Economia
Burger King enfrenta processo nos EUA pelo tamanho do lanche Whopper
Ação coletiva contra a rede de lanches aponta que o Whopper parece ser 35% maior nos cardápios do que os vendidos no balcão. À BBC, a rede de lanches disse: “as alegações dos demandantes são falsas”. Foto do Whopper com Bacon
Reprodução/Instagram
Um juiz dos Estados Unidos rejeitou a tentativa do Burger King de arquivar uma ação judicial alegando que a rede de lanches enganou clientes ao fazer seu sanduíche Whopper parecer maior do que realmente é.
Uma ação coletiva aberta contra a rede de lanches aponta que o Whopper parece ser 35% maior nos cardápios do que os vendidos no balcão. Eles afirmam que o lanche aparenta conter duas vezes mais carne do que o comercializado.
Segundo o jornal norte-americano NBCNews, a ação, movida pelo advogado Anthony Russo, em 4 de abril de 2022, alega que o BK começou a inflar o tamanho de seus hambúrgueres por volta de setembro de 2017.
O whopper, segundo o site do Burger King, é um hambúrguer de carne bovina grelhado de 113g, pão com gergelim, queijo derretido, picles, salada fresca (alface, cebola, tomate), ketchup e maionese bk. O preço do lanche é de R$ 27,90.
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“As alegações dos demandantes são falsas”, disse Burger King à BBC. O g1 entrou em contato com a rede de lanches, mas não teve retorno até a última atualização desta matéria.
“Os hambúrgueres de carne grelhados retratados em nossa publicidade são os mesmos usados nos milhões de sanduíches Whopper que servimos aos clientes em todo o país”, disse um porta-voz do Burger King em comunicado após a decisão.
O juiz dos EUA disse que, a partir de agora, a empresa tem o direito de se defender contra a alegação. Até o momento, não há data para o julgamento.
O McDonald’s e a Wendy’s também estão se defendendo contra um processo semelhante no tribunal federal do Brooklyn, em Nova York. A Taco Bell também foi processada nos EUA por vender pizzas e wraps que supostamente continham metade do recheio anunciado.
Outro processo envolvendo o Whopper
O Burger King anunciou em maio de 2022 que iria renomear seu hambúrguer ‘Whopper Costela’ para ‘Whopper Paleta Suína’, depois que consumidores apontaram que a carne do sanduíche não levava costela na composição.
O lanche vendido desde o final de 2021. No site do Burger King, a rede informava que o sanduíche é feito com “hambúrguer de carne de porco com aquele aroma inconfundível de costelinha”.
Whopper Costela é descrito na página do Burger King como um sanduíche feito com “hambúrguer de carne de porco com aquele aroma inconfundível de Costelinha”.
Reprodução
O caso veio a tona depois do McPicanha sem carne de picanha, do concorrente McDonald’s. A empresa decidiu retirar do cardápio de todas as suas lojas no Brasil os dois sanduíches da nova linha.
À época, consumidores usaram as redes sociais para chamar o Whopper Costela de mais um caso de propaganda enganosa e de falta de transparência.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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