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Economia

Votação do Orçamento 2025 pode ser adiada se governo seguir enviando mudanças, dizem parlamentares

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Relator do texto se reuniu com Gleisi, Motta e Alcolumbre no domingo. Orçamento deste ano ainda não foi aprovado, o que cria dificuldades adicionais para o governo no uso do dinheiro. Prevista para esta semana, a votação do Orçamento de 2025 pode ser adiada novamente em razão de impasses entre o Congresso e o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que passam, entre outros fatores, pelos sucessivos pedidos de mudança feitos pelo Executivo.
Neste domingo (16), o relator do texto, senador Angelo Coronel, se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também participou.
No encontro, Coronel afirmou que os técnicos do Congresso estão trabalhando para atender os pedidos do governo – mas que essa análise leva tempo e pode atrapalhar o cronograma.
“Da última semana para cá, o governo enviou cinco ofícios. A consultoria está trabalhando dia e notie, mas é preciso dar tempo para analisar. Só vou apresentar o relatório essa semana se a votação for marcada”, disse o senador à TV Globo.
💸 Pelo cronograma convencional, o Orçamento de um ano é aprovado no fim do ano anterior. Em tese, o Congresso nem poderia começar o recesso de dezembro sem votar esse texto.
💸 Na prática, no entanto, impasses entre Executivo e Legislativo adiaram a análise. Com isso, desde janeiro, o governo Lula só pode gastar por mês 1/12 do orçamento previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias – o que diminui a flexibilidade do uso dos recursos.
Miriam Leitão: Atraso no Orçamento ajuda a frear gastos
Há um problema adicional: se não for concluída nesta semana, a votação ficará para o mês de abril. Isso, porque Motta e Alcolumbre devem acompanhar o presidente Lula em viagem oficial ao Japão, na próxima semana.
“Se não houver essa garantia [de votação essa semana], o relatório vai ficar para depois do retorno dos presidente da Câmara e do Senado. Não há como votar orçamento sem eles aqui”, disse Coronel.
Os pedidos de alteração também incomodaram o presidente da Comissão Mista de Orçamento, Júlio Arcoverde (PP-PI). O último chegou neste domingo: R$ 150 milhões para o Banco Central, a título de “desenvolvimento do PIX”. O documento ainda vai ser analisado pelos consultores da comissão.
“Hoje [segunda] à noite, será possível saber se a lei será votada ainda esse semana. Mas para isso, o governo deve parar de mandar ofícios”, disse Arcoverde à TV Globo.
Segundo ele, a comissão quer encerrar a análise logo, mas “parece que o governo não está com muita pressa de votar”.
O calendário anunciado até aqui prevê que a Lei Orçamentária Anual seja votada pela CMO nesta terça-feira (18), e pelo plenário do Congresso nesta quarta (19).
No fim de semana, a comissão chegou a divulgar uma nota dizendo que a votação tinha sido adiada para abril. Depois, corrigiu a informação e voltou a prever a análise do texto nesta semana.
Orçamento 2025: comissão anunciou adiamento de votação, mas voltou atrás
Orçamento travado
O Orçamento deveria ter sido votado no fim do ano passado, mas um embate entre Legislativo e Judiciário envolvendo a liberação de emendas parlamentares travou a análise do texto.
Líderes ouvidos pelo g1 afirmam que, além da indefinição sobre as presidências das comissões temáticas, o governo está com dificuldade em apresentar cortes para fazer frente às despesas previstas no Orçamento.
Um dos pontos diz respeito às emendas parlamentares. O acordo fechado com o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a transparência na indicação e execução das verbas destravou recursos antes bloqueados e que agora podem ser usados e devem estar previstos no Orçamento de 2025.
Outra queixa é que o governo ainda precisa apontar a fonte de despesas obrigatórias com a previdência e ainda não demonstrou onde vai cortar para preencher esses gastos.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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