Economia
Dólar abre em alta e sobe perto dos R$ 5,20; risco de recessão nos EUA e discurso de Lula estão no radar
Na quarta-feira, a moeda norte-americana subiu 1,10%, cotada a R$ 5,1615, depois de operar em queda durante a manhã. Dólar opera em alta nesta quinta-feira
Alexander Mils/Pexels
O dólar abriu em alta acentuada nesta quinta-feira (19), mantendo o movimento negativo observado no dia anterior. No radar dos investidores, a entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedida à Natuza Nery para a Globonews. Assista à entrevista na íntegra.
Já no cenário externo, o mercado continua repercutindo falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que aumentaram as expectativas de que a maior economia do mundo passe por um período de recessão.
Às 11h45, a moeda norte-americana subia 0,77%, cotada a R$ 5,2011. Veja mais cotações.
Na véspera, o dólar subiu 1,10% e fechou o dia vendido a R$ 5,1615. Com o resultado, a moeda acumula queda de 3,27% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Na quarta-feira (18), foi ao ar a primeira entrevista exclusiva com Lula desde sua eleição pelo Globonews. Entre outros assuntos, o presidente falou sobre questões econômicas amplamente abordadas pelo mercado financeiro.
Lula afirmou que a independência do Banco Central do Brasil é “bobagem” e que a atual meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), atrapalha o crescimento da economia.
Lula fala sobre as questões envolvendo o Banco Central
Analistas do BTG Pactual destacam, ainda, falas do presidente sobre a necessidade da economia voltar a crescer, sobre estabelecer uma nova relação entre capital e trabalho e fortalecer a indústria de defesa.
Além disso, Lula também reiterou em discurso após encontro com sindicalistas que pretende implementar a sua promessa de campanha de isentar o imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. No entanto, o presidente disse que a medida precisa de lei e, por isso, não poderá ser feita “no grito”, mas que sua equipe vai “construir isso”.
Ainda no discurso, Lula disse que reajustar o salário mínimo “é a melhor forma de fazer distribuição de renda neste país”. O presidente defendeu também que não adianta o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescer se ele não for distribuído. O presidente assinou um despacho, ontem, com proposta de aumento do salário mínimo.
Risco de recessão nos EUA
No exterior, o destaque do dia permanece com os Estados Unidos. Ontem, o Fed publicou o Livro Bege, um documento que traz informações sobre a economia nos 12 distritos do banco central. O órgão relatou que os preços desaceleraram na maioria dos distritos, ao passo que o mercado de trabalho apertado segue pressionando os salários nos EUA.
Na seara inflacionária, a avaliação geral é que os altos preços seguem impactando o poder de compra dos consumidores americanos mesmo após a desaceleração da inflação. Ainda assim, os gastos com consumo ganharam força impulsionados pelas compras durante o recesso de fim de ano.
Ao contrário da inflação, o mercado de trabalho ainda não mostra sinais de arrefecimento e permanece apertado, relata o documento. Desta forma, ainda há “elevada pressão salarial” no país.
O Livro Bege informa que o emprego continuou subindo na maioria dos 12 distritos do Fed e as empresas seguem com dificuldade para preencher vagas abertas, mesmo diante do aumento da oferta de trabalho em algumas regiões dos EUA.
Na sequência da divulgação, dirigentes do Fed discursaram e sinalizaram a necessidade do banco central de continuar adotando uma política monetária mais restritiva, com a manutenção dos juros em patamares elevados. Atualmente, as taxas americanas estão entre 4,25% e 4,50% ao ano e as expectativas são de novas altas.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para tais aplicações, em detrimento de ativos de risco, como o mercado de ações e moedas de países divergentes – o que ajuda a explicar a desvalorização do real frente o dólar.
Com pressão inflacionária e juros mais altos, crescem, também, a percepção de risco de que os Estados Unidos enfrentem uma recessão econômica.
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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