Economia
UE multa Google em quase 3 bilhões de euros; Trump ameaça abrir investigação contra bloco
Logotipo do Google
Andrew Kelly/Reuters
A União Europeia multou, nesta sexta-feira (5), o Google em 2,9 bilhões de euros (cerca de R$ 18,7 bilhões) por concluir que a empresa violou regras de concorrência do bloco ao favorecer seus próprios serviços de publicidade online contra sites, anunciantes e outros serviços de publicidade.
Horas depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à condenação da big tech, ameaçando abrir uma investigação sobre práticas desleais de comércio da UE. É o mesmo tipo de medida que o país abriu contra o Brasil, em julho, e que pode resultar em novas tarifas e sanções.
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Na noite anterior, Trump recebeu o chefão do Google, Sundar Pichai, e outros líderes de empresas de tecnologia em um jantar na Casa Branca.
(Virados para a câmera) Sergey Brin, um dos fundadores do Google, e Sundar Pichai (à dir), CEO da big tech, participam de jantar com Donald Trump (ao fundo) e outros líderes do setor de tecnologia, na Casa Branca, em 4 de setembro de 2025
Alex Brandon/AP
“Hoje, a Europa ‘atingiu’ outra grande empresa americana, o Google (…), efetivamente tirando dinheiro que, de outra forma, iria para investimentos e empregos americanos”, postou Trump na rede Truth Social.
“Isso se soma a muitas outras multas e impostos que foram aplicados contra o Google e outras empresas de tecnologia americanas, em particular. Muito injusto, e o contribuinte americano não vai aceitar isso! Como já disse antes, minha administração NÃO permitirá que essas ações discriminatórias continuem”, afirmou.
Trump lembrou ainda de uma multa aplicada contra a Apple, em setembro de 2024.
“A Apple, por exemplo, foi forçada a pagar uma multa de 17 bilhões de dólares que, na minha opinião, não deveria ter sido cobrada”, opinou Trump. “Não podemos deixar que isso aconteça com a engenhosidade americana brilhante e sem precedentes e, se acontecer, serei forçado a iniciar um processo sob a Seção 301 para anular as penalidades injustas que estão sendo cobradas dessas empresas americanas pagadoras de impostos.”
Por que Google foi multado
O alvo da condenação desta sexta é o serviço do Google que permite exibir em vários sites anúncios personalizados com base na atividade dos usuários na internet.
A Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, ordenou que o Google encerre suas “práticas de autopreferência” e tome medidas para impedir “conflitos de interesse” no segmento.
O Google classificou a decisão como “errada” e disse que vai recorrer.
“Ela impõe uma multa injustificada e exige mudanças que prejudicarão milhares de empresas europeias, dificultando que elas ganhem dinheiro”, disse, em comunicado, a chefe global de assuntos regulatórios do Google, Lee-Anne Mulholland.
A decisão é o resultado de uma investigação aberta em junho de 2021 pela Comissão Europeia.
Esse processo apontou que o Google “abusou” de suas posições dominantes no ecossistema de tecnologia de anúncios, disse a comissão.
Em 2023, a Comissão já tinha ameaçado exigir a separação de parte das atividades do Google no campo da publicidade online, algo que, por enquanto, decidiu não fazer.
O anúncio da multa contra a gigante americana tinha sido adiado no início da semana, em um contexto de tensões entre a União Europeia e os Estados Unidos, como confirmou uma fonte da Comissão à AFP na quarta-feira (3).
Em 26 de agosto, Donald Trump atacou energicamente os países ou organizações que regulam o setor tecnológico, ameaçando-os com tarifas e restrições à exportação.
A UE tem forte regulação para o setor digital, o que alimenta os debates na Europa sobre o risco de represálias em caso de sanções contra empresas americanas.
iPhone 17 deve ser lançado na próxima terça; veja o que esperar do evento da Apple
Zuckerberg x Zuckerberg: xará do dono do Facebook processa empresa por ter página suspensa na rede social
Batalhas judiciais do Google
Na quarta-feira (3), o Google foi condenado nos Estados Unidos a pagar 425,7 milhões de dólares (cerca de 2,3 bilhões de reais) em perdas e danos a quase 100 milhões de usuários por violar sua privacidade, de acordo com a decisão de um júri de um tribunal federal de San Francisco.
Na quinta-feira (4), a empresa recebeu uma multa recorde na França de 325 milhões de euros (cerca de 2 bilhões de reais), imposta pela autoridade francesa de controle da privacidade (Cnil) por descumprimentos nos temas de privacidade e cookies.
No entanto, na terça-feira (2), a companhia teve uma importante vitória judicial nos Estados Unidos ao escapar da ordem de vender o navegador Chrome, como defendia o governo americano.
DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


