Economia
Ibovespa abre em queda nesta quinta-feira, repercutindo falas de Lula e dados dos EUA
Na quarta-feira, o principal índice da bolsa subiu 0,71%, a 112.228 pontos. Ibovespa
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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quinta-feira (19), repercutindo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de agentes do Federal Reserve, nos Estados Unidos.
O desempenho negativo de ações de bancos e da Americanas também contribuem para a baixa, mas a alta de empresas exportadoras de commodities impedem uma desvalorização mais forte.
Às 11h45, o índice caía 0,03%, aos 112.193 pontos. Veja mais cotações.
No mesmo horário, Vale e Petrobras, empresas com maior peso na composição do Ibovespa, subiam cerca de 1%, responsáveis por segurar a bolsa de uma queda mais acentuada.
Já a Americanas caía mais de 17% em leilão, após divulgar fato relevante confirmando informações de que tem recursos reduzidos em caixa – cerca de R$ 800 milhões – e admitindo a possibilidade de iniciar processo de recuperação judicial. Bancos também vivem um dia de baixas, com ações do Itaú e do Banco do Brasil caindo cerca de 1%.
Na quarta-feira, o índice havia registrado alta de 0,71%, aos 112.228 pontos. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular um ganho de 2,27% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
O mercado segue repercutindo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no campo econômico. Na quarta-feira (18), foi ao ar a primeira entrevista exclusiva com Lula desde sua eleição pela GloboNews. Entre outros assuntos, o presidente falou sobre questões econômicas amplamente abordadas pelo mercado financeiro.
Lula afirmou que a independência do Banco Central do Brasil é “bobagem” e que a atual meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), atrapalha o crescimento da economia.
Analistas do BTG Pactual destacam, ainda, falas do presidente sobre a necessidade da economia voltar a crescer, sobre estabelecer uma nova relação entre capital e trabalho e fortalecer a indústria de defesa.
Lula fala sobre as questões envolvendo o Banco Central
Mais cedo, o petista reiterou em discurso após encontro com sindicalistas que pretende implementar a sua promessa de campanha de isentar o imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e afirmou que reajustar o salário mínimo “é a melhor forma de fazer distribuição de renda neste país”.
O presidente defendeu também que não adianta o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescer se ele não for distribuído.
“Nós já provamos que é possível a gente aumentar o mínimo acima da inflação e o mínimo é a melhor forma da gente fazer distribuição de renda neste país. Não adianta o PIB crescer se ele não for distribuído”, disse o presidente.
Lula defende isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil
No exterior, o destaque do dia permanece com os Estados Unidos. Ontem, o Fed publicou o Livro Bege, um documento que traz informações sobre a economia nos 12 distritos do banco central. O órgão relatou que os preços desaceleraram na maioria dos distritos, ao passo que o mercado de trabalho apertado segue pressionando os salários nos EUA.
Na seara inflacionária, a avaliação geral é que os altos preços seguem impactando o poder de compra dos consumidores americanos mesmo após a desaceleração da inflação. Ainda assim, os gastos com consumo ganharam força impulsionados pelas compras durante o recesso de fim de ano.
Ao contrário da inflação, o mercado de trabalho ainda não mostra sinais de arrefecimento e permanece apertado, relata o documento. Desta forma, ainda há “elevada pressão salarial” no país.
O Livro Bege informa que o emprego continuou subindo na maioria dos 12 distritos do Fed e as empresas seguem com dificuldade para preencher vagas abertas, mesmo diante do aumento da oferta de trabalho em algumas regiões dos EUA.
Na sequência da divulgação, dirigentes do Fed discursaram e sinalizaram a necessidade do banco central de continuar adotando uma política monetária mais restritiva, com a manutenção dos juros em patamares elevados. Atualmente, as taxas americanas estão entre 4,25% e 4,50% ao ano e as expectativas são de novas altas.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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