Economia
Dólar opera em alta, de olho na tramitação da reforma tributária e ata do Fed
Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,21%, vendida a R$ 4,8503. Dólar opera em alta
Pixabay
O dólar opera em leve alta nesta quinta-feira (6), ainda repercutindo a perspectiva de alta de juros no exterior e aguardando resultados das negociações para aprovação da reforma tributária no Brasil.
Às 10h05, a moeda norte-americana avançava 0,67%, cotada a R$ 4,8826. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,21%, cotada a R$ 4,8503. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
Altas de 1,28% na semana e no mês;
Queda de 8,10% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Os mercados começam o dia com reforço de que medidas adicionais de aperto monetário estão à frente. O resultado é mais um dia de juros globais de longo prazo em alta, enquanto as bolsas amanhecem em queda.
O dólar, contudo, tem queda firme na manhã desta quinta-feira, mas exibe um movimento de apreciação contra divisas de mercados emergentes.
Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou um tom conservador na ata de sua última reunião, o que reforça indicativos de novas altas nos próximos meses. É o carro-chefe de repercussão negativa sobre a continuidade do aperto monetário nas economias desenvolvidas.
Uma série de indicadores estão previstos para esta quinta-feira, que podem dar norte sobre o rumo dos juros. Há divulgação de indicadores de atividade nos Estados Unidos como pedidos de auxílio-desemprego, geração de empregos no setor privado (relatório ADP) em junho; índices de serviços.
O mercado aguarda também a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, prevista para a próxima sexta-feira. O dado é um indicador importante porque, caso mostre que o mercado de trabalho continua aquecido na maior economia do mundo, a inflação pode se manter por mais tempo, levando ao aumento dos juros.
No cenário doméstico, a tramitação em negociação da pauta econômica no Congresso Nacional trouxe um dia de realização de lucros na quarta-feira. As atenções continuam voltadas para o andamento de pautas como votação do texto do arcabouço fiscal (que voltou do Senado) na Câmara e, principalmente, as definições sobre a reforma tributária para que possa ser votada até sexta.
De acordo com a Reuters, Arthur Lira e outros deputados envolvidos diretamente nas tratativas da reforma tributária buscam demover resistências para que a proposta, ainda sem votos necessários para ser aprovada, seja levada ao plenário da Casa nesta semana.
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Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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