Economia
Ibovespa recua mais de 7% em 100 dias de governo Lula, na maior queda desde o primeiro mandato de FHC
Resultado só ficou atrás do registrado em 1995, período de estabilização do Plano Real, quando o índice caiu 28,48%, segundo levantamento do TradeMap. 12/01/2023 – Lula e Haddad
REUTERS/Adriano Machado/File Photo
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, acumulou queda de 7,20% ao longo dos 100 dias do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os dados foram compilados por Einar Rivero, do TradeMap, e respondem pelo período de 1 de janeiro a 10 de abril. Trata-se do maior recuo desde o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1995, quando o índice caiu 28,48%.
Na época, o Brasil empenhava forças no combate à hiperinflação, com o processo de estabilização do Plano Real — encabeçado por FHC no ano anterior, ainda à frente do Ministério da Fazenda, durante o governo de Itamar Franco.
De acordo com o levantamento do TradeMap, desde 1995 o melhor desempenho nos primeiros 100 dias de governo ocorreu no segundo mandato de FHC, em 1999, com valorização de 66,98% no Ibovespa.
O terceiro melhor resultado foi observado no início do governo de Jair Bolsonaro (PL), com alta de 9,18%, seguido pelo segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2015, quando a alta foi de 8,41%.
Comportamento dos investidores
O mercado financeiro tem reagido mal, entre outros pontos, às criticas de Lula ao Banco Central do Brasil e ao presidente da instituição, Roberto Campos Neto, sobre a alta taxa de juros no país — na casa dos 13,75% ao ano desde agosto de 2022.
Lula vem reiterando, desde o início de sua gestão, que uma taxa Selic em patamares elevados prejudica investimentos e impede o crescimento do país. Em uma de suas falas mais recentes, o presidente da República afirmou que, se a meta de inflação está errada, “muda-se a meta”, ao questionar os juros.
Vale lembrar que a elevação de juros é uma das ferramentas utilizadas pelo BC para o combate à inflação. Em síntese, quanto mais alta a taxa, mais caro o acesso ao crédito, o que tende a diminuir o dinheiro e circulação e impactar nos preços.
100 dias do terceiro mandato de Lula
Os investidores também têm acompanhado, ao longo destes 100 dias de Lula 3, ataques ao mercado financeiro e medidas vistas como “dogmáticas” — como a redução de juros do consignado do INSS, que acabou resultando na suspensão temporária da linha pelos principais bancos do país.
Há ainda no radar — nesse caso, com maior otimismo — a proposta de criação de um arcabouço fiscal que, apesar de algumas dúvidas sobre sua efetividade, tem no horizonte o combate ao descontrole de dívida pública.
Os impactos concretos, no entanto, deverão ser sentidos mais para frente, após o envio do projeto de lei complementar ao Congresso Nacional e diante do maior detalhamento do novo marco fiscal que vai substituir o tetos de gastos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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