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Política

Vagas em universidades, obras e geração de emprego: as promessas de Lula no discurso de 100 dias

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Presidente discursou em reunião ministerial para marcar os 100 dias de governo, repetiu promessas de campanha e incorporou novos temas. Lula voltou a cobrar ministros para acelerar anúncios. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma série de anúncios e promessas, nesta segunda-feira (10), ao longo do discurso que abriu a reunião ministerial para marcar os 100 primeiros dias do mandato.
O g1 reuniu as principais medidas citadas ou anunciadas por Lula. Algumas repetem promessas feitas na campanha ou já previstas pelos ministros. Veja abaixo:
Zerar as filas da Previdência Social
Lula cobrou que o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, resolva o acúmulo de processos e as filas de beneficiários que aguardam atendimento.
“Um dia, nós acabamos com a fila da Previdência Social, o trabalhador brasileiro não precisava apresentar documento para requerer aposentadoria. Era a Previdência que mandava um documento para a pessoa […] Já fomos capazes de fazer isso e vamos voltar a fazer isso”, disse.
Exigir carteira de vacinação para acesso ao Planalto
Lula afirmou à ministra da Saúde, Nísia Trindade, que passará a exigir cartão de vacina para acesso ao Palácio do Planalto – de funcionários e visitantes.
“Nesse palácio, não trabalhará ninguém que não tenha carteira de vacinação nesse país. Ninguém. Para entrar, as pessoas terão que ter cartão de vacina. Vale inclusive para audiências que eu vou dar”, disse.
Geração de emprego e ‘Desenrola’
Lula voltou a dizer que tem “obsessão” pela geração de empregos e disse que, para isso, os bancos públicos terão de fornecer “crédito facilitado e com prazos adequados” para micro e pequenas empresas e cooperativas.
O presidente também cobrou que o governo tire do papel o programa “Desenrola”, prometido durante a campanha para lidar com o superendividamento dos brasileiros a juros altos – por exemplo, no cartão de crédito.
Retomar obras paradas nos estados
Lula afirmou que o Planalto já recebeu dos governos estaduais a lista de obras consideradas prioritárias pelos estados.
“Até o início de maio, anunciaremos a lista definitiva de empreendimentos e dos mecanismos que farão com que eles saiam rapidamente do papel e gerem os milhões de empregos que todos nós sonhamos que vão acontecer nesse país”.
CEM DIAS DE GOVERNO: principais medidas, polêmicas e viagens
ECONOMIA: governo tem altos e baixos, pressionado por soluções para a crise
REGRA FISCAL, JUROS, ‘NOVO PAC’: o foco do governo Lula após os primeiros 100 dias
ANÁLISE: Lula ‘testa’ decisões de governo ao autorizar ministros nos bastidores e os desautorizar publicamente
VÍDEOS: Sadi, Julia, Guedes e Valdo analisam acertos e erros do início do terceiro mandato do presidente
Guilherme Mello analisa 100 dias do governo Lula
Programa de investimentos públicos
Lula confirmou, no discurso, que o programa de investimentos a ser anunciado pelo governo terá seis eixos estratégicos, como antecipado pelo g1.
Chamado internamente de “novo PAC”, em referência aos pacotes de infraestrutura de gestões petistas anteriores, o programa se dividirá em:
transportes;
infraestrutura social;
inclusão digital e conectividade
infraestrutura urbana;
Água para Todos;
transição energética.
Transição energética e pesquisa
Ao comentar o último dos eixos do “novo PAC”, Lula disse que a transição energética será acelerada.
O termo faz referência à substituição de combustíveis poluentes (como o cartão das termelétricas e os derivados de petróleo) por alternativas renováveis, como biocombustíveis e energias eólica e solar.
“Vamos lançar editais para a contratação de energia solar e eólica que, somados, representarão capacidade de geração equivalente à de nossas maiores usinas hidrelétricas […] Não perderemos a oportunidade de nos tornarmos uma potência global do hidrogênio verde”, disse.
Lula também afirmou que a Petrobras financiará pesquisa de novos combustíveis renováveis. A estatal é uma das maiores empresas do país e, segundo Lula, deve ser encarada como uma “empresa de energia”, e não uma petroleira.
Recuperação do ensino pós-pandemia e vagas nas universidades
O presidente da República prometeu que o governo vai desenvolver, com estados e municípios, “política para superar a defasagem no ensino, a evasão e o abandono escolar”.
Lula também citou a expansão do ensino integral e das vagas em universidades. E voltou a dizer que o governo seguiu o relatório da transição de governo ao suspender o cronograma do Novo Ensino Médio.
“Ampliaremos vagas nas universidades e retomaremos o Programa Nacional de Assistência Estudantil que assegura a permanência de estudantes carentes. Depois de anos congeladas, as bolsas da Capes e do CNPq foram reajustadas”, citou.
Ferrovias e prevenção de desastres
Ao listar futuros investimentos, Lula citou a intenção de acelerar a construção de ferrovias necessárias para a integração logística do país – sem dar prazos ou indicar trechos específicos.
O presidente também indicou que o governo pretende tirar do papel “obras de prevenção a desastres causados por cheias e deslizamentos”. Segundo Lula, é preciso priorizar o fim das palafitas e a substituição por outros modelos de moradia.
Combate ao desmatamento
Ao falar que o Brasil voltaria a ser “referência mundial” no enfrentamento às mudanças climáticas, Lula indicou que o país cumprirá a meta de desmatamento zero até 2030, mas ressalvou que a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) enfrenta dificuldades para reestruturar a preservação ambiental.
“A Marina ainda está numa fase de montar o que foi desmontado. Desde contratar gente até equipamento para que a gente possa voltar a ter o padrão de fiscalização que a gente tinha dez anos atrás. É importante que as pessoas compreendam”, disse Lula.
Segundo o presidente, a política de redução de emissão de carbono será aplicada também em áreas urbanas, com foco na diminuição da poluição nos serviços de mobilidade e construção civil.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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