Economia
Como a expansão da Transamazônica colaborou para o desmatamento, garimpo e ocupação desenfreada da Amazônia; entenda
A rodovia foi inaugurada pelo então presidente Emílio Médici, em 1970, em Altamira (PA) e os trabalhos de construção começaram como forma de ampliação das fronteiras econômicas do país. Entenda como a expansão da Transamazônica colaborou para desmatamento, garimpo e ocupação
A defesa da Amazônia e o desenvolvimento da bioeconomia dependem do combate aos crimes contra o meio-ambiente. O Globo Repórter desta sexta-feira (11) mostrou como a expansão da Transamazônica abriu portas para invasão de terras indígenas, garimpo, extração de madeira, caça, pesca e desmatamento ilegal.
“As pessoas querem investir na Amazônia, mas elas temem que seus investimentos na área rural seriam contaminados com a ideia de que é uma terra sem lei, que vai estar associado ao desmatamento. Então, o fim do desmatamento, ele não é bom para a floresta, ele é importante para a própria economia da região”, explicou Beto Veríssimo, pesquisador e cofundador do Imazon.
Em uma região do Sudeste do Pará, por exemplo, o que se vê dos dois lados da Transamazônica é pasto.
Nas décadas de 1970 e 1980, em plena ditadura militar, o governo abriu caminho para incentivar o avanço sobre uma imensidão de mata verde. A rodovia foi inaugurada pelo então presidente Emílio Médici, em 1970, em Altamira (PA), e os trabalhos de construção começaram como forma de ampliação das fronteiras econômicas do país.
A rodovia, que rasgou a Amazônia, revelou riquezas até então escondidas, e elas atraíram atividades criminosas que deixaram cicatrizes, como o desmatamento e o garimpo. A Transamazônica sai de Cabeledo, na Paraíba, e vai até Lábrea, no Amazonas. Para a sua construção, vieram pessoas de toda a parte do Brasil.
Na Constituição de 1988 o meio ambiente ganhou o amparo da lei, e surgiu uma nova visão: de que a floresta devia permanecer intocada. Agora, no século XXI, o desafio é ainda maior: é preciso conciliar a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento econômico.
“Nesse período todo, a gente aprendeu que a floresta tem um valor maior, crescente, estratégico, econômico, geopolítico. Também aprendemos como fazer uma agricultura na Amazônia melhor. Hoje, não justifica mais o desmatamento, sendo que a floresta tem valor”, disse Veríssimo.
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Veja a íntegra do Globo Repórter abaixo:
Globo Repórter – Bioeconomia da Amazônia – 11/08/2023
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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