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Economia

Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Federal Reserve ao ameaçar recorrer à Justiça contra o presidente da instituição, Jerome Powell.
Segundo Trump, a iniciativa estaria ligada ao que ele chama de má gestão das obras de reforma da sede do banco central, em Washington.
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A nova ofensiva, no entanto, aprofunda um conflito que já se arrasta há anos entre a Casa Branca e o Fed. No centro da disputa está a política de juros.
Trump pressiona por cortes rápidos e profundos para estimular a economia, enquanto o banco central adota uma postura mais cautelosa, priorizando o controle da inflação e a estabilidade econômica.
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▶️Apesar das críticas, o Fed vem reduzindo os juros. Na última reunião do ano, em 10 de dezembro, a instituição cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022. Foi o terceiro corte consecutivo em 2025.
Na reunião anterior, em 29 de outubro, a taxa já havia sido reduzida na mesma proporção, para o intervalo de 3,75% a 4% ao ano.
Ainda assim, Powell tem sido alvo de críticas recorrentes de Trump, que o acusa de não agir com a rapidez desejada.
Em junho, o presidente chegou a chamar o chefe do Fed de “burro” e “teimoso”, pouco antes de uma audiência no Congresso.
Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que os juros deveriam estar “de dois a três pontos percentuais mais baixos” e disse esperar que o Congresso “acabasse com essa pessoa”.
A pressão do presidente não se limitou a declarações públicas. No ano passado, Trump tentou demitir Lisa Cook, diretora do Fed, em um movimento inédito na história da instituição.
A Justiça dos EUA, porém, suspendeu a decisão e manteve Cook no cargo, o que foi interpretado pelo mercado como uma defesa da independência do banco central.
O governo também tentou impedir sua participação em reuniões do Fed, sem sucesso. O caso, que envolve acusações de suposta fraude hipotecária, foi levado à Suprema Corte e deve ser analisado este mês.
Por que Trump quer processar Powell
Nesta semana, a disputa ganhou um novo capítulo. O governo passou a mencionar a possibilidade de uma investigação criminal contra Powell, alegando que ele teria prestado informações incorretas ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, que superaram o orçamento inicial.
Powell nega as acusações e afirma que o episódio está sendo usado como instrumento de pressão política.
Em comunicado divulgado no domingo, ele informou que o Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça relacionada a seu depoimento ao Congresso em junho do ano passado.
A investigação, conduzida pela Procuradoria dos EUA no Distrito de Colúmbia, busca apurar se houve inconsistências nas informações sobre o alcance das obras. A apuração foi autorizada pela procuradora Jeanine Pirro, nomeada para o cargo pelo próprio Trump.
O que diz o Federal Reserve
Em comunicado divulgado no último domingo (11), por meio do banco central americano, Jerome Powell afirmou que a investigação do governo Trump faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o Federal Reserve a promover cortes mais agressivos nos juros, mesmo com a inflação ainda acima da meta oficial de 2%.
Segundo Powell, a medida é “sem precedentes” e deve ser analisada dentro de um contexto de pressão contínua do governo sobre o Fed. Ele disse ter “profundo respeito pelo Estado de Direito”, mas afirmou que as acusações são “pretextos”.
“Essa ameaça não está relacionada ao meu depoimento nem às obras”, declarou. Para o presidente do Fed, a ameaça de um processo criminal decorre do fato de a instituição definir a taxa de juros “com base no que considera melhor para o interesse público, e não de acordo com as preferências do presidente”.
Powell acrescentou que o episódio levanta a questão sobre se o Fed conseguirá continuar a conduzir a política monetária “com base em evidências e nas condições econômicas, ou se passará a ser dirigida por pressão política ou intimidação”.
Jerome Powell assumiu a presidência do Federal Reserve em fevereiro de 2018, indicado por Donald Trump, e foi reconduzido ao cargo em 2022 pelo então presidente Joe Biden.
Advogado de formação, ele se tornou o primeiro não economista a liderar o Fed em 40 anos. Seu mandato atual termina em maio de 2026, e ao menos cinco nomes já são apontados como possíveis sucessores.
Trump cumprimenta Jerome Powell, escolhido para assumir a presidência do Fed
Reuters

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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