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Apple fecha com perda de US$ 311 bilhões após tarifaço; big techs acumulam mais de US$ 700 bilhões em prejuízo

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Empresa tem boa parte dos iPhones produzidos na China, que agora terá taxa de 34% para importar produtos aos Estados Unidos. Facebook, Apple, Google e Microsoft
Montagem/Reuters
As big techs fecharam a quinta-feira (3) com perda de US$ 772 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta. A queda acontece após o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Apple teve a maior queda entre as big techs, com redução de US$ 311 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em seu valor de mercado entre quarta (2) e esta quinta-feira (3). As ações da empresa na bolsa de Nova York terminaram o dia com queda de 9,25%.
Trump impôs uma taxa de 34% para a importação de produtos chinesas — até então eram 20% para 34% (veja a lista com todos os países afetados). Segundo o New York Times, essa alta deve atingir em cheio a Apple, que tem 90% dos iPhones fabricados na China.
Com o “tarifaço”, os custos anuais para a empresa para produzir na no país asiático devem subir em US$ 8,5 bilhões, de acordo com a empresa de investimentos Morgan Stanley.
O iPhone, o iPad e o Apple Watch trazem a maior parte do faturamento anual da empresa, de cerca de US$ 400 bilhões, segundo o NYT. Agora, a empresa deve decidir se os novos custos serão absorvidos, o que reduzirá sua margem de lucro, ou repassados aos consumidores.
Se as novas taxas forem repassadas para clientes, o preço do iPhone 16 Pro Max nos EUA pode subir de US$ 1.599 para quase US$ 2.300, segundo afirmou a Reuters com base em projeções da empresa de investimentos Rosenblatt Securities, que estima aumento de custos em 43%.
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Após Trump anunciar novas tarifas sobre a China ainda em seu primeiro mandato, a Apple migrou parte de sua produção para o Vietnã e a Índia. Mas os países agora enfrentarão taxas de 46% e 26%, respectivamente.
Analistas ouvidos pela Reuters também apontam que as novas tarifas podem dar uma vantagem para a Samsung. A empresa fabrica seus celulares na Coreia do Sul, para a qual a tarifa será de 25%.
A Apple disse em fevereiro que investirá mais de US$ 500 bilhões e criará 20 mil empregos nos EUA, após o chamado de Trump para empresas voltarem a produzir no país.
Outras big techs também foram afetadas, mas em menor proporção. A ações da Microsoft caíram 2,1%, enquanto as Alphabet, dona do Google, caíram 3,2%. As ações das fabricantes de computadores Dell e HP têm queda de 15% e 12%, respectivamente.
Big techs na posse de Trump
O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, foi um dos chefes de big techs e outras empresas do ramo que participaram em janeiro da posse de Donald Trump para seu segundo mandato como presidente dos EUA.
Além dele, Sundar Pichai (Google), Mark Zuckerberg (Meta), Jeff Bezos (Amazon), Elon Musk (Tesla, SpaceX e X), Shou Zi Chew (TikTok) e Sam Altman (OpenAI) também compareceram à cerimônia.
A presença foi vista como uma tentativa de se aproximar do governo Trump. Todas as big techs fizeram doações para o fundo de posse do presidente americano.
Após a posse, Tim Cook postou os parabéns a Trump em sua conta no X. O CEO da Apple disse que estava ansioso para trabalhar com a nova administração e continuar entregando inovação e vagas de emprego para o crescimento da “grande nação”.
Da esq para dir: Sundar Pichai (CEO do Google), Shou Zi Chew (CEO do TikTok), Tim Cook (CEO da Apple) e Elon Musk (dono do X, de costas) na posse de Trump
Saul Loeb/GettyImages via AFP
Os CEOs Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Google) e Elon Musk (Tesla, SpaceX e X) na cerimônia de posse.
Julia Demaree Nikhinson/REUTERS
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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