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Economia

VÍDEO: Veja ranking das 10 línguas indígenas mais faladas do Brasil

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Veja quais são as 10 ínguas indígenas mais faladas no Brasil
No Brasil, há 295 línguas indígenas, presentes em cerca de um quinto dos municípios. Esse é um dos resultados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As mais faladas são:
Tikúna
Guarani Kaiowá
Guajajara
Kaingang
Xavante
Kaingang
Yanomami
Sateré-Mawé
Nheengatu
Munduruku
Tukano
Esse número é 7% maior que o registrado em 2010 (274 línguas) e, de acordo com o IBGE, uma das explicações é a mudança na metodologia de coleta, que permitiu a desagregação de etnias que antes estavam agrupadas. Os dados divulgados mostraram que o Brasil tem 391 povos indígenas, número 30% maior que o do Censo anterior.
Outra justificativa para o maior número de línguas e povos indígenas é apontado por Marta Antunes, Gerente de Povos e Comunidades Tradicionais e Grupos Populacionais Específicos (GPCTE) do IBGE: o aumento do pertencimento da população indígena.
“Há um aumento entre os dois censos de pessoas que se declaram indígenas, mas também de declararem seu pertencimento a uma etnia, povo ou grupo indígena. Esse é um processo que alguns acadêmicos chamam de reemergência étnica, mas que os indígenas chamam de autoafirmação étnica e de revitalização de pertencimento étnico”.
Além da maior diversidade linguística, entre 2010 e 2022, a quantidade de indígenas que falam uma ou mais línguas indígenas passou de 293.853 para 433.980 falantes – 47% a mais. No entanto, há um decréscimo percentual de falantes de língua indígena no total das pessoas indígenas do país.
Para Marta Antunes, essa redução percentual é esperada. “O que a gente está vendo é que com o crescimento da população indígena, entram mais pessoas em termos absolutos que não falam língua indígena no contingente total de pessoas indígenas. Por outro lado, aumentar os falantes nos traz uma tranquilidade de saber que não só a gente tem novas línguas sendo faladas e usadas nos domicílios pelos povos indígenas, quanto também uma amplitude de pessoas falando”.
Antunes explica que outro resultado divulgado pelo IBGE, a mediana de idade da população, corrobora a proteção e manutenção das línguas indígenas. A idade mediana dos falantes de língua indígena é mais baixa (21 anos) que a dos indígenas em geral (25 anos). “Isso denota que não são os mais velhos que continuam falando a língua; são os mais jovens e isso é importantíssimo para a manutenção dos falantes de língua indígena, para a transmissão para os mais novos”.
As 10 línguas indígenas mais faladas:
1. Tikúna
A língua Tikúna é a com mais falantes, segundo o Censo 2022. Foram registrados 51.978 falantes, sendo 88% em Terras Indígenas.
2. Guarani Kaiowá
A segunda língua indígena mais falada é a Guarani Kaiowá, com 26.596 pessoas indígenas que falam cotidianamente.
3. Guajajara
Com 29.212 falantes, a língua Guajajara foi a terceira do ranking. A maior parte deles, 90%, reside em Terras Indígenas.
4. Kaingang
A pesquisa contabilizou 27.482 falantes de Kaingang, 79% localizados em Terras Indígenas.
5. Xavante
A língua Xavante tinha 21.772 falantes indígenas em 2022. Desse quantitativo, o Censo registrou 86%
6. Yanomami
O Censo registrou 19.174 pessoas indígenas que falam ou usam a língua indígena Yanomami em seus domicílios; desses, cerca de 96% moram em Terras Indígenas.
7. Sateré-Mawé
A sétima língua indígena mais falada é a Sateré-Mawé, com 15 421 pessoas indígenas que falam cotidianamente.
8. Nheengatu
Em seguida no ranking está a Nheengatu, com 13.070 falantes. Essa é a única língua indígena entre as dez mais faladas, em que a maioria dos falantes não residia em Terras Indígenas: cerca de 60% dos falantes moram fora de Terras Indígenas
9. Munduruku
A língua indígena Munduruku foi a nona língua com mais falantes em 2022, segundo o IBGE. Foram registrados 12.961 indígenas que falam essa língua.
10. Tukano
O Censo 2022 registrou 12.435 falantes indígenas de Tukano, sendo 60% moradores de Terras Indígenas.
Migração também influencia
O crescimento no número total de línguas e de etnias identificadas também está relacionado aos grupos com trajetórias migratórias no país. “Um exemplo são os povos de origem venezuelana que a partir de 2018 passaram a se instalar em abrigos e, depois a se interiorizar pelo país”, aponta a pesquisadora. Diante disso, o IBGE passou a desagregar os resultados de “outras línguas” e “outras etnias”. “Esses grupos estão hoje estabelecidos no Brasil, e, portanto, devem ser reconhecidos como parte do conjunto de etnias indígenas em território nacional.”
É o caso da língua indígena Warao, falada pelo povo Warao, de origem venezuelana. Foi a língua indígena mais presente no Rio Grande do Norte, Piauí e Distrito Federal em 2022. No Brasil, eram 4.389 falantes em 2022.
Indígenas Warao participaram do Grito dos Excluídos em Boa Vista
Caíque Rodrigues/g1 RR

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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