Economia
Dólar abre em alta com mercado atento a pressões de Trump sobre a Groenlândia
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (20) em alta, com avanço de 0,28% por volta das 9h, cotado a R$ 5,3791. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
As atenções dos investidores se voltam para um novo aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa. Declarações recentes e eventos políticos reforçaram a cautela nos mercados, em meio a temores de retaliações comerciais e questionamentos institucionais.
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▶️ As tensões comerciais entre EUA e Europa seguem no radar depois que líderes europeus classificaram como “inaceitáveis” as ameaças de tarifas feitas por Donald Trump. Países do bloco já avaliam possíveis contramedidas.
A França pressiona a União Europeia a acionar seu mecanismo mais duro de retaliação econômica, conhecido como Instrumento Anticoerção. O movimento ocorre após Trump ameaçar impor tarifas a oito países europeus contrários à tentativa americana de ampliar o controle sobre a Groenlândia.
▶️ Além disso, investidores acompanham o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Trump deve discursar amanhã e afirmou que pretende se reunir com “diversas partes” para defender sua posição sobre a importância estratégica da ilha.
▶️ Nesta terça-feira, também está prevista a audiência da diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA, após uma tentativa de demissão por parte de Trump. O caso é visto como um teste relevante para a independência do banco central americano.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,16%;
Acumulado do mês: -2,27%;
Acumulado do ano: -2,27%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,03%;
Acumulado do mês: +2,31%;
Acumulado do ano: +2,31%.
Ameaça de Trump à Groelândia
A tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de incorporar a Groenlândia ao território americano abriu uma frente inédita de tensão entre Washington e a União Europeia.
A ilha, localizada no Ártico e pertencente à Dinamarca, tornou-se o centro de um embate político que já provoca reações coordenadas entre países europeus, preocupados com possíveis desdobramentos diplomáticos e econômicos.
Com as ameaças feitas por Trump, a União Europeia passou a discutir respostas para diferentes cenários, incluindo medidas de retaliação. Autoridades do bloco classificaram a postura americana como inadequada, sobretudo pelo uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão entre aliados.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que esse tipo de estratégia não contribui para resolver disputas dentro de uma aliança e ressaltou que uma guerra tarifária não atende aos interesses de nenhuma das partes.
As críticas se estenderam a outros governos europeus. Ministros das Finanças que participaram de reuniões em Bruxelas falaram em decisões “irresponsáveis” e defenderam uma reação firme e coordenada do bloco.
A Alemanha, por sua vez, indicou que não aceitará chantagens e lembrou que a União Europeia dispõe de diferentes instrumentos de resposta.
Além disso, o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem direta a Trump demonstrando perplexidade com a ofensiva contra a Groenlândia.
A conversa, tornada pública pelo próprio presidente americano, antecedeu a convocação de uma reunião de emergência dos líderes europeus, marcada para quinta-feira (22), em Bruxelas. Macron também sugeriu um encontro do G7 em Paris, sinalizando a busca por uma saída diplomática para a crise.
Agenda econômica
Boletim Focus
Os economistas do mercado financeiro reduziram levemente a previsão de inflação para 2026, de 4,05% para 4,02%. A estimativa faz parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC).
Para os anos seguintes, as expectativas permaneceram estáveis: o mercado projeta inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% tanto em 2028 quanto em 2029.
Depois de a taxa básica de juros da economia, a Selic, ter encerrado 2025 em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas, adotado pelo BC para tentar conter a inflação —, os analistas seguem apostando em uma redução dos juros ao longo deste ano.
Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano, o que indica uma queda de 2,25 pontos percentuais em relação ao nível atual.
A expectativa para 2027 também não mudou: o mercado continua projetando a Selic em 10,50% ao ano ao final desse período.
No campo da atividade econômica, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em alta de 1,80%. Esse ritmo é menor do que os cerca de 2,25% estimados para 2025, indicando uma desaceleração da economia no próximo ano.
Já para o câmbio, os economistas mantiveram a projeção de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50.
Bolsas globais
Em dia de feriado nos EUA, os mercados em Wall Street permaneceram fechados nesta segunda-feira.
Na Europa, o clima foi marcado por tensão depois de o presidente Donald Trump ameaçar aumentar em 10% as tarifas sobre produtos de oito países europeus que se opõem à ideia de os EUA assumirem o controle da Groenlândia.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX recuou 1,23%. Entre as principais bolsas da região, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,39%, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 1,34%. Em Paris, o CAC 40 teve a maior queda do dia, com perda de 1,78%.
Na Ásia, o movimento foi misto, influenciado por novos números que mostraram um crescimento econômico mais fraco na China — o menor em três anos —, por causa da queda na demanda interna.
Os mercados também reagiram às medidas recentes do banco central chinês, que reduziu taxas específicas e sinalizou possíveis cortes adicionais para estimular a economia.
No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,29% para 4.114 pontos, enquanto o CSI300 avançou 0,05% para 4.734 pontos. O Hang Seng caiu 1,05% para 26.563 pontos.
No Japão, o Nikkei recuou 0,6% para 53.583 pontos. O Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,32% para 4.904 pontos; o Taiex, de Taiwan, avançou 0,73% para 31.639 pontos; e o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,51% para 4.824 pontos.
Dólar
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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