Economia
União Europeia tem ‘plano forte’ para retaliar tarifas de Trump nos EUA, diz Ursula von der Leyen
Presidente dos Estados Unidos já implementou taxas sobre aço e alumínio e também vai cobrar impostos mais caros sobre carros. Nesta quarta (2), deve detalhar as ‘tarifas recíprocas’. Ursula von der Leyen, chefe do Executivo da União Europeia
Yves Herman/ Reuters
A União Europeia tem um “plano forte” para retaliar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, embora prefira negociar uma solução, disse a chefe do Executivo da UE, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (1º).
“Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos”, afirmou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já implementou tarifas sobre aço e alumínio importados em março, e impostos mais altos sobre carros entrarão em vigor na quinta-feira. Trump também definirá planos para “tarifas recíprocas” nesta quarta (2).
Em um discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo, Von der Leyen disse que entende os argumentos dos EUA de que outros países tiraram vantagem das regras do comércio global, e que a UE também sofreu.
No entanto, destacou que as tarifas dos EUA são impostos sobre os consumidores que podem alimentar a inflação e fazer as fábricas americanas pagarem mais pelos componentes, custando empregos.
“Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas”, disse.
Tarifas recíprocas
Trump deve detalhar nesta quarta-feira (2) como funcionarão as “tarifas recíprocas”, que serão aplicadas sobre diferentes países que importam produtos para os EUA.
O republicano tem chamado a data de “Dia de Libertação” porque, segundo ele, será o dia em que o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros.
Os detalhes dessa rodada de impostos ainda não estão claros. Em fevereiro, Trump anunciou que determinaria a cobrança de tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos, mas não especificou a alíquota ou como essa taxa seria calculada.
“Queremos um sistema nivelado”, disse Trump em fevereiro. O republicano também indicou a previsão de outras cobranças no mesmo dia, como as taxas de importação setoriais e também para automóveis, por exemplo.
‘Dia da Libertação’: o que esperar das tarifas prometidas por Trump
Na última semana, Trump afirmou que as tarifas recíprocas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está aberto a fazer acordos.
Em meio à confusão, o mercado financeiro tem reagido mal aos anúncios de Trump, pois espera que o tarifaço aumente a inflação e prejudique a economia dos EUA.
Esta reportagem está em atualização.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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