Economia
100 dias de governo: Lula acerta ao reafirmar a política como meio de diálogo, mas desliza em algumas posições radicais
Nestes 100 dias de governo, completados nesta segunda-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mostrado como um dos principais pontos positivos a volta da política como meio de diálogo entre os setores da sociedade e do poder. Porém, como ponto negativo, Lula vem deslizando ao adotar algumas posições radicais.
Política como diálogo
Os 100 primeiros dias do governo Lula 3 trouxeram a reafirmação da política como forma de diálogo e negociação entre forças opostas da sociedade. Bolsonaro, eleito com o discurso da antipolítica – apesar de ter entregue grande parte do seu governo ao centrão para garantir sua permanência no poder -, não se posicionava como um presidente que estimulava o debate político.
Lula, desde sua eleição, ressaltou em seus discursos a importância da boa relação com o Congresso, com governadores e prefeitos, e escalou nomes de confiança para fazer sua articulação política. A ver como se dará a distribuição de cargos e espaços em empresas públicas, fonte de problemas e escândalos nos seus dois mandatos e uma história que seu governo se compromete a não repetir.
Deslizes no radicalismo
Lula foi eleito por uma frente ampla em defesa da democracia no país, ameaçada pelo bolsonarismo, mas que acreditava no fim do radicalismo para reconstruir um país pacificado. Diferentes declarações e ataques de Lula demonstram o abandono da ideia de frente ampla e uma guinada mais à esquerda do que as políticas aplicadas em seus dois primeiros mandatos.
Ataques ao Banco Central, a fulanização das críticas no presidente do BC, Roberto Campos Neto, ou a ameaça de gastar capital político desfazendo medidas aprovadas pelo Congresso Nacional, como a privatização da Eletrobras ou mudança no marco do saneamento, demonstram um Lula muito mais radical do que o de 2003.
O mesmo vale para compromissos que Lula não quis assumir, como escolher um Procurador geral da República que faça parte da lista tríplice do MPF, como fez em seus mandatos anteriores.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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