Economia
UE considera tarifa de 30% de Trump ‘inaceitável’, mas tentará negociar, diz ministro dinamarquês
Nova taxa dos EUA sobre as importações da União Europeia foi anunciada no sábado (12). Em resposta, o bloco estendeu a suspensão de suas medidas contra o tarifaço para negociar. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em 25 de junho de 2025
BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
Os países-membros da União Europeia consideram a ameaça de tarifa de 30% do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “absolutamente inaceitável”, disse o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, nesta segunda-feira (14).
A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa conjunta com o chefe de Comércio da UE, Maros Sefcovic, em Bruxelas, que reforçou a intenção do bloco econômico de negociar com os EUA.
“A UE nunca desiste sem um esforço genuíno, especialmente considerando o trabalho árduo investido, o quão perto estamos de fechar um acordo e os claros benefícios da solução negociada. Mas, como eu disse antes, são necessárias duas mãos para aplaudir”, afirmou Sefcovic.
Segundo ele, os estados-membros da UE concordaram que o bloco vai precisar adotar contramedidas se as negociações comerciais fracassarem.
“Se nenhuma solução satisfatória puder ser encontrada, a UE permanece pronta para reagir, e isso inclui contramedidas robustas e proporcionais, se necessário”, concordou o ministro Rasmussen.
Além disso, Rasmussen destacou que a União Europeia continua buscando novas parcerias estratégicas para diversificar suas relações comerciais. “E isso inclui os acordos com o Mercosul e o México, que precisamos finalizar o mais rápido possível”, disse.
União Europeia declara que está pronta para responder às tarifas de Donald Trump
No início da semana passada, o presidente norte-americano adiou para 1º de agosto o início da aplicação das chamadas “tarifas recíprocas” anunciadas em abril.
Desde então, começou a enviar cartas a líderes de diversas nações parceiras comerciais dos EUA estabelecendo taxas mínimas para negociação. Até agora, foram feitas 25 notificações e a maior taxa anunciada ficou com o Brasil. (veja o infográfico abaixo)
A tarifa de 30% sobre as importações da União Europeia foi divulgada no sábado (12). Em resposta, o bloco decidiu estender a suspensão de suas medidas contra o tarifaço até o início de agosto, visando uma solução negociada para o comércio com Washington, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no domingo (13).
Um primeiro pacote de contramedidas às tarifas americanas sobre aço e alumínio, que atingiriam 21 bilhões de euros (US$ 24,6 bilhões) em produtos americanos, foi suspenso em abril por 90 dias para dar tempo às negociações. A suspensão expiraria na segunda-feira.
Um segundo pacote está em andamento desde maio e teria como alvo 72 bilhões de euros em produtos americanos, mas essas medidas ainda não foram divulgadas e a lista final precisa da aprovação dos Estados-membros.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Tarifas do Trump
Luisa Rivas/g1
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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