Economia
Advogada do Goldman Sachs deixa o banco por escândalo Epstein
Kathryn Ruemmler é diretora jurídica do Goldman Sachs
Divulgação/Goldman Sachs
A principal advogada do Goldman Sachs deixará o banco de Wall Street, informou o CEO da instituição na quinta-feira (12), após virem a público seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
A consultora jurídica da empresa, Kathryn Ruemmler, passou a ser alvo de forte de investigação depois que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mensagens que evidenciavam sua proximidade com o ex-financista.
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Em comunicado, o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou respeitar a decisão da executiva e agradeceu a Ruemmler pela “qualidade de suas orientações jurídicas em temas relevantes” para o grupo.
O banco informou que a saída será efetiva a partir de 30 de junho.
Em declaração ao Financial Times, Ruemmler disse que pediu demissão para evitar que “a atenção da mídia” em torno de seu nome “se torne uma distração” para o Goldman Sachs.
Ela trabalhava no banco desde 2020. A relação entre Ruemmler e Epstein já era conhecida desde a divulgação de uma primeira leva de documentos sobre o caso, há alguns meses.
Inicialmente, o Goldman Sachs manifestou apoio à executiva, mas a imprensa considerava sua saída praticamente certa após a nova divulgação de mensagens.
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Segundo reportagens, as interações entre os dois incluíam conversas sobre assuntos profissionais e questionamentos sobre os crimes cometidos por Epstein. Em algumas mensagens, Ruemmler se referia a ele como “querido” e “Tio Jeffrey”.
A relação amistosa foi mantida até pouco antes da morte de Epstein na prisão, em 2019 — ou seja, muitos anos depois de sua primeira condenação, em 2008, por aliciar uma menor para fins sexuais.
De acordo com o Wall Street Journal, Ruemmler foi uma das três pessoas que receberam ligações de Epstein após sua prisão, em julho de 2019, por acusações de tráfico sexual de menores.
Na época, ela trabalhava no escritório Latham & Watkins, especializado em direito corporativo, fusões e aquisições e mercado de capitais.
Antes disso, ocupou cargos no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011, durante o governo de Barack Obama, e depois atuou como conselheira jurídica na Casa Branca até junho de 2014.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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