Economia
Trump libera US$ 3 bilhões para ajudar agricultores em meio a desgastes com setor
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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai reabrir cerca de 2.100 escritórios em todo o país nesta quinta-feira (23) para ajudar agricultores e pecuaristas a acessarem um crédito de US$ 3 bilhões liberado pelo governo.
A decisão ocorre em meio à paralisação de parte dos serviços públicos dos EUA, e em um momento em que o governo de Donald Trump enfrenta insatisfações de parte de agricultores e pecuaristas, que estão entre os seus principais eleitores
Nesta semana, por exemplo, pecuaristas criticaram a proposta de importar mais carne bovina da Argentina, temendo prejuízos, e, no início do mês, produtores de soja reclamaram de um pacote de US$ 20 bilhões concedido à Argentina, que permitiria ao país vender soja para a China.
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Os agricultores dos EUA também aguardam os detalhes de um pacote de ajuda prometido por Trump para compensar as perdas causadas pela guerra comercial com a China, mas o programa foi suspenso por causa do shutdown.
👉 “Shutdown” é o termo dado a uma paralisação no governo federal dos EUA originada quando não há acordo no Congresso sobre o orçamento do ano seguinte. Durante a paralisação, apenas serviços essenciais continuam funcionando, como segurança pública, fiscalização de fronteiras e parte do controle aéreo.
Segundo o USDA, cada unidade da Farm Service Agency (FSA) contará com dois funcionários pagos, mesmo com a paralisação.
Esses escritórios auxiliam os produtores na solicitação de empréstimos rurais, seguros agrícolas, ajuda por desastres e outros programas.
Enquanto isso, milhares de servidores federais, como os controladores de tráfego aéreo, continuam trabalhando sem receber salário durante a paralisação.
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Repercussão
Soja sendo colhida na Warpup Farm em Warren, Indiana, quarta-feira, 17 de setembro de 2025.
Associated Press
Um funcionário da Casa Branca informou que o governo está usando fundos da Commodity Credit Corporation, uma agência do USDA que atua na estabilização dos preços agrícolas. A fonte pediu anonimato, pois os planos ainda não haviam sido divulgados oficialmente.
Republicanos como o líder do Senado, John Thune, e os senadores Chuck Grassley (Iowa) e John Hoeven (Dakota do Norte), além de entidades como a Associação Nacional dos Produtores de Milho e a Associação dos Produtores de Soja de Illinois, elogiaram a medida.
Já os democratas acusaram o governo de usar os agricultores como instrumentos políticos na disputa pelo fim do shutdown. O impasse entre os dois partidos sobre o financiamento do governo se arrasta desde 1º de outubro.
Thune disse que a reabertura dos escritórios, algo que vinha defendendo, garantirá aos produtores acesso a serviços essenciais em plena época de colheita.
“Assim como muitos trabalhadores americanos, os produtores da Dakota do Sul e de todo o país — que se esforçam para fornecer alimentos de qualidade — estão sendo prejudicados pelo fechamento irresponsável promovido pelos democratas no Senado”, declarou Thune.
O agricultor Kenneth Hartman Jr., presidente da Associação de Produtores de Milho, afirmou que este é um momento crucial, já que os produtores estão encomendando sementes e fertilizantes para o próximo ano e acertando contas com os bancos em relação aos empréstimos da safra atual.
Ele destacou que a inflação tem elevado significativamente os custos do setor.
“Com a inflação, a economia agrícola está em uma situação realmente delicada. Então, qualquer apoio que venha dos programas do Farm Bill do ano passado precisa ser liberado logo e chegar aos produtores”, disse Hartman, que colhe sua safra em Waterloo, Illinois.
Os democratas do Comitê de Agricultura da Câmara criticaram a medida na rede X, afirmando que Trump e a secretária de Agricultura Brooke Rollins “poderiam ter apoiado os agricultores desde o início, mas preferiram usar o sofrimento deles para marcar pontos políticos baratos, enquanto aumentam o custo de vida dos americanos comuns ao encarecer alimentos e serviços de saúde”.
A deputada Angie Craig (Minnesota), líder democrata do comitê, afirmou que o governo deveria ter tomado essa decisão antes:
“Fico feliz que a administração finalmente esteja fazendo o certo ao reabrir parcialmente os escritórios da FSA, mas me pergunto por que esperaram tanto e só tomaram essa decisão depois de deixar os agricultores três semanas na incerteza.”
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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