mike Stewart/ AP Photo
O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (2) que os Estados Unidos estão em um “período de transição” e que o país terá resultados “fantásticos”, mesmo diante dos impactos negativos atribuídos ao seu tarifaço e à guerra comercial em curso com a China.
A declaração do republicano, na qual também minimizou os efeitos de uma eventual recessão econômica nos EUA, ocorreu durante uma entrevista à NBC News. Questionado se seria aceitável uma recessão de curto prazo, Trump afirmou que “está tudo bem”.
“Olha, sim, está tudo bem. O que estamos passando, eu disse, é um período de transição. Acho que vamos nos sair fantasticamente.”
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Trump 100 dias: aprovação do presidente dos EUA despenca
O comentário de Trump sobre a transição econômica dos EUA reitera uma postagem feita por ele mais cedo nas redes sociais, na qual destacou a força do mercado de trabalho do país e reiterou seu pedido para que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reduza os juros.
“Estamos apenas em um estágio de transição, só começando!”, escreveu Trump. A publicação veio após a divulgação de dados nos EUA mostrarem uma leve desaceleração na criação de empregos em abril.
Além disso, na última quarta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA teve queda de 0,3% em taxa anualizada no primeiro trimestre, após aumentar 2,4% nos últimos três meses de 2024, de acordo com dados preliminares do Departamento do Comércio do país.
🔎 A taxa anualizada mostra como a economia cresceria em um ano se o ritmo atual for mantido. Essa medida é usada para facilitar a comparação com o crescimento de outros períodos.
O resultado contraria as primeiras expectativas dos analistas, que previam uma alta de 0,3% para o período, e foi puxado por uma grande quantidade de bens importados por empresas que queriam evitar custos mais altos da política de tarifas anunciada pelo presidente dos EUA.
Além disso, a confiança do consumidor no país está próxima dos níveis mais baixos em cinco anos, e o sentimento empresarial despencou. As companhias aéreas, por exemplo, citam incerteza devido às tarifas, enquanto economistas alertam que as taxas aumentarão os custos para empresas e famílias.
Donald Trump completa 100 dias de governo nos EUA
Popularidade em queda
Trump, que acaba completar 100 dias de governo, tem enfrentado um crescente descontentamento público em relação à sua gestão da economia. Muitos economistas preveem que a ampla gama de tarifas impostas nos últimos meses aumentará a inflação e desacelerará o crescimento.
Uma pesquisa do instituto Ipsos, do jornal “Washington Post” e da rede de TV ABC News, por exemplo, mostrou no último domingo (27) que Donald Trump é o presidente dos EUA com pior aprovação aos 100 dias de mandato em 80 anos.
Veja o resultado:
Aprovam Trump: 39%
Desaprovam: 55%
Não responderam: 5%
Os números não somam 100% por conta de arredondamentos.
Sobre a economia do EUA, 73% disseram que ela está em má situação, 53% afirmaram que piorou desde que Trump tomou posse e 41% disseram que as suas finanças pessoais pioraram.
Na terça-feira (29), Trump contestou as recentes pesquisas de opinião e afirmou que elas são manipuladas. Trump sugeriu que teria cerca de 70% de aprovação, o que contraria dados de vários institutos de pesquisa.
As declarações de Trump foram feitas durante o discurso de 100 dias de governo. Em tom de campanha eleitoral, o presidente falou para apoiadores em um evento no Michigan.
Na ocasião, o presidente alegou que os institutos de pesquisa entrevistam mais democratas do que republicanos e que, por isso, os dados de aprovação não seriam tão favoráveis.
* Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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