Economia
Dólar abre em queda de olho na prévia do PIB e em discursos do Fed
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (16) em queda, recuando 0,02% por volta das 9h10, aos R$ 5,3667. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, abre às 10h.
Os mercados iniciam a sessão atentos a uma combinação de indicadores econômicos e compromissos políticos. No Brasil, dados de atividade e eventos oficiais dividem espaço com notícias corporativas, enquanto, no exterior, números da indústria e falas de dirigentes do Fed entram no radar.
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▶️ No mercado local, os investidores acompanham a divulgação do IBC-Br de novembro, indicador considerado uma prévia do PIB. Em outubro, o índice recuou 0,25% frente a setembro, enquanto a mediana das estimativas aponta alta de 0,35% em novembro.
▶️ Ainda no noticiário doméstico, o mercado repercute a informação de que a Petrobras encerrou 2025 com produção acima das metas estabelecidas pela companhia.
▶️ Também na agenda interna, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam de evento que marca os 90 anos da criação do salário-mínimo. Lula ainda tem encontros previstos com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
▶️ No exterior, os investidores acompanham os dados de produção industrial dos Estados Unidos referentes a dezembro, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia, entre eles Michelle Bowman e Philip Jefferson.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,05%;
Acumulado do mês: -2,20%;
Acumulado do ano: -2,20%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,35%;
Acumulado do mês: +2,76%;
Acumulado do ano: +2,76%.
Todos de olho em Trump
As medidas e afirmações do presidente americano continuam a mexer com os mercados globais. Entenda abaixo os principais pontos de atenção:
Tarifaço
Entre as ações mais recentes do republicano, por exemplo, está a imposição de uma tarifa de 25% sobre alguns chips de Inteligência Artificial.
A iniciativa, que é parte de um esforço mais amplo do governo americano para incentivar fabricantes de chips a ampliar a produção de semicondutores nos EUA e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos, tem como alvo semicondutores de alto desempenho que atendem a critérios técnicos específicos, além de dispositivos que os incorporam, para fins de aplicação de tarifas de importação.
“Os EUA atualmente fabricam apenas cerca de 10% dos chips de que necessitam, o que os torna fortemente dependentes de cadeias de suprimento estrangeiras”, diz a decisão, acrescentando que essa dependência representa um “risco econômico e de segurança nacional significativo”.
Em nota, a Casa Branca informou que as tarifas terão escopo restrito e não se aplicarão a chips e dispositivos derivados importados para data centers nos EUA — grandes consumidores de chips de IA —, nem a produtos destinados a startups, aplicações de consumo fora desses centros, usos industriais civis fora de data centers e ao setor público americano.
De acordo com o anúncio, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, terá ampla margem para conceder novas isenções.
EUA x Irã
Além disso, tensões geopolíticas envolvendo os EUA também seguem sob os holofotes. Segundo a porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, 800 execuções foram suspensas no Irã, após o presidente americano afirmar que Washington adotaria “medidas muito duras” caso o país do Oriente Médio começasse a enforcar manifestantes.
“O presidente Trump e sua equipe disseram ao Irã que, se as mortes continuarem, haverá graves consequências”, declarou Leavitt nesta quinta-feira, reforçando que “o presidente e sua equipe estão monitorando a situação de perto e todas as opções estão sendo consideradas”.
O cenário, segundo o analista de investimentos da Daycoval Corretora Gabriel Mollo, segue no radar dos investidores e pode trazer novos impulsos ao mercado acionário brasileiro.
“Se tiver uma maior pressão dos EUA contra o Irã, acreditamos que o mercado pode subir por conta [de papéis que podem se beneficiar] da alta do petróleo e das commodities como um todo”, afirma.
EUA x Groenlândia
Por fim, as recentes ameaças de Trump sobre a possível anexação da Groenlândia aos Estados Unidos também continuam a trazer cautela nos mercados internacionais.
Trump afirmou que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos e não descartou o uso da força para tomar o território. As declarações geraram reação na Europa, sendo contestadas pela Dinamarca e pelo governo local da ilha.
Nesta semana, Alemanha, França, Suécia e Noruega enviaram soldados à ilha. De acordo com o governo alemão, a missão foi solicitada pela Dinamarca — que atualmente tem a custódia da Groelândia — para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região.
Em resposta, Leavitt afirmou que o envio de tropas europeias para a região não muda a posição de Trump. “Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia”, disse.
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Por que Trump diz que a Groenlândia é vital para construir Domo de Ouro; INFOGRÁFICO
Agenda econômica
Pedidos de auxílio-desemprego dos EUA
O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu 9 mil na semana passada, para 198 mil solicitações. As informações são do Departamento do Trabalho americano. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.
Os dados indicam que houve pouca mudança na dinâmica do mercado de trabalho, com as demissões em permanecendo baixas e as contratações lentas. Segundo economistas, as políticas agressivas de comércio e imigração de Trump reduziram tanto a demanda quanto a oferta de trabalhadores.
As empresas também não têm certeza de suas necessidades de pessoal, pois investem pesadamente em inteligência artificial, reduzindo as contratações.
Varejo no Brasil
As vendas no varejo do Brasil cresceram 1% em novembro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem acima da expectativa dos economistas, de alta de 0,3%, segundo a Reuters.
Na comparação com o mesmo mês de 2024, as vendas apresentaram alta de 1,3% contra expectativa de uma taxa de 0,2%.
O número reflete o bom desempenho das vendas da Black Friday e foi puxado pela força do mercado de trabalho e a renda mais alta, que têm ajudado a compensar o difícil acesso ao crédito e juros elevados.
Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, sete apresentaram expansão das vendas, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%) e Móveis e eletrodomésticos (2,3%).
Bolsas globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionados por papéis do setor financeiro, que subiram após a divulgação de balanços corporativos. Ações de semicondutores também registraram avanço.
O maior avanço ficou com o Dow Jones, que subiu 0,60%, para 49.446,23 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 6.944,57 pontos e o Nasdaq Composite teve alta de 0,25%, aos 23.530,02 pontos.
Já a maioria dos mercados europeus fechou em alta, conforme investidores avaliavam resultados trimestrais e diante dos sinais de resiliência da economia alemã. As discussões em relação às tentativas de Trump de adquirir a Groenlândia também ficaram no radar.
No fechamento, o STOXX 600 avançou 0,49% e atingiu um novo recorde, enquanto o FTSE, de Londres, subiu 0,54%. O DAX, de Frankfurt, teve alta de 0,26%, e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,21%.
Já as bolsas asiáticas fecharam mistas. Hong Kong avançou, enquanto os índices chineses recuaram após reguladores aumentarem exigências de margem para conter excesso especulativo, mesmo com volume recorde de negociações.
O dia também foi marcado por otimismo com inteligência artificial, impulsionando ações japonesas e levando o índice MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão a um novo pico.
No fechamento, os índices registraram: Nikkei +1,48% (54.341 pontos), Hang Seng +0,56% (26.999 pontos), Xangai SSEC -0,31% (4.126 pontos), CSI300 -0,40% (4.741 pontos), Kospi +0,65% (4.723 pontos), Taiex +0,76% (30.941 pontos) e Straits Times +0,11% (4.812 pontos).
Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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