Economia
Conheça as Guardiãs do Cacau, que se uniram para preservar a Amazônia e gerar renda com chocolate
Grupo gera empregabilidade na comunidade ribeirinha de Acará-Açu, no Pará, e quer diminuir a evasão para a cidade. Gente do campo: ribeirinhas se unem para preservar a Amazônia e gerar renda com chocolate
“Juntas pelo objetivo de melhorar o local onde vivem”, esse é o lema das Guardiãs do Cacau, um grupo de mulheres ribeirinhas que se uniram para produzir chocolate e preservar a Amazônia em Acará-Açu, no Pará.
Durante a pandemia, as 8 mulheres aprenderam todas as etapas de produção, desde o extrativismo do cacau na floresta até a formulação de novas receitas do doce. Conheça as histórias dessas mulheres no vídeo acima.
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A missão delas é mostrar que é possível ter renda e ganhar reconhecimento sem precisar deixar a comunidade, além de ensinar que a diversidade da floresta é uma aliada para melhorar a produção e a qualidade dos alimentos feitos lá.
Luciene Gemaque, responsável por reunir as Guardiãs, abandonou a comunidade para estudar e trabalhar, mas retornou quando o seu pai foi diagnosticado com câncer. Após o seu falecimento, se sentindo perdida, viu no cacau uma forma de recomeçar a vida.
“Às vezes, quando você tem uma renda aqui na região, a impressão que tem é que aquele trabalho, ele não é seu. Ou é um trabalho do teu marido que você está ajudando… Posso dizer que não seja a primeira renda [das Guardiãs], mas que é o primeiro trabalho que elas se sentem protagonistas”, explica.
Nayana Oliveira, uma das chocolateiras, se divide entre a fábrica, as tarefas domésticas, o cuidado dos filhos – sendo que um deles, o João, de 11 anos, tem paralisia cerebral – e o transporte escolar na comunidade, que realiza junto do marido. Ele não queria que ela tivesse um trabalho independente.
“Mas com a força de vontade que eu adquiri, ele não consegue me impedir de fazer essas coisas”, afirma.
Hoje, a chocolateira retomou os estudos e cursa o ensino médio, 19 anos depois de ter abandonado a escola.
Confira fotos das Guardiãs do Cacau
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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