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Economia

Vigilantes do Peso: após saída de Oprah Winfrey do Conselho, empresa anuncia fim das atividades no Brasil

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A saída da apresentadora norte-americana da companhia veio após a revelação de que ela está tomando remédios para emagrecimento. Assinaturas dos programas no Brasil serão encerradas 30 dias depois do pagamento da última mensalidade. Oprah Winfrey em foto de 8 de fevereiro de 2020, em Nova York
Brad Barket/Invision/AP/Arquivo
A empresa Vigilantes do Peso, focada em desenvolver programas de emagrecimento personalizados, anunciou que encerrará suas atividades no Brasil, depois de cinco décadas operando no país.
Em seu site, a companhia informa que as assinaturas dos programas serão canceladas 30 dias após o último pagamento da próxima mensalidade, referente ao mês de março. (Leia a nota na íntegra no fim da reportagem)
A Vigilantes do Peso é a subsidiária no Brasil da Weight Watchers International, fundada em 1963 nos Estados Unidos. Por aqui, a empresa estava desde 1974.
A notícia da saída do Brasil vem junto com o anúncio de que Oprah Winfrey deixará o Conselho de Administração da empresa ainda em 2024. A parceria entre a apresentadora e a empresa vinha desde 2015 e a decisão por sua saída veio após sua revelação de que está tomando remédios para emagrecimento, em dezembro do ano passado.
Além disso, Oprah também doará todas as ações que detém da companhia para o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana. Ela tinha 1,13 milhão de ações, totalizando US$ 6,34 milhões em 1º de janeiro, segundo dados da LSEG.
A opção pela doação das ações se deu para “eliminar qualquer conflito de interesses percebido em razão de seu uso de medicamentos para perda de peso”.
Empresa luta para seguir relevante em cenário de remédios para emagrecimento
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o diretor de investimentos da Henssler Financial, Troy Harmon, considera que a saída de Oprah é “apenas mais uma prova no quadro geral de que as pessoas preferem levar uma injeção a ter de ajustar o seu estilo de vida”, em referência a medicamentos que se tornaram populares nos últimos anos, como o Ozempic, da Novo Nordisk.
“Não ficaria surpreso se ela (Oprah) reaparecesse como porta-voz de um dos fabricantes de medicamentos”, afirma o executivo.
Oprah, no entanto, não divulgou o nome do medicamento que está usando e, em acordo com a Weight Watchers, não se associará a nenhuma marca do segmento por até um ano após o fim da parceria.
Mas as dificuldades da empresa começaram bem antes da saída da apresentadora de seu quadro de conselheiros. Na verdade, a maior batalha da companhia é continuar gerando lucro em meio à popularização, cada vez maior, do uso de medicamentos para emagrecer – o que atrapalha o negócio central da empresa, que são os programas para perda de peso, sem remédios.
Neste contexto, em março de 2023, a Weight Watchers comprou a Sequence, uma plataforma digital de perda de peso, que prescreve o uso de medicamentos.
A expectativa era de que o número de assinantes crescesse e isso, de fato, ocorreu, segundo dados da companhia – um aumento de cerca de 23%, com base nos resultados divulgados até dezembro passado.
Mas a Weight Watchers ainda precisa encontrar uma solução para um antigo problema: diminuir ou evitar que os clientes cancelem suas assinaturas e deixem a plataforma após alguns meses no programa de emagrecimento. Um trabalho difícil, ainda mais em meio ao consumo de remédios para emagrecimento.
Enquanto o mercado aguarda as cenas dos próximo capítulos, as ações da companhia sofrem com a volatilidade trazida pelos últimos reveses, sobretudo a saída de Oprah.
Apesar de uma alta de 5,30% no preço dos papéis na última semana, as ações da Weight Watchers listadas na bolsa de Nasdaq acumulam perdas expressivas de:
12,21% no último mês;
60,61% em 2024, até aqui;
20,47% em um ano;
88,58% desde sua máxima histórica, registrada em 2018.
Leia a nota da Vigilantes do Peso sobre saída do Brasil
“Infelizmente, tomamos a decisão de encerrar nossas operações no Brasil.
Sabemos que isso pode ser decepcionante e agradecemos a todos os nossos dedicados colaboradores e leais membros assinantes por seu apoio ao longo de todos esses anos.
Assinaturas será cancelada 30 dias após o pagamento de sua próxima mensalidade. Para mais informações, por favor, verifique seu e-mail ou entre em contato conosco pelo e-mail contato@vigilantesdopeso.com.br.
Obrigado por confiar em nós durante sua jornada de saúde e peso. Desejamos a você nada além de sucesso contínuo.”
*Com informações da agência de notícias Reuters

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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