Economia
Emprego industrial tem 1ª queda em 18 meses; uso do parque fabril também recua e setor vê desaceleração da atividade
A queda do emprego industrial, das horas trabalhadas e do nível de uso do parque fabril da indústria acontecem em um cenário de juros elevados. Em maio, o BC elevou a taxa Selic para 14,75% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Industria de transformação mostra sinais de desaceleração em abril, diz CNI
Reprodução/RPC
O emprego industrial recuou 0,4% em abril, a primeira vez em 18 meses. Da mesma forma, o indicador de capacidade instalada do setor, ou seja, o nível de uso do parque fabril, também apresentou queda no mês retrasado.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou pesquisa em 12 estados que respondem por 94% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial.
De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o indicador de medição do emprego costuma reagir de “forma lenta e gradual ao cenário econômico”.
Por isso, uma queda mensal de 0,4%, explicou ele, é “bastante significativa” e reflete desaceleração da indústria.
“Por causa do aumento da demanda por bens industriais, a produção cresceu e, com isso, o emprego aumentou durante um longo período. Cresceu por 17 meses, parou de crescer em março e caiu em abril. Isso se deve à queda da demanda e da atividade industrial nos últimos meses”, acrescentou o analista.
Para ele, a queda de 0,6 ponto percentual no uso do parque fabril, para 77,9%, também é mais um fator que indica a desaceleração da indústria.
Outro indicador da indústria, as horas trabalhadas na produção, também apresentou queda no mês de abril, quando houve pequena retração de 0,3%.
O faturamento real da Indústria de transformação, por sua vez, caiu 0,8% na passagem de março para abril de 2025. É a segunda queda consecutiva.
Por outro lado, a massa salarial real e o rendimento médio real do trabalhador da Indústria de transformação aumentaram em abril de forma significativa, “mas apenas recompõem parcialmente as quedas de meses anteriores”, diz a CNI.
Juro alto
A queda do emprego industrial, das horas trabalhadas e do nível de uso do parque fabril da indústria acontecem em um cenário de juros elevados. Em maio, o BC elevou a taxa Selic para 14,75% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]”.
Em março, Galípolo, avaliou que há sinais de desaceleração da economia, mas que eles ainda são muito iniciais e que é necessário manter vigilância sobre o comportamento dos preços.
▶️Mais recentemente, ele disse que faz sentido que o Banco Central mantenha taxas de juros em um patamar elevado, chamado de “mais restritivo” no jargão técnico, por um período mais prolongado de tempo.
O Banco Banco Central projetam um ritmo mais lento para a economia neste ano. O mercado estima um crescimento de 2,13% em 2025, contra 3,4% no ano passado. O BC projeto uma expansão de 1,9% neste ano.
▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em maio, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.
▶️O Banco Central também informou que o juro alto já contribui para desaceleração da atividade e que impacto na geração de empregos deve se aprofundar.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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