Economia
Programa de Trump comandando por Elon Musk, que prometia cortar gastos nos EUA, custou 10 bilhões de dólares com servidores, diz levantamento
Elon Musk usa camiseta com a inscrição DOGE na Casa Branca, em março de 2025
AP Foto/Jose Luis Magana
Um levantamento feito por uma organização de funcionários públicos dos Estados Unidos revelou que o DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, que foi comandado por Elon Musk durante os primeiros meses de governo Trump, gastou 10 bilhões de dólares ao afastar mais de 154 mil funcionários federais sob regime de licença remunerada, quase 7% do funcionalismo civil do país.
O Peer, sigla em inglês para Public Employees for Environmental Responsibility, demonstrou uma contradição, já que o departamento foi criado na segunda gestão Trump, para poupar gastos do governo e buscar eficiência governamental.
De acordo com o levantamento, mais de 154 mil servidores federais foram colocados em licença remunerada ao longo de 2025 Na prática, o governo continuou pagando salários de funcionários que estavam afastados e sem trabalhar.
“Gastar mais de US$ 10 bilhões do dinheiro do contribuinte para impedir pessoas de trabalhar é uma forma absurda de administrar o governo”, afirmou Peter Jenkins, assessor jurídico da Peer, para o The Guardian.
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Ele destacou que o afastamento ocorreu mesmo em um cenário de falta de pessoal em órgãos essenciais, como o Serviço Nacional de Parques.
Entre os servidores colocados em licença remunerada estão funcionários da Agência de Proteção Ambiental dos EUA que atuam na área de justiça ambiental e que, segundo a organização, vivem hoje um impasse jurídico.
A organização afirma que o uso prolongado dessas licenças viola a Lei de Licença Administrativa, que limita o afastamento remunerado a até dez dias úteis por ano, com exceções restritas. A organização sustenta que a estratégia do governo burlou a legislação ao criar novas categorias de licença para contornar esse limite.
A responsabilização, porém, é considerada difícil. Especialistas apontam que a combinação de regras complexas, falhas na regulamentação da lei e mudanças administrativas criou o que classificam como um “buraco negro de prestação de contas”.
A entidade apresentou uma denúncia ao órgão responsável por fiscalizar gastos públicos do governo federal. Se for confirmada a irregularidade, dirigentes de agências poderiam ser punidos, mas a abertura de processos depende de autoridades ligadas ao próprio governo.
Para pesquisadores que acompanham o tema, manobras administrativas e lacunas legais ajudaram a manter o programa em funcionamento.
“Há estratégias que tornam extremamente difícil levar o caso aos tribunais ou a órgãos de controle, e isso explica por que a política avançou”, afirmou Madeline Materna, pesquisadora da Universidade Stanford.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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