Economia
Trump: tarifas sobre México e Canadá entrarão em vigor em 4 de março; China terá taxa adicional de 10%
Segundo presidente dos Estados Unidos, medida vem em resposta à contínua entrada de drogas no país. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante conversa com imprensa a bordo do Air Force 1, em 25 de janeiro de 2025.
Mark Schiefelbein/ AP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (27) que as tarifas impostas sobre México e Canadá entrarão em vigor em 4 de março, conforme programado, porque ainda há entrada de drogas nos EUA provenientes desses países.
Trump também disse que será cobrada uma taxa adicional de 10% sobre a China nesse dia, de acordo com uma publicação em sua plataforma Truth Social.
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O presidente norte-americano disse que as drogas ainda estão entrando nos EUA em “níveis muito altos e inaceitáveis”, com uma grande porcentagem delas sendo fentanil.
“Não podemos permitir que esse flagelo continue prejudicando os EUA. Portanto, até que ele pare ou seja seriamente limitado, as tarifas propostas programadas para entrar em vigor no dia 4 de março entrarão, de fato, em vigor, conforme programado”, disse Trump.
“Da mesma forma, será cobrada da China uma tarifa adicional de 10% nessa data”, completou.
A declaração esclareceu uma certa confusão na última quarta-feira (26) quando, comentários do presidente norte-americano em sua primeira reunião de gabinete pareciam sugerir que ele poderia adiar o prazo por cerca de um mês, até 4 de abril.
Autoridades do governo indicaram que o prazo de abril é para a implementação de “tarifas recíprocas”.
Kevin Hassett, o principal assessor econômico da Casa Branca, disse à CNBC que Trump determinaria novas tarifas após a conclusão de um estudo até 1º de abril.
“O cronograma prevê a publicação de um estudo em 1º de abril e, depois disso, o presidente decidirá o que fazer em relação às políticas tarifárias para todos os países”, disse ele, mencionando especificamente México e Canadá.
Enquanto isso, o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, se reunirá com o recém-confirmado representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, nesta quinta-feira (27), e com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, na sexta-feira (28), em um esforço para evitar as tarifas.
No Canadá, o ministro da Segurança Pública, David McGuinty, disse nesta quinta-feira que o progresso que o Canadá fez no reforço da segurança ao longo da fronteira com os EUA e no combate ao tráfico de drogas deveria satisfazer o governo Trump.
A China, em uma carta ao representante comercial dos EUA, disse que a China e os EUA devem abordar as preocupações nos campos econômico e comercial por meio de diálogo e consultas iguais.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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