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Política

Veja políticos que ganharam projeção em 2022 e estarão sob os holofotes no próximo ano

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Lista inclui representantes de diferentes partidos e ideologias. Resultados das eleições 2022 misturam políticos tradicionais e novos representantes de diversos grupos. O ano de 2022 marcou a ascensão no cenário nacional de diferentes lideranças políticas que, até então, eram conhecidas apenas em seus redutos eleitorais.
A conjuntura também abriu margem para o reposicionamento de políticos e autoridades conhecidos pelos cidadãos de todo o país – e que, por um motivo ou outro, estavam “em baixa” nos últimos anos.
Em meio a uma eleição geral polarizada entre esquerda e direita, marcada por troca de acusações entre aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), representantes de ambos os lados e também da chamada “terceira via” despontaram como promessas para os próximos quatro anos.
Confira, abaixo, alguns dos perfis que, a julgar pelos últimos 12 meses, podem dominar o noticiário político a partir de 2023 (clique para ir à seção):
Simone Tebet (MDB-MS)
André Janones (Avante-MG)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Guilherme Boulos (PSOL-SP)
Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG)
Silvia Waiãpi (PL-AP), Celia Xakriabá (PSOL-MG) e Sônia Guajajara (PSOL-SP)
Deltan Dallagnol (Podemos-PR) e Sergio Moro (União-PR)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
Marina Silva (Rede-SP)
Simone Tebet (MDB), a voz da terceira via
Simone Tebet e Lula se reuniram em SP nesta sexta (7)
Amanda Perobelli/Reuters
Simone Tebet (MDB) chegou ao Senado em 2015, mas só ganhou projeção como uma das principais parlamentares da Casa a partir de 2021, com uma postura combativa na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.
Lançada pelo MDB como candidata à Presidência, mesmo sem o apoio de alas pró-Lula e pró-Bolsonaro no partido, Tebet conseguiu se consolidar como a principal candidata da chamada “terceira via”. Ficou em 3º lugar no primeiro turno, com 4,2% dos votos válidos.
No segundo turno, declarou apoio quase imediato à candidatura de Lula em uma postura de rejeição à reeleição de Bolsonaro. Foi considerada um dos principais trunfos que levaram à vitória do PT em segundo turno, sobretudo entre os eleitores que se diziam “antipetistas”.
Após longas semanas de debates e negociações, Simone Tebet foi anunciada nesta quinta (29) como a futura ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula – uma das principais estruturas da área econômica do governo.
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Andre Janones (Avante), o trunfo de Lula nas redes
André Janones (Avante) na Central das Eleições, na GloboNews
Marcos Serra Lima/g1
Deputado federal de primeiro mandato, eleito em 2018 na esteira da greve dos caminhoneiros, André Janones (Avante) passou os últimos quatro anos “pregando” para uma base fiel de “convertidos”. Era um dos parlamentares com maior presença online, defendendo temas como renda mínima aos afetados pela pandemia.
Mesmo assim, Janones pegou a classe política de surpresa quando se lançou pré-candidato à Presidência da República pelo nanico Avante, em abril. E, novamente, quando abriu mão da pré-candidatura para mergulhar na campanha de Lula e Alckmin ainda no primeiro turno.
A estratégia agressiva de Janones nas redes sociais foi redirecionada, usada para contrapor e até superar o domínio do bolsonarismo na disputa digital.
O PP, aliado de Bolsonaro, chegou a acionar André Janones na Câmara por divulgação de fake news, invertendo o roteiro que havia se tornado comum nos últimos quatro anos.
Janones foi reeleito deputado federal com a segunda maior votação de MG. Com a fama adquirida durante a campanha, deve crescer em relevância dentro da Câmara no segundo mandato.
O político chegou a ser cogitado para integrar a comunicação do novo governo Lula, mas o convite não se concretizou.
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Nikolas Ferreira (PL), mais votado aos 26 anos
Nikolas Ferreira voltou a ter constas suspensas nesta quinta-feira (10)
Reprodução/Redes Sociais
Em um ano marcado pelas reeleições – 18 dos 20 governadores que tentaram novo mandato conseguiram, assim como 55% da Câmara atual –, o deputado mais votado do país foi um estreante de 26 anos: Nikolas Ferreira (PL-MG).
Ele é vereador de Belo Horizonte desde 2020, apoiador de Jair Bolsonaro e define a si mesmo como “cristão, conservador e defensor da família”. A votação expressiva pode cacifá-lo como um dos líderes da oposição ao futuro governo Lula,
Nikolas obteve 1.492.047 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não superou o recorde histórico para o cargo (1,8 milhão de votos de Eduardo Bolsonaro em 2018), mas quase triplicou o recorde de Minas Gerais (cerca de 520 mil votos para Patrus Ananias, do PT, em 2002).
Apesar da pouca idade, Nikolas também coleciona polêmicas na curta carreira política.
O Ministério Público de MG investiga o político por um post com críticas a uma adolescente transexual que usava o banheiro feminino de um colégio. O vereador também foi barrado no Cristo Redentor, em 2021, por não ter se vacinado contra a Covid.
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Guilherme Boulos (PSOL-SP), o segundo mais votado do país
Guilherme Boulos em ato em defesa da democracia, em São Paulo
Celso Tavares/g1
Eleito deputado federal com a segunda maior votação do país (e a maior de São Paulo), aos 40 anos, Guilherme Boulos integrou o “conselho político” da campanha de Lula.
Com frequência, é apontado como um herdeiro em potencial do legado político de Lula – além da semelhança física, pesa a seu favor a relação com os movimentos operários e de moradia.
Boulos é coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), já foi candidato à Presidência da República e tem, para 2024, uma promessa de apoio do PT para se lançar à prefeitura de São Paulo.
O político foi um dos coordenadores do grupo técnico de Cidades na transição de governo e chegou a ser cotado para o ministério. Sem a indicação, deve se posicionar como líder do PSOL na Câmara em 2023.
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Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), as primeiras deputadas travestis
Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) foram eleitas deputadas federais
Montagem/g1
Pela primeira vez, a Câmara dos Deputados terá representantes da população travesti e transexual do país. Duas: Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), vereadoras de São Paulo e Belo Horizonte acostumadas ao pioneirismo de ocupar espaços políticos como esses.
Erika e Duda têm em comum o ativismo pelos direitos humanos, pelo respeito às comunidades LGBTI+ e pela maior participação política das populações transexuais e travestis.
Atuam, também, em ativismos distintos: Erika é militante dos direitos dos negros, e Duda é voz ativa em Minas Gerais pelas políticas ambientais.
Ambas se identificam como “travestis”, termo reconhecido e apropriado por mulheres transexuais da América Latina.
Na campanha eleitoral, no entanto, ambas defenderam ir além do chamado “debate identitário” e disseram que pretendem participar, agora como deputadas federais, dos debates sobre educação, economia e infraestrutura do país, entre outros.
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Célia Xakriabá (PSOL-MG), Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sonia Guajajara (PSOL-SP), a força indígena na Esplanada
Deputadas Célia Xakriabá (PSOL-MG), Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sônia Guajajara (PSOL-SP)
Reprodução/Instagram/Arquivo pessoal
Pela primeira vez desde a “criação” do Congresso Nacional em 1891, o parlamento brasileiro terá três representantes de aldeias indígenas. Todas são mulheres, de diferentes etnias e com posicionamentos distintos no espectro ideológico.
Até então, o Brasil tinha eleito apenas dois parlamentares indígenas na história: Mario Juruna (PDT-RJ), xavante eleito em 1983, e Joênia Wapichana (Rede-RR), eleita em 2018.
Única eleita pela região Norte, Silvia Waiãpi é também “minoria” na bancada por ser a única apoiadora do presidente Jair Bolsonaro na lista. Ela é primeira-tenente do Exército e deve fazer oposição ao governo Lula.
Célia Xakriabá e Sonia Guajajara, enquanto isso, se definem como parlamentares de esquerda e basearam suas campanhas na defesa de uma reestruturação da relação do governo federal com os povos indígenas – ambas apontam um “desmonte” da gestão Bolsonaro no setor.
Sônia Guajajara, no entanto, não deve atuar no Legislativo nos próximos meses. A líder política foi anunciada nesta quinta (29) como futura ministra dos Povos Indígenas – cargo inédito na história do país.
Entre os temas que devem mobilizar a pauta indígena na Praça dos Três Poderes, nos próximos anos, estão a retomada da demarcação de terras, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do marco temporal e a proposta em tramitação no Congresso que autoriza a mineração nas terras indígenas.
Além de Célia, Silvia e Sônia, outros dois parlamentares eleitos se declararam indígenas à Justiça Eleitoral: Paulo Guedes (PT-MG) e Juliana Cardoso (PT-SP). Ambos têm ascendência indígena e se identificam com o tema em postagens nas redes sociais, mas o tema não foi central na atuação política de ambos em mandatos anteriores.
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Deltan Dallagnol e Sergio Moro: a Lava Jato no parlamento
Deltan Dallagnol e Sergio Moro
Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo
Desaparecida do noticiário e com algumas de suas principais decisões anuladas por instâncias superiores do Judiciário, a operação Lava Jato ainda rende dividendos políticos a seus “líderes”.
Em 2022, dois foram eleitos na esteira das ações: o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (União), que será senador pelo Paraná, e o ex-procurador federal Deltan Dallagnol, deputado federal mais votado no mesmo estado.
Deltan Dallagnol foi procurador da República entre 2003 e novembro de 2021, quando pediu exoneração do cargo. Ficou famoso ao denunciar Lula usando uma apresentação de PowerPoint, em 2016, na qual várias setas levavam ao nome do ex-presidente no centro do suposto esquema.
Posteriormente, Dallagnol foi condenado a indenizar Lula por excessos nessa entrevista. As condenações do ex-presidente e agora presidente eleito foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que devolveu a elegibilidade ao político.
Sergio Moro foi juiz federal no Paraná e, por causa disso, julgou boa parte das ações da Lava Jato que tramitavam na primeira instância – incluindo as condenações de Lula, Antonio Palocci, Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.
Depois, deixou a magistratura para ingressar na política. Foi ministro de Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, e deixou o governo trocando acusações com o presidente. Nas eleições, se reconciliou com Bolsonaro e fez fortes críticas à candidatura de Lula.
No Congresso, ambos devem se colocar como oposição ao governo e, inclusive, disputar os cargos de liderança dessa oposição. Como “trunfo”, têm o discurso anticorrupção, um calcanhar de Aquiles para as gestões petistas.
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Pastor Henrique Vieira: um religioso contra a ‘bancada da Bíblia’
Lula e o pastor Henrique Vieira durante o encontro.
Reprodução
Eleito deputado federal, o pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) é pastor da Igreja Batista do Caminho e ficou famoso por participações em músicas e filmes – mas não com as parcerias tradicionais para um artista do segmento gospel.
O religioso gravou com Martinho da Vila, cantou com Emicida no Lollapalooza e no disco “AmarElo”e atuou no filme “Marighella”, de Wagner Moura, que conta a história do guerrilheiro comunista que ajudou a organizar a luta armada contra a ditadura militar.
Em post para comemorar a vitória nas urnas, Vieira definiu a si mesmo como um “pastor de esquerda para combater o fundamentalismo religioso” e, ainda, um “pastor contra a bancada evangélica”.
Agora é assim? Pastor Henrique Vieira se emociona ao lembrar perda de visão aos 16 anos: ‘Vi Deus nos meus amigos’
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Marina Silva: a pauta ambiental no centro do debate
Marina Silva
BBC
Marina Silva passou os últimos 14 anos distante de Lula – segundo ela, apenas politicamente –, e a reaproximação da dupla deve gerar frutos e dividendos fartos nos próximos anos.
Eleita com número expressivo de votos para a Câmara dos Deputados por São Paulo, Marina Silva retomará o posto de ministra do Meio Ambiente a partir deste domingo.
O desmonte ambiental da gestão Bolsonaro e as promessas ambiciosas de Lula na Cúpula do Clima (COP 27) no Egito antecipam a visibilidade que Marina Silva deve ter no cargo.
A ex-senadora chegou a ser cogitada para comandar uma Autoridade Climática, vinculada diretamente à Presidência da República, mas o cenário não se confirmou.
O governo eleito aposta em Marina como um “trunfo” para retomar a credibilidade do Brasil na área ambiental – e, com isso, atrair aportes internacionais como os do Fundo Amazônia e até, quem sabe, destravar a difícil negociação das regras para um mercado de créditos de carbono.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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