Economia
Dólar opera em alta após divulgação do PIB brasileiro de 2022
Na quarta-feira, a moeda norte-americana recuou 0,62%, cotada a R$ 5,1926. Dólar opera em baixa
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O dólar opera em alta nesta quinta-feira (02), após divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2022. No ano passado, o país cresceu 2,9%, abaixo do avanço de 5,0% registrado em 2021. Apesar da alta no acumulado de 2022, no último trimestre do ano, o PIB teve queda de 0,2%, interrompendo uma sequência de cinco trimestres consecutivos de desempenho positivo.
Também contribui para o avanço do dólar frente o real os números de inflação na zona de euro e a atividade econômica acelerada nos Estados Unidos, que elevam a perspectiva de que os juros podem continuar subindo nos países desenvolvidos.
Às 11h10, a moeda norte-americana subia 0,41%, cotada a R$ 5,2141. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em baixa de 0,62%, vendido a R$ 5,1926. Com o resultado, a moeda acumula queda de 0,11% na semana. No ano, o recuo é de 1,62%.
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O resultado do PIB de 2022, embora positivo, traz preocupações sobre o rumo da economia brasileira neste ano, o que explica a desvalorização da moeda brasileira neste pregão.
O resultado positivo foi puxado, sobretudo, pelo crescimento do setor de serviços, que avançou 4,2% no ano. No entanto, os fatores que beneficiaram a economia brasileira no ano passado “não se fazem mais presentes”, pontua Claudia Moreno, economista do C6 Bank.
“Os efeitos positivos da reabertura econômica já se esgotaram, as maiores economias do mundo também encontram dificuldade para crescer e os preços das commodities estão em queda. Em um ambiente de baixo crescimento global, fica difícil para a economia brasileira alcançar um desempenho mais robusto”, explica a economista.
Com esse cenário, as perspectivas do banco para o PIB em 2023 é de um crescimento de apenas 1%, em mais um período de desaceleração econômica.
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Também pesa a favor do dólar as incertezas sobre o rumo da política monetária em países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos, onde a atividade econômica continua acelerada, destacam analistas do BTG Pactual.
Com essa aceleração, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tem mais dificuldade de controlar o avanço da inflação. O remédio para conter a alta dos preços, então, é manter as taxas de juros em patamares elevados. Hoje, os juros americanos estão entre 4,5% e 4,75% ao ano.
Juros mais altos implicam em um rendimento maior para os títulos públicos do país, considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para esses investimentos, o que favorece o dólar em relação a moedas de outros países, principalmente os emergentes, como o Brasil.
Na Europa, a pressão inflacionária também segue persistente. Em fevereiro de 2022, de acordo com a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, a inflação da região avançou 0,8%, acumulando uma alta de 8,5% em 12 meses.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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