Economia
Trump perde US$ 1 bilhão em um dia, com queda de mais de 20% das ações de sua rede social
Ex-presidente americano viu sua fortuna aumentar em cerca de US$ 4 bilhões com a conclusão de um negócio bilionário na semana passada, mas a empolgação logo deu lugar à cautela com os números fracos apontados no balanço financeiro da companhia. Donald Trump em fevereiro de 2024
Sam Wolfe/Reuters
Apenas uma semana depois de entrar, pela primeira vez, para o grupo das 500 pessoas mais ricas do mundo, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump perdeu US$ 1 bilhão de sua fortuna, nesta segunda-feira (1), segundo o The New York Times. A queda é consequência de uma baixa de 21,47% no preço das ações de sua empresa de mídia social.
Com essa desvalorização, a Trump Media & Technology Group (TMTG), cujo principal produto é a Truth Social – uma rede social ao estilo do X, antigo Twitter -, perdeu cerca de US$ 2 bilhões em valor de mercado. Agora, vale cerca de US$ 6,5 bilhões, depois de atingir um pico de quase US$ 10 bilhões na semana passada.
A razão para isso é simples: investidores começaram a perceber que a empolgação com esses papéis pode não refletir a realidade da situação financeira da companhia.
Na última terça-feira (26), as ações da TMTG foram listadas na bolsa de Nasdaq após a conclusão um longo processo de fusão, que levou 29 meses, da empresa com a Digital World Acquisition. Com a estreia, o mercado se empolgou e fez o preço dos papéis dispararem mais de 40% já no primeiro dia de negociação.
No entanto, a animação logo deu lugar à cautela e, em uma semana, as ações já acumulam queda de mais de 30%.
E, ontem, a divulgação do balanço corporativo da empresa, que reportou um prejuízo de US$ 58 milhões em 2023, fez com que seus preços derretessem ainda mais, levando seus papéis ao posto de mais vendidos do mercado – ou seja, investidores apostando que os preços vão continuar caindo.
Além do prejuízo milionário, o que mais chamou a atenção nos resultados da empresa foi a sua receita no último ano: apenas US$ 4 milhões, levantando o questionamento de quão rentável é o negócio.
Neste cenário, o bolso de Trump também é afetado. Se na semana passada ele chegou ao grupo dos 500 mais ricos com uma fortuna estimada em US$ 6,5 bilhões, só sete dias depois, esse valor já caiu para cerca de US$ 3,7 bilhões.
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A fusão da Trump Media
A Trump Media é detentora da rede social Truth Social. Em seu site, a empresa se descreve como “uma força unificadora para a liberdade de expressão”, que vem “cancelando a cultura do cancelamento” e “sem discriminação política”.
Apesar disso, a mídia social proporciona um ambiente de interação entre os apoiantes de Trump, principalmente agora, em sua campanha para uma nova eleição em 2024.
O acordo da fusão bilionária demorou anos para ser concluído, pois foi alvo de investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A empresa, inclusive, chegou a um acordo de US$ 18 milhões com o regulador do mercado americano, sob a acusação de divulgações imprecisas de informações do negócio, em julho do ano passado.
Segundo a agência de notícias Reuters, o negócio injetou cerca de R$ 300 milhões ao caixa da Truth Social, depois da companhia perder US$ 10,6 milhões com suas operações nos nove primeiros meses de 2023.
A notícia da conclusão do acordo veio em um momento atribulado para o ex-presidente. Ele foi condenado a pagar uma fiança de quase US$ 500 milhões em um caso civil de fraude em Nova York. Porém, depois de uma apelação, a justiça reduziu o valor do pagamento para R$ 175 milhões na última segunda-feira (25).
Embora já fosse bilionário, com uma fortuna de mais de US$ 2 bilhões, Trump enfrentava problemas para pagar o valor da fiança por conta de onde estava esse dinheiro: a maior parte do patrimônio era de imóveis e, portanto, não apresentava boa liquidez para resolver as dívidas com a justiça.
O ex-presidente pagou ontem o valor da multa.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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