Política
Venda ilegal de joias da Presidência: veja quem são os envolvidos, os itens desviados e as trocas de mensagens
Equipes da Polícia Federal fizeram buscas, nesta sexta-feira (11), em operação sobre a suposta tentativa de vender ilegalmente presentes dados ao governo Bolsonaro por delegações estrangeiras. Organograma da PF mostra envolvidos em negociação de joias nos EUA
Equipes da Polícia Federal fizeram buscas, nesta sexta-feira (11), em uma operação sobre a suposta tentativa, capitaneada por militares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de vender ilegalmente presentes dados ao governo por delegações estrangeiras.
Objetos de alto valor, como esses que vinham sendo negociados, devem ser obrigatoriamente entregues ao acervo da Presidência da República – ou seja, são bens públicos, e não pessoais.
A operação foi batizada de “Lucas 12:2”, em alusão ao versículo da Bíblia que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.
Os mandados foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Niterói (RJ), por autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que disse identificar “fortes indícios de desvio de bens de alto valor patrimonial” na conduta de militares.
Abaixo, nesta reportagem, você vai ler sobre:
Quem são os alvos da operação
Quais nomes são citados no documento
Quais joias e objetos fazem parte da investigação
Trocas de conversas sobre negociações
Quem são os alvos da operação
✔️ Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
Mauro Cid, durante depoimento na CPI dos Atos Golpistas
Eraldo Peres/AP
A Polícia Federal disse ao STF ver indícios de que um relógio de aproximadamente US$ 51 mil vendido por Mauro Cid nos EUA foi dado de presente a Bolsonaro em viagem oficial, mas não foi registrado oficialmente no acervo do governo federal.
Segundo os investigadores, “há fortes indícios de que o relógio Patek Phillippe (…) teria sido presenteado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2021, por autoridades do Reino do Bahrein e posteriormente vendido.”
A PF destacou que fotos do relógio foram enviadas por Mauro Cid para um contato cadastrado em sua agenda como “Pr Bolsonaro Ago/21” em 16/11/21, ainda durante a viagem ao Bahrein.
Além disso, um único áudio obtido pela PF mostra o ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid tratando de três temas que comprometem os investigados:
Citação a US$ 25 mil supostamente endereçados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Tratativas para a venda de estátuas de palmeira e um barco folheados a ouro, recebidos pela comitiva brasileira durante visita oficial ao Bahrein em 2019.
Negociações para levar a leilão um dos kits recebidos na Arábia Saudita com relógio e joias masculinas.
Segundo o inquérito, a mensagem foi enviada por Mauro Cid ao assessor especial de Jair Bolsonaro Marcelo Câmara.
No documento da PF também consta e-mails encaminhados à CPI dos Atos Golpistas que estavam na caixa de entrada de Cleiton Holzschuk, um dos subordinados diretos de Cid. A mensagem foi enviada para uma secretária da Ajudância de Ordens, e reencaminhada diretamente para Holzschuk. Leia mais aqui.
✔️ Mauro Cesar Lorena Cid, general do Exército e pai de Mauro Cid
Mauro Cesar Lourena Cid
Roberto Oliveira/Alesp
Mauro César Lorena Cid é general do Exército e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), nos anos 1970.
Durante o governo Bolsonaro, o militar ocupou cargo federal em Miami ligado à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
De acordo com a investigação, o general era o responsável por negociar as joias e os demais bens nos EUA – inclusive, recebia os valores em sua conta bancária.
A PF descobriu que, já em junho de 2022, Mauro Lourena Cid vinha negociando presentes oficiais recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro. Naquele momento, segundo a investigação, o pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Barbosa Cid recebeu um depósito de US$ 68 mil da Precision Watches pela venda de um Rolex e um Patek Philippe – ambas, marcas de relógios de luxo. Leia mais aqui.
O rosto do general foi identificado pela Polícia Federal no reflexo de uma foto usada para negociar, nos Estados Unidos, esculturas recebidas pelo governo como presente oficial.
Rosto do pai de Mauro Cid aparece refletido em caixa
Roberto Oliveira/Alesp; Reprodução/GloboNews
✔️ Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro
Print de documento com imagem de Rolex negociado ilegalmente; Frederick Wassef
GloboNews; TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
O relatório da PF mostra que o advogado de Jair Bolsonaro Frederick Wassef e o ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid empreenderam uma “operação de resgate” para devolver joias, já vendidas, ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Em 15 de março, o TCU definiu prazo de cinco dias úteis para que Bolsonaro entregasse ao tribunal um kit com joias suíças da marca Chopard, em ouro branco, recebidas como presente do governo da Arábia Saudita em viagem oficial de 2019.
A entrega ao TCU era necessária porque itens de alto valor recebidos como presente oficial devem integrar o acervo da Presidência da República, ou seja, não são de titularidade do presidente que recebe.
Esses itens, segundo a investigação, já tinham sido vendidos em duas lojas diferentes nos Estados Unidos. Wassef foi o homem escalado para recomprar o Rolex vendido pelos auxiliares de Bolsonaro. Wassef teve de pagar um valor maior do que aquele obtido na venda.
Segundo a PF, a “operação de resgate” foi dividida em duas etapas:
o relógio Rolex Day-Date, vendido para a empresa Precision Watches, foi recuperado por Frederick Wassef em 14 de março, véspera da decisão do TCU, e “repatriado” em 29 de março;
e o restante das joias foi recuperado por Mauro Barbosa Cid em 27 de março, em uma loja em Miami.
Ainda segundo a PF, as duas partes do kit foram entregues a Osmar Crivelatti.
✔️ Osmar Crivelatti, tenente do Exército e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
Osmar Crivelatti é uma figura muito ligada ao ex-comandante do Exército, Villas-Bôas Corrêa, considerado o autor intelectual da volta dos militares ao cenário político do Brasil, depois da ressaca de 30 anos da ditadura.
Alvo da operação desta sexta, Crivelatti foi uma das pessoas que visitaram Mauro Cid na prisão e que continuou recebendo do GSI informações sobre viagens do presidente Lula. A partir da prisão de Mauro Cid, tornou-se o mais próximo assessor do ex-presidente Bolsonaro. Leia mais aqui.
O tenente começou a trabalhar na presidência da República em 2019. A indicação do nome foi atribuída a Villas-Bôas, a quem Bolsonaro já agradeceu por fazer parte de sua caminhada ao Palácio do Planalto.
É Crivelatti quem cuida das armas pessoais de Bolsonaro, por exemplo. Quando Bolsonaro perdeu a eleição, Crivelatti foi aos Estados Unidos preparar a chegada do chefe. Em 1º de janeiro de 2023 foi nomeado integrante da equipe de apoio a Bolsonaro, mesmo sendo um militar da ativa.
Quem são os citados no documento da PF
Fábio Wajngarten – um dos advogados de Bolsonaro, ele conversou com Mauro Cid sobre a “contaminação” da operação no dia 15 de março de 2023. A mensagem foi enviada depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) começou a analisar o caso. Em dado momento, chegou a afirmar que essa operação “foi contaminada por Fred”, que seria Frederick Wassef. Procurado, Wajgarten disse ter olhado seu telefone e não ter encontrado conversas sobre o assunto.
Jair Bolsonaro – mensagens de celular obtidas pela PF mostram assessores do então presidente Bolsonaro conversando sobre a venda ilegal de presentes oficiais dados por delegações estrangeiras.
Michelle Bolsonaro – em algumas dessas mensagens obtidas pela PF, assessores dão a entender que o Bolsonaro chegou a conversar sobre o valor de mercado das peças – e que um dos itens já tinha “sumido com a Dona Michelle”, em referência à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Marcelo Câmara – ex-assessor especial de Bolsonaro, ele aparece em várias das mensagens. Áudios obtidos pela PF mostram Câmara e Mauro Cid debatendo a legalidade da venda dos itens. Em mensagem de voz enviada em 1º de março de 2023, Câmara explicou a Mauro Cid o motivo de “o ex-presidente Jair Bolsonaro não ter pego as esculturas quando se encontrou com o general Lourena Cid em Miami”.
Quais são os objetos investigados
Estátuas de palmeira e um barco folheados a ouro, recebidas por Bolsonaro no exercício da Presidência da República em visita ao Bahrein, em 2019.
Joias presenteadas pelo governo da Arábia Saudita – “Os dados analisados demonstram que o conjunto de itens masculinos da marca Chopard contendo uma caneta, um anel, um par de abotoaduras, um rosário árabe (“masbaha”) e um relógio recebido pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após viagem a Arábia Saudita, em outubro de 2021, após ser desviado, de forma ilegal, do acervo privado do ex-Presidente da República JAIR BOLSONARO”, diz a PF no relatório. O Tribunal de Contas da União (TCU) ordenou que o kit fosse devolvido ao governo meses depois.
Relógio de US$ 51 mil vendido ilegalmente por Mauro Cid –Segundo os investigadores, “há fortes indícios de que o relógio Patek Phillippe (…) teria sido presenteado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2021, por autoridades do Reino do Bahrein e posteriormente vendido”. Essa peça não chegou a ser registrada oficialmente no acervo do governo federal.
Conversas e negociação de objetos
➡️ Os áudios de Mauro Cid:
Um dos áudios obtidos pela PF na investigação da venda ilegal de presentes oficiais recebidos pelo governo Jair Bolsonaro mostra o ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid tratando de três temas que comprometem os investigados:
citação a US$ 25 mil supostamente endereçados ao ex-presidente Jair Bolsonaro;
tratativas para a venda de estátuas de palmeira e um barco folheados a ouro, recebidos pela comitiva brasileira durante visita oficial ao Bahrein em 2019;
negociações para levar a leilão um dos kits recebidos na Arábia Saudita com relógio e joias masculinas.
Na mensagem, Mauro Cid afirma que o pai, o general Mauro Lourena Cid, estaria com US$ 25 mil – “possivelmente pertencentes a Jair Bolsonaro”, segundo a PF.
“Tem US$ 25 mil com meu pai. Eu estava vendo o que, que era melhor fazer com esse dinheiro levar em ‘cash’ aí. Meu pai estava querendo inclusive ir aÍ falar com o presidente (…) E aí ele poderia levar. Entregaria em mãos. Mas também pode depositar na conta (…). Eu acho que quanto menos movimentação em conta, melhor né? (…).”
Marcelo Câmara responde, em mensagem de texto, sobre esse assunto. Diz: “Melhor trazer em cachê”. Em seguida, manda uma outra mensagem: “Ok ciente”.
Em seguida, Cid relata a Câmara que não conseguiu vender, nos Estados Unidos, as esculturas douradas em formato de palmeira e de barco, recebidas por Bolsonaro em visita ao Bahrein. O ex-ajudante de ordens diz que a operação não foi concluída porque as peças não são de ouro maciço – e que ainda tentava negociar com outro homem, não identificado.
“(…) aquelas duas peças que eu trouxe do Brasil: aquele navio e aquela árvore; elas não são de ouro. Elas têm partes de ouro, mas não são todas de ouro (…) Então eu não estou conseguindo vender. Tem um cara aqui que pediu para dar uma olhada mais detalhada para ver o quanto pode ofertar (…) eu preciso deixar a peça lá (…) pra ele poder dar o orçamento. Então eu vou fazer isso, vou deixar a peça com ele hoje (…).”
Ainda no áudio, Cid compartilha com Câmara informações sobre um “kit”, contendo um relógio, que iria a leilão no dia 7 de fevereiro de 2023.
O ex-ajudante de ordens da Presidência da República não detalha o kit – mas a PF identificou que esse era o kit de joias masculinas recebido por Jair Bolsonaro na Arábia Saudita, e que o TCU ordenou que fosse devolvido ao governo meses depois.
“(…) o relógio aquele outro kit lá vai, vai, vai pro dia sete de fevereiro, vai pra leilão. Aí vamos ver quanto que vão dar(…)”, diz Mauro Cid.
➡️ Os áudios de Marcelo Câmara:
Em áudio enviado em 1º de março de 2023, Câmara explica a Cid o motivo de “o ex-presidente Jair Bolsonaro não ter pego as esculturas quando se encontrou com o general Lourena Cid em Miami”:
“Não. Ele [Bolsonaro] não pegou porque não valia nada. Então tem (…) tem aqueles dois maiores: não valem nada. É, é… não é nem banhado, é latão. Então meu pai vai, vai levar pro Brasil na mudança (…)”.
Os áudios também mostram Câmara e Cid debatendo a legalidade da venda dos itens. O ex-ajudante de ordens pediu que Câmara ligasse para uma pessoa chamada Marcelo para tratar do tema. Segundo a PF, trata-se de Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência da República.
“Mas, liga pra ele. Ele tinha me falado, ele me garantiu que poderia, que o presidente poderia fazer o que quisesse porque isso são itens personalíssimos (…)”, disse Cid.
Câmara respondeu: “Eu falei com ele [Bolsonaro] sobre isso, Cid. Aí ele me falou que tem esse entendimento sim. Mas que o pessoal questiona porque ele pode dar, pode fazer o que ele quiser. Mas tem que lançar na comissão, memória, entendeu? (…)”.
➡️ ‘Sumiço’ de item para Michelle
Logo após falar dessas possíveis restrições para a venda do kit de presentes oficiais, Marcelo Câmara seguiu no assunto – e citou que algum presente teria “sumido” com Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama.
“O que já foi, já foi. Mas se esse aqui tiver ainda a gente certinho pra não dar problema. Porque já sumiu um que foi com a Dona Michelle; então pra não ter problema”, diz Câmara.
Convrsa entre Mauro Cid e Marcela Magalhães foram anexadas em decisão de Moraes.
GloboNews
Decisão de Moraes cita conversas de Mauro Cid sobre relógio Rolex.
GloboNews
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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