Economia
União Europeia pausa sua retaliação aos EUA por 90 dias, confirma Von der Leyen
Nesta quarta-feira, o bloco determinou uma tarifa retaliatória de 25% contra as importações americanas, válidas a partir de 15 de abril. Bandeiras da União Europeia
Yves Herman/ Reuters
A União Europeia decidiu pausar por 90 dias as duas primeiras contramedidas retaliatórias contra os produtos que chegam dos Estados Unidos, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen nesta quinta-feira (10).
Na quarta (9), os países do bloco aprovaram o primeiro pacote de medidas contra o país norte-americano, incluindo uma tarifa de 25% a ser cobrada sobre US$ 21 bilhões em produtos, em etapas, a partir de 15 de abril, como resposta às taxas impostas pelos EUA sobre o aço e alumínio.
No entanto, a presidente destacou que “se as negociações não forem satisfatórias, as contramedidas serão aplicadas”.
Von der Leyen disse, também, que “todas as opções permanecem na mesa” e que o “trabalho preparatório para outras contramedidas continua”. O bloco ainda quer retaliar as taxas aplicadas pelos EUA sobre outros produtos, como veículos.
A expectativa por uma pausa na retaliação que nem chegou a começar é consequência direta do anúncio feito na véspera pelo presidente americano, Donald Trump, de que vai reduzir todas as tarifas retaliatórias anunciadas na semana passada para 10% por 90 dias, para dar tempo aos países interessados negociarem com os EUA.
Os EUA haviam imposto uma tarifa de 20% sobre todas as importações da União Europeia e o bloco foi um alvo frequente de Trump nas últimas semanas.
Em meados de março, o presidente ameaçou taxar em 200% os vinhos europeus e chamou o bloco de “uma das autoridades tributárias e tarifárias mais hostis e abusivas do mundo, que foi formada com o único propósito de tirar vantagem dos EUA”.
A decisão de retaliar
Os países da União Europeia aprovaram, nesta quarta-feira (9), o primeiro pacote de retaliação contra as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O bloco de 27 países enfrenta desde o mês passado tarifas de importação de 25% sobre aço, alumínio e carros, além de novas taxas de 20% para quase todos os outros produtos, que acabaram de entrar em vigor.
Em retaliação, a UE decidiu que serão aplicadas tarifas de 25% sobre uma série de importações dos EUA a partir da próxima terça-feira (15), em etapas.
As importações dos EUA incluem milho, trigo, cevada, arroz, motocicletas, aves, frutas, madeira, roupas e fio dental, de acordo com um documento visto pela Reuters.
Elas totalizaram cerca de 21 bilhões de euros (US$ 23 bilhões) no ano passado.
A comissão da União Europeia já havia destacado, no entanto, que as tarifas retaliatórias podem ser suspensas a qualquer momento caso os EUA concordem com um “resultado negociado justo e equilibrado”.
Por enquanto, a ação da UE é uma resposta específica às tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio. O bloco ainda está avaliando como responder às tarifas sobre automóveis e outras questões mais amplas.
Donald Trump anuncia tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos
*Com informações das agências Reuters
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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