Política
Walter Delgatti: veja o que o hacker disse até agora e o que falta ser esclarecido
Delgatti já disse ter recebido dinheiro de Zambelli para invadir sistemas do Judiciário e afirmou ter se encontrado com Bolsonaro. Hacker foi ouvido pela PF e pela CPMI dos Atos Golpistas. Walter Delgatti prestou depoimento à CPI dos Atos Golpistas nesta quinta (17)
Ueslei Marcelino/Reuters
O hacker Walter Delgatti, investigado pela tentativa de invasão nos sistemas do Judiciário, deu uma série de declarações nos últimos dias em depoimentos à Polícia Federal (PF) e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas.
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▶️Contexto: Delgatti ficou nacionalmente conhecido em 2019, quando invadiu dispositivos eletrônicos e vazou mensagens atribuídas ao então ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro. A ação ficou conhecida como “Vaza Jato”.
O hacker voltou ao noticiário este ano após a suspeita de que ele teria tentado invadir sistemas da Justiça brasileira.
Em junho, em depoimento à Polícia Federal após ser detido, Delgatti disse que o pedido de invasão veio da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).
No início de agosto, o hacker foi preso novamente em uma operação da PF. Na mesma ação, os agentes cumpriram mandados de busca contra Zambelli.
Na quarta-feira (16), Delgatti deu um novo depoimento à PF, onde afirmou ter recebido R$ 40 mil da deputada federal para invadir sistemas do Judiciário.
Já nesta quinta-feira (17), o hacker foi ouvido pela CPMI dos Atos Golpistas, no Congresso Nacional. No depoimento, Delgatti disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu um indulto caso ele fosse preso por ação contra as urnas eletrônicas.
Depoimento em junho
PF prende hacker da Vaza Jato por descumprimento de medidas judiciais
Delgatti foi preso em 2019 na Operação Spoofing, que investiga invasão de contas de Telegram de autoridades. Em setembro de 2020, a Justiça revogou a prisão, autorizando que ele respondesse ao processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica e sem acesso à internet.
🚨Nova prisão: No fim de junho deste ano, o hacker foi novamente detido por ter descumprido medidas judiciais. Entre os motivos para a prisão estavam:
O hacker afirmou estar cuidando do site e das redes sociais da deputada federal Carla Zambelli.
Ele fez compras on-line e usou um e-mail como chave PIX para arrecadar doações, mesmo estando impedido de usar a internet
Delgatti não foi localizado em endereços indicados à Justiça – ele estava proibido de se mudar sem autorização.
🗣️ Depoimento: Em depoimento após a prisão, Delgatti disse que se encontrou com Carla Zambelli em setembro de 2022, às vésperas da eleição. Segundo ele:
Zambelli pediu para que ele invadisse uma urna eletrônica ou qualquer sistema da Justiça brasileira. A intenção dela, de acordo com o depoimento, era mostrar a fragilidade dos sistemas.
Delgatti afirmou que chegou a tentar invadir a urna, mas que o código fonte não estava conectado a um computador em rede e, por isso, não conseguiu.
O hacker disse ainda que comunicou Zambelli que não tinha tido sucesso na invasão da urna. Em seguida, segundo ele, a deputada pediu para que ele invadisse o celular e o e-mail do ministro Alexandre de Moraes para tentar obter conversas comprometedoras.
Ele afirmou que já tinha acessado o e-mail de Moraes em 2019 e que não havia encontrado nada.
⚖️ Invasão ao CNJ: Ainda em depoimento, Delgatti afirmou que conseguiu ter acesso ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com isso, ele emitiu um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes.
O hacker disse à PF que foi ele quem teve a ideia de emitir o mandado.
Ao contar a ideia para Zambelli, a deputada teria enviado a ele um texto que deveria ser usado na publicação. No entanto, segundo ele, o texto tinha erros de português.
Após fazer os ajustes, ele emitiu o mandado de prisão com a determinação de bloqueio de bens, segundo o depoimento.
Delgatti afirmou ainda que foi levado por Zambelli para um encontro com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em agosto de 2022.
Terceira prisão e novo depoimento
PF faz busca e apreensão em endereços da deputada Carla Zambelli, PL
Em julho, a Justiça soltou Delgatti e determinou o uso de tornozeleira. Mas o hacker voltou a ser preso semanas depois, no início de agosto.
🚔Operação 3FA: No dia 2 de agosto, a PF fez uma operação para prender Delgatti e cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados à deputada Carla Zambelli.
À época, a PF informou que havia identificado a inserção de 11 alvarás de soltura de indivíduos presos por motivos diversos no sistema do CNJ e, possivelmente, de outros tribunais do Brasil.
Além disso, as investigações encontraram um mandado de prisão falso em desfavor do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Segundo a polícia, os crimes teriam acontecido entre 4 e 6 de janeiro de 2023.
As investigações apontaram ainda que, após invadir o sistema, o grupo passou a ter acesso remoto aos bancos de dados.
🗣️ Novo depoimento: Na quarta-feira (16), o hacker foi novamente ouvido pela Polícia Federal. Segundo o advogado dele, Delgatti afirmou ter recebido R$ 40 mil de Zambelli para invadir os sistemas da Justiça.
O advogado Ariovaldo Moreira disse que o hacker apresentou provas “relacionadas a pagamentos que ele recebeu da deputada”.
Além disso, Delgatti apresentou à PF novas provas e citou mais pessoas envolvidas no caso da invasão dos sistemas do Judiciário.
A defesa de Zambelli disse que ela “rechaça qualquer acusação de prática de conduta ilícita e imoral pela parlamentar, inclusive, negando qualquer tipo de pagamento ao mencionado hacker”.
CMPI dos Atos Golpistas
Walter Delgatti afirma que equipe de Bolsonaro propôs forjar a invasão de uma urna eletrônica um mês antes da eleição
Walter Delgatti foi recebido no Congresso Nacional nesta quinta-feira (17) para prestar depoimento no âmbito da CPMI dos Atos Golpistas. Durante os questionamentos, ele citou Bolsonaro e questionamentos envolvendo as urnas eletrônicas.
🗣️ Depoimento: À CPMI nesta quinta-feira, Delgatti afirmou que:
Bolsonaro prometeu a ele um indulto caso fosse preso por uma ação contra as urnas eletrônicas.
Segundo ele, o ex-presidente citou um “grampo” contra Moraes e pediu a Delgatti que “assumisse autoria” da invasão.
Delgatti disse ainda que a deputada Carla Zambelli prometeu a ele emprego na campanha de Bolsonaro de 2022.
Segundo o hacker, o marqueteiro de Bolsonaro na campanha pediu um “código-fonte” fake para apontar fragilidade nas urnas.
Ele disse ainda que sabia que estava cometendo um crime ao agir contra as urnas, mas que havia recebido ordem do então presidente.
Afirmou que Zambelli enviou a ele o texto de um falso mandado de prisão contra Moraes.
Contou ter orientado servidores do Ministério da Defesa na elaboração de um relatório sobre urnas.
O que falta esclarecer?
Hacker omitiu à PF informações que revelou na CPMI dos Atos Golpistas
Uma apuração feita pelo jornalista Cesar Tralli, da TV Globo, aponta que o hacker omitiu à PF informações que foram reveladas durante o depoimento na CPMI dos Atos Golpistas.
🤔 Novo depoimento: A PF resolveu convocar novamente o hacker para prestar depoimento. Segundo fontes ouvidas por Cesar Tralli, os seguintes pontos tratados na CPMI não foram citados no depoimento de quarta-feira à Polícia Federal:
Menção sobre Bolsonaro ter prometido a ele um indulto caso fosse preso por ação contra urnas eletrônicas.
Menção sobre promessa de emprego feita por parte da Zambelli na campanha do ex-presidente.
Menção sobre grampo no ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Menção sobre o marqueteiro de Bolsonaro ter pedido um “código-fonte” fake para apontar fragilidade nas urnas.
Menção sobre ter orientado servidores do Ministério da Defesa na elaboração de relatório sobre urnas.
Nota da defesa de Jair Bolsonaro
“Considerando as informações prestadas publicamente pelo depoente Sr. Walter Delgatti Neto perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito na presente data, a defesa do ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro, informa que adotará as medidas judiciais cabíveis em face do depoente, que apresentou informações e alegações falsas, totalmente desprovidas de qualquer tipo de prova, inclusive cometendo, em tese, o crime de calúnia.
A defesa esclarece ainda que, diante de informações prestadas pelo Sr. Walter Delgatti Neto, quando de sua passagem pelo Palácio da Alvorada, acerca de suposta vulnerabilidade no sistema eleitoral, o então Presidente da República, na presença de testemunhas, determinou ao Ministério da Defesa a apuração das alegações, de acordo com os procedimentos legais e em conformidade com os princípios republicanos, seguindo o mesmo padrão de conduta observado em todas as suas ações enquanto chefe de Estado.
Após tal evento, o ex-Presidente nunca mais esteve na presença de tal depoente ou com ele manteve qualquer tipo de contato direto ou indireto.”
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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