Política
Animais, anéis, documentos: brasileiros deportados dos EUA deixam tudo pra trás e se queixam de falta de regras claras
Especialistas entrevistados pelo g1 explicam que, geralmente, bens ficam perdidos, mas há possibilidades de resolver alguns casos à distância. André dos Santos, brasileiro deportado, durante chegada em Belo Horizonte nesta sexta.
Henrique Campos/TV Globo
“Eles não estão nem aí com o que você construiu no país. Até mesmo o animal de estimação ficou para trás.”
Esse é o relato do tratorista André dos Santos, de 26 anos, um dos deportados vindos dos Estados Unidos no segundo voo de brasileiros que chegou a Belo Horizonte (MG) na noite da última sexta-feira (7) (leia mais abaixo).
Além de Foggy, um furão de 1 ano, André deixou para trás uma casa recém mobiliada na cidade de Needham, no estado de Massachusetts.
Foggy, furão de 1 ano deixado nos Estados Unidos pelo deportado André.
Arquivo pessoal
“A esposa ficou e está cuidando dele para mim. Se não fosse ela, ele [Foggy] estaria passando fome. É muito triste. Ela está ajeitando tudo para vir, peço a Deus que ela não seja pega”, desabafa.
Nos Estados Unidos, André trabalhava com caminhão de guincho cerca de 14 horas por dia, todos os dias da semana, para conseguir garantir a renda que precisava.
Até que, em novembro do ano passado, quando estava indo ao banco, foi preso pela Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Passou cerca de dois meses e meio detido.
André conta que não pensou em reaver os itens, por causa do alto custo do transporte e da burocracia do trâmite.
Entre esses órgãos procurados estão Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Justiça, Ministério dos Direitos Humanos e a Polícia Federal, mas recebeu pouca ou nenhuma informação sobre o que ocorre com esses bens.
Mas o que acontece com os bens que ficam nos Estados Unidos? O g1 entrevistou especialistas em direito de imigração e que acompanham o tema, além de órgãos oficiais.
Interlocutores do Itamaraty informaram que a responsabilidade pelos bens é de exclusividade dos deportados e que o órgão não tem qualquer ingerência nesse contexto.
Já os especialistas informaram que, geralmente, os itens ficam perdidos, uma vez que a guarda deles ou as providências ficam a cargo dos próprios imigrantes, mas que há possibilidade de resolver alguns casos à distância (entenda mais a seguir).
Casa recém mobiliada do deportado André nos Estados Unidos
Arquivo pessoal
Caso parecido ao de André aconteceu com o bancário Pedro Henrique Torres, de 26 anos, e a esposa dele Camila Lopes Torres, de 27 anos. Pedro sequer conseguiu levar uma mala de mão ao ser deportado.
Entre os bens deixados por ele nos Estados Unidos estão documentos pessoais, o celular e itens de valor sentimental, como as alianças de casados, dadas a ele como herança pela avó, antes de ela falecer.
Conjunto de alianças deixado nos EUA por brasileiro deportado
Arquivo pessoal
“Chegamos aqui sem nada, somente com o passaporte e o telefone da minha esposa. Chegamos sem dinheiro, chegamos sem poder comunicar com a minha mãe”, conta.
Pedro afirma que foi o único brasileiro deportado nesse último voo que não conseguiu embarcar com os pertences.
Ainda segundo ele, os cartões de débito e crédito, a certidão de casamento e também uma correntinha de ouro que ele tinha dado de presente para a esposa também ficaram.
“A minha aliança foi a minha avó que deixou pra mim, deixou para que a minha mãe me desse quando eu fosse me casar”, conta o bancário. “Eu vi a minha bagagem, vi tudo, assinei papeis e o pessoal foi levando. Quando chegou na última detenção, antes de eles me deportarem pra cá, eles falaram que não estavam achando os meus pertences lá.”
Pedro relata ainda que ele e a esposa foram detidos nos Estados Unidos no momento em que buscavam dar entrada no pedido de asilo.
E que, em vias de serem encaminhados para o Brasil, conseguiu que os agentes da Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) anotassem os itens perdidos para que, se achassem, enviassem para um primo lá nos Estados Unidos.
Segundo Pedro, os agentes deram duas opções a ele: ser deportado logo ou ficar mais 15 dias preso esperando pelo próximo voo enquanto os agentes procuravam os pertences, mas sem garantia.
“Eu acabei vindo sem nada porque minha esposa também estava no voo e eu não tinha contato com ela para explicar a situação, eu não ia deixar ela vir sozinha”, argumentou Pedro.
Ao chegar no Brasil, o bancário foi orientado pela equipe de assistência social a enviar um e-mail para o Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores em Minas Gerais, para a Polícia Federal e para a Embaixada dos Estados Unidos para tentar reaver os itens.
Em resposta ao e-mail, onde ele descreveu todos os itens deixados, nesta segunda (10), o Escritório do MRE em Minas informou a ele que a Divisão de Assistência Consular (DAC) do Ministério das Relações Exteriores já está ciente do caso para tomar as devidas providências.
E-mail trocado entre Pedro e a unidade do MRE em Minas Gerais.
Arquivo pessoal
Itens ficam perdidos
Desde 2023, o professor de pós-graduação de geografia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais Durval Magalhães, acompanha a situação dos deportados brasileiros no estado. Ele chefia um projeto de pesquisa sobre o tema.
Magalhães afirma que, de acordo com relatos, os bens dos deportados geralmente ficam perdidos. No entanto, o especialista destaca que não há informações muito concretas sobre as providências tomadas pelos dois países.
“Normalmente, as pessoas nos indicam que perderam tudo e vieram com a roupa do corpo se o processo de deportação for rápido”, menciona.
“O que tem sido comentado é que as pessoas que acreditam estar em risco de deportação estão buscando contar com apoio de pessoas que poderão representá-las no país, principalmente no caso de tutela de filhos menores”, completa.
A conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), especialista em Direitos Humanos, Sílvia Souza, ressalta que é preciso entender, em um primeiro momento, que a pessoa deportada não está sofrendo uma sanção penal, mas, sim, uma sanção administrativa.
Sílvia, contudo, afirma que não existe nenhum tratado ou convenção sobre os direitos da pessoa deportada e que acordos de organismos internacionais ligados aos direitos humanos têm poucas chances de prosperar nos Estados Unidos, já que ele não é obrigado a aceitar a jurisdição desses órgãos.
“A deportação tem que observar os princípios basilares da civilização atual, embasados na Declaração dos Direitos Humanos: dignidade, integridade física, assistência do consulado, direito de informação de como o processo funciona no seu idioma”, afirma.
“Quanto a possibilidade de reaver os bens que ficaram nos Estados Unidos, o governo americano não se responsabiliza pelos bens particulares das pessoas que ficaram lá. Essas pessoas, elas terão que buscar ajuda de conhecidos no país ou de empresas que fazem isso, ONGs que podem providenciar a remessa dos seus bens para cá”, esclarece.
A conselheira exemplifica ainda que, se esses bens forem saqueados, como casa e carros, o governo americano não pode ser responsabilizado.
“É uma situação muito delicada, porque existe um custo embutido nesse processo, por exemplo, se ela contratar uma empresa particular que ofereça serviço de assistência jurídica e de assistência para, por exemplo, enviar valores financeiros, vender bens móveis e imóveis”, pondera.
Dados do instituto Pew Center de 2022 estimaram que 11 milhões de imigrantes ilegais vivem no território americano sendo que, desse total, 230 mil seriam brasileiros.
Brasileiros deportados dos EUA desembarcam em Confins
Carros, imóveis e contas bancárias
A professora da Faculdade de direito da Universidade de Brasília (UnB) Inez Lopes, por sua vez, analisa a questão dos bens dos deportados como um caso fortuito, de difícil previsão e igualmente delicado.
Nesse contexto, ela explica que, embora os bens pertençam à pessoa deportada, como conta bancária, veículos e itens pessoais, não existe regra explicita com relação aos direitos de pessoas deportadas.
“O Estado tem o direito de tirar essas pessoas do país porque elas estão irregulares e, assim, não se concede o direito de tirar os bens”, afirma. “Mas, quando a gente tem uma visão da dignidade da pessoa humana, o Estado americano deveria assegurar o direito de propriedade desses bens, mas pelos relatos não é isso que acontece”, prossegue.
O fato de os Estados Unidos não fazerem parte de um sistema interamericano de direitos humanos, segundo ela, dificulta ainda mais a situação dos deportados. A especialista sinaliza ainda que o Brasil tem um sistema mais humanizado comparativamente.
“Nos Estados Unidos, eles praticam violação de direitos humanos porque não se assegura direitos basilares como o direito de retirar os pertences. Se você desse à pessoa o direito de ter um tempo para pegar seus bens seria menos traumático”, afirma.
Inez também destaca o papel, nesses casos, da solidariedade. “Por exemplo, se em um imóvel alugado por imigrante o responsável por esse imóvel encontrar bens pessoais deixados pelo deportado e que considera importante, ele pode levar ao consulado, à embaixada mais próxima, mas será que as pessoas vão ter essa solidariedade internacional com os imigrantes?”, questiona.
A especialista frisa que em situações de dinheiro deixado em contas bancárias internacionais é possível resolver a situação à distância. O que não é permitido, segundo ela, é o banco expropriar os valores de deportados.
“O valor deixado lá vai ficar na conta eternamente se ela não buscar, mas essas coisas podem ser resolvidos à distância. O deportado sempre vai ser cliente do banco e o banco terá que continuar cumprindo com o acordo feito com o cliente”, diz. “Não pode haver confisco em caso de deportação”.
No caso de carros, a professora afirma que não é possível passar a propriedade desses bens sem autorização da pessoa, mas que, em caso de multas feitas por outra pessoa no carro de um deportado, por exemplo, não é possível responsabilizar o dono do carro pela infração.
“A responsabilidade cessa quando ele é deportado”, argumenta. “Mesma coisa se acontecer algo com o animal de estimação deixado para trás. Isso foge da responsabilidade da pessoa deportada, passando a ser do Estado americano”, conclui.
Em casos de alugueis de imóveis, Inez explica que é possível ao deportado fazer uma uma rescisão contratual por uma circunstância extraordinária, à distância, e que, no caso de pagamentos futuros, o deportado também não pode ser responsabilizado
Uso de algemas em deportação de imigrantes é padrão e já acontecia antes do governo de Donald Trump
Existem formas de se preparar?
Em entrevista ao g1, uma socióloga brasileira e organizadora comunitária da equipe do Massachusetts Immigrants and Refugees Advocacy Coalition (MIRA) explicou que existem grupos de acolhimento que oferecem treinamentos sobre como proceder diante de um caso de deportação.
“A gente sempre está fazendo, mesmo antes desse caso das deportações em massa. A gente fala especificamente de como se preparar para um possível caso de deportação. Então, tem alguns formulários de gerenciamento de bens, de quem pode pedir falar com um contador pessoal, por exemplo, ou quem pode tomar uma decisão sobre o seu filho, caso você não esteja aqui”, detalha a profissional.
Brasileiros que estão em situação irregular no país podem procurar esse tipo de atendimento e se precaver, diante do cenário imposto pelo presidente Donald Trump.
“No site MiracleAlysia.org tem uma série de materiais, inclusive em português, contendo alguns desses formulários que tratam do plano de preparação familiar para possíveis casos de deportação”, orienta.
Segundo voo de deportados da era Trump
O segundo voo com 111 brasileiros deportados dos Estados Unidos neste novo mandato de Donald Trump pousou em Belo Horizonte por volta das 21h40 da última sexta (7).
Eles chegaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).
Desta vez, os passageiros desembarcaram sem as algemas já em Fortaleza, no Ceará, mas, ao chegar à capital cearense, se queixaram que passaram até 12 horas sem comer.
Como a cidade é uma das mais próximas dos EUA, o governo brasileiro decidiu que ela seria a porta de entrada dos deportados. Dessa forma, eles ficariam menos tempo algemados, procedimento de praxe do governo americano.
Retirada das algemas
Esse foi segundo avião enviado pelos EUA com imigrantes deportados desde o início do novo governo de Donald Trump.
Nos últimos dias do governo de Joe Biden, em 10 de janeiro, um outro avião com 100 imigrantes deportados já havia pousado no Brasil.
O primeiro voo da nova era Trump, no último dia 24, chegou ao Brasil em meio a polêmicas sobre as condições as quais o grupo foi submetido ao longo do trajeto.
Houve um desentendimento com a tripulação devido ao calor, e os 88 deportados abriram uma porta de emergência e desembarcaram por uma ponte inflável ainda algemados.
Segundo a Polícia Federal, o uso de algemas em imigrantes é uma praxe em voos fretados dos EUA para repatriação, mas elas são retiradas ao pousar no Brasil, já que os deportados não são prisioneiros.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ordenou a retirada das correntes e solicitou que os deportados fossem levados a Belo Horizonte em um voo da FAB. O Itamaraty diz que cobrará EUA por tratamento ‘degradante’
Medidas anunciadas
Nos primeiros dias de governo, Trump começou a tirar do papel promessas que fez durante a campanha presidencial.
Uma das primeiras medidas de Trump foi a assinatura de uma declaração de emergência na fronteira entre México e Estados Unidos.
O presidente anunciou que tropas do Exército e da Guarda Nacional também seriam enviadas à região para reforçar a segurança.
Além disso, agentes federais de imigração receberam poderes ampliados para deter suspeitos. A medida também facilitou a liberação de recursos para retomar a construção do muro na fronteira.
Nesse mesmo contexto, o governo americano encerrou programas que permitiam a entrada de estrangeiros por motivos humanitários.
O governo Trump também ampliou o alcance da chamada deportação acelerada, que permite expulsões rápidas de imigrantes ilegais sem a necessidade de uma audiência judicial.
Qualquer imigrante que não comprove que reside há dois anos nos EUA pode ser alvo.
Sob Biden, a deportação expressa possuía algumas limitações. Por exemplo, a medida só era adotada em todo o país para quem entrasse nos Estados Unidos por via marítima e estivesse a menos de dois anos no país.
Ainda durante o governo Biden, quem entrava por via terrestre só poderia ser alvo da deportação expressa se fosse detido a até 160 km da fronteira e estivesse no país há menos de 14 dias.
Agora, todas essas restrições foram eliminadas. Segundo o governo, a medida está dentro dos limites legais estabelecidos pelo Congresso.
A deportação expressa já foi alvo de polêmica durante o primeiro mandato de Trump. O caso chegou a parar na Suprema Corte.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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