Economia
Último ‘shutdown’ do governo dos EUA também tinha Trump como presidente e foi o mais longo da história; relembre
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
Reuters/Kevin Lamarque
Há quase sete anos, o governo dos Estados Unidos também entrava em “shutdown”, assim como nesta quarta-feira (1°). Donald Trump também era presidente à época, e a paralisação foi a maior da história, o que marcou o primeiro mandato do republicano na Casa Branca.
Em dezembro de 2018, o polêmico projeto do muro na fronteira com o México para frear a imigração para os EUA, uma promessa de campanha de Trump, tomou os holofotes e foi o pivô da paralisação, que se estendeu até janeiro de 2019 e durou um total de 35 dias.
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O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação nesta quarta-feira (1°) por conta de um impasse orçamentário entre democratas e republicanos para o financiamento federal. No centro do impasse desta vez está a Saúde. (Leia mais abaixo)
👉 “Shutdown” é o termo dado a uma paralisação no governo federal dos EUA originada da falta de um acordo no Congresso sobre o orçamento do ano seguinte. Durante a paralisação, apenas serviços considerados essenciais continuam funcionando, como segurança pública, fiscalização de fronteiras e parte do controle aéreo. Veja demais impactos aqui.
A paralisação em dezembro de 2018 começou após Trump exigir que o Congresso americano liberasse US$ 5,7 bilhões (cerca de R$ 22 bi na cotação da época, e R$ 30,3 bi atualmente) adicionais a seu governo para dar continuidade à construção do muro, iniciada ainda em 2017. (Relembre no vídeo abaixo)
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A então presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, recusou-se a negociar os fundos adicionais para o muro a menos que Trump permitisse a reabertura do governo. Os democratas haviam conquistado a maioria na Câmara nas eleições “midterms” de 2018 e assumiram o poder no meio da paralisação parcial.
Trump eventualmente recuou em sua posição, porque os atrasos eram cada vez mais graves nos aeroportos do país e folhas de pagamento atrasadas para centenas de milhares de funcionários federais foram aumentando a urgência para resolver o impasse. O custo estimado da crise foi de US$ 3 bilhões.
O presidente dos EUA eventualmente conseguiu mais verbas para avançar na construção do muro na fronteira com o México. Ele declarou emergência nacional em fevereiro de 2019 e ao longo do ano redirecionou verba de agências federais, como do Pentágono, para angariar fundos para esse fim.
‘Shutdown’ em outubro de 2025
‘Shutdown’: Governo dos EUA é paralisado após Congresso não aprovar orçamento
O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º) após o Congresso não conseguir aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal. Com isso, uma série de serviços públicos deve ser suspensa já nas próximas horas.
A paralisação, também conhecida como “shutdown”, é a 15ª desde 1981. No centro do impasse está a saúde. Os democratas afirmam que só aprovarão o orçamento se programas de assistência médica prestes a expirar forem prolongados.
Com o governo impedido de gastar, milhares de servidores públicos serão colocados em licença, enquanto outros, que trabalham em serviços essenciais, podem ter os salários suspensos.
Já os republicanos de Donald Trump defendem que saúde e financiamento federal sejam tratados separadamente. Eles acusam os democratas de usar o orçamento como moeda de troca para atender demandas próprias antes das eleições legislativas de 2026, que definirão o controle do Congresso.
Nas redes sociais, a Casa Branca confirmou a paralisação, que chamou de: “shutdown democrata”. Na terça-feira, republicanos e democratas trocaram acusações sobre quem seria culpado pelo shutdown.
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A crise ganhou novos contornos com as ameaças do presidente. Trump afirmou que poderia “fazer coisas ruins e irreversíveis”, como demitir servidores e encerrar programas ligados aos democratas, caso o governo fosse paralisado.
“Vamos demitir muita gente. E eles serão democratas”, disse Trump na terça-feira.
Na segunda-feira (29), lideranças democratas e republicanas se reuniram com Trump na Casa Branca para tentar negociar uma saída. As conversas não avançaram, e ambos passaram a se acusar de forçar a paralisação do governo.
Na noite desta terça-feira (30), senadores tentaram aprovar o orçamento, mas a última proposta discutida recebeu apenas 55 dos 60 votos necessários.
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O Capitólio dos EUA, horas antes de uma paralisação parcial do governo entrar em vigor, em Washington
REUTERS/Elizabeth Frantz
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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