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Política

Veja o que a PF aponta contra os investigados no esquema de desvios de pensões do INSS

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PF prende ex-presidente do INSS e mais 8 na 4ª fase da operação que apura desvios de aposentadorias
Documentos da Polícia Federal enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalham o papel de investigados na Operação Sem Desconto, que apura o desvio de recursos de aposentados e pensionistas por meio da Conafer.
As peças descrevem condutas, provas e a participação de cada integrante em um esquema que teria movimentado mais de R$ 700 milhões, com R$ 640 milhões desviados para empresas e operadores financeiros.
A seguir, veja o que a PF lista contra cada um dos citados nas decisões analisadas.
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS
As investigações da Polícia Federal apontam que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebia até R$ 250 mil mensais em propinas pagas pela organização criminosa que fraudava descontos em folha de aposentados e pensionistas por meio da Conafer, uma das entidades conveniadas que operavam cobranças indevidas com base em autorizações falsificadas.
Stefanutto foi preso na manhã desta quinta-feira (13) em nova fase da operação que apura o desvio sistemático de valores de beneficiários do INSS.
Propina paga por meio de empresas — e até de uma pizzaria
Segundo documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), Stefanutto era considerado peça estratégica para manter ativo o esquema que funcionava a partir de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a Conafer e o INSS em 2017.
A PF aponta que o ex-presidente do órgão recebia repasses mensais por meio de:
empresas de fachada,
intermediários financeiros,
e até de uma pizzaria, usada para mascarar transferências.
Planilhas apreendidas, mensagens interceptadas e registros de liberação de valores sem comprovação de filiações reforçam a suspeita de pagamentos sistemáticos.
José Carlos Oliveira (ex-presidente do INSS e ex-ministro da Previdência)
Segundo a PF, José Carlos Oliveira, ex-ministro no governo Jair Bolsonaro, foi peça estratégica para manter o esquema ativo tanto quando era Diretor de Benefícios do INSS quanto durante sua gestão como ministro.
A PF aponta:
Recebimento sistemático de propina, com valores registrados em planilhas apreendidas pelos investigadores.
Mensagens de WhatsApp de agradecimento após pagamentos indevidos.
Uso dos apelidos “Yasser” e “São Paulo” nas planilhas de distribuição de valores.
Liberação irregular de R$ 15,3 milhões à CONAFER em julho de 2021, sem a comprovação de filiações exigida no Acordo de Cooperação Técnica.
Manutenção de tratativas com líderes do esquema mesmo como ministro, discutindo auditorias, repasses e continuidade do ACT.
Relação direta com operadores financeiros como Cícero Marcelino e com dirigentes da entidade.
A PF afirma que ele foi um dos pilares institucionais que permitiram a continuidade das fraudes.
Thaísa Hoffmann Jonasson
A PF atribui a Thaísa papel ativo no núcleo de lavagem de dinheiro, com indícios de participação na ocultação de recursos desviados.
Segundo o documento:
Ela atuava na gestão patrimonial do grupo, com controle sobre imóveis, empresas e movimentações financeiras.
Participava de operações de fachada, contratos simulados e movimentações inconsistentes com renda declarada.
Continuou atuando mesmo após a deflagração da 1ª fase da operação, o que, para a PF, demonstra tentativa de dilapidação patrimonial e continuidade delitiva.
Segundo a PF, Thaísa tinha poder de decisão no núcleo que recebia e distribuía valores desviados da CONAFER.
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho
Investigado como parte do núcleo financeiro, ele é apontado como responsável por estruturar transações destinadas a ocultar origem e destino dos recursos.
A PF afirma que ele:
Movimentava valores por meio de empresas de fachada ligadas ao esquema.
Administrava contas usadas para repassar recursos desviados.
Participava da compra, venda e circulação de bens de alto valor, usados para ocultação patrimonial.
Ajudou a esvaziar contas e alterar estruturas jurídicas de empresas após a 1ª fase da operação.
A polícia descreve sua atuação como “central” para a engenharia financeira da organização.
Antônio Carlos Camilo Antunes
O documento aponta Antônio como integrante importante no núcleo de lavagem.
Segundo a PF:
Ele teria papel ativo na dispersão dos valores recebidos pela CONAFER.
Participava de operações imobiliárias, contratos simulados e movimentações em dinheiro.
Era um dos responsáveis por realizar estratégias para fugir de bloqueios judiciais, inclusive após a primeira fase da operação.
A PF o considera parte de um grupo que buscou manter o esquema ativo e protegido mesmo sob investigação.
Dirigentes e operadores da Conafer
Os documentos também descrevem o papel dos principais dirigentes da entidade, sem individualizar alguns nomes, mas listando condutas atribuídas ao grupo:
Confecção e uso de fichas de filiação falsas.
Inserção de dados fraudulentos no sistema do INSS.
Envio de listas com milhares de nomes de supostos associados que jamais autorizaram desconto.
Produção de respostas enganosas a órgãos de controle, como a alegação de extravio de fichas.
Promessa de devolução em dobro quando questionados — algo que não ocorria, segundo a PF.
Distribuição dos valores por meio de operadores financeiros e das empresas de fachada.
Entre os nomes mencionados nos documentos (ainda que não detalhados nos trechos enviados) estão:
Cícero Marcelino, apontado como operador financeiro que organizava planilhas e coordenação de pagamentos.
Carlos Roberto, dirigente da entidade com controle sobre listas de filiados e negociações internas.
Tiago Abraão Ferreira Lopes, responsável por inserir 30 listas fraudulentas que atingiram mais de 650 mil benefícios previdenciários.
Como a PF descreve o esquema
De acordo com os documentos, o grupo funcionava como uma organização criminosa estruturada, com divisão hierárquica clara:
Direção: articulação política, negociação com agentes públicos e manutenção do ACT.
Financeiro: criação e movimentação de empresas de fachada, repasses e lavagem.
Operacional: inserção de dados falsos em sistemas do INSS.
Intermediários: depósitos fracionados, distribuição em dinheiro e administração de contratos simulados.
As fraudes teriam produzido:
R$ 708 milhões em recebimentos da CONAFER vindos do INSS,
dos quais R$ 640 milhões foram desviados.
Por que a PF pediu as prisões
Nos dois documentos, a PF afirma que havia:
risco de reiteração criminosa,
risco de dilapidação de patrimônio e ocultação de ativos,
risco de interferência na investigação,
e atuação continuada mesmo após a 1ª fase da operação.
Por isso foram solicitadas — e autorizadas pelo STF — novas prisões preventivas.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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