Economia
Fazenda vê PIB com ‘ritmo robusto’ e deve revisar projeção de 2024 para valor acima de 3,3%
Segundo IBGE, o Produto Interno Bruto apresentou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre deste ano. Para o governo, a atividade econômica deverá crescer menos no último trimestre deste ano por conta do processo de alta dos juros. Consumo e investimentos foram destaque no PIB do 2º trimestre
Getty Images via BBC
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) avaliou nesta terça-feira (2) que a economia seguiu com “ritmo robusto” de expansão no terceiro trimestre deste ano.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre, frente aos três meses anteriores.
“O crescimento do PIB no terceiro trimestre foi superior à projeção exibida no Boletim Macrofiscal de novembro, realizada com base em indicadores coincidentes já disponíveis até 11 de novembro. Dessa maneira, a projeção do Ministério da Fazenda para o crescimento do PIB de 2024, atualmente em 3,3%, deverá ser revisada para cima, repercutindo perspectivas de maior crescimento para a indústria e para os serviços”, informou a Secretaria de Política Econômica, por meio de nota.
PIB do Brasil cresce 0,9% no 3º trimestre
Ainda de acordo com a área econômica do governo, o crescimento continuou forte mesmo com “menores impulsos fiscais” (gastos do governo), impulsionado pelo bom desempenho da indústria de transformação e construção e pelo crescimento na prestação de serviços diversos.
“A atividade econômica deve continuar a crescer no próximo trimestre, embora com desaceleração na margem. A política monetária [alta de juros] mais contracionista deverá restringir o ritmo de expansão das concessões de crédito e dos investimentos”, acrescentou a SPE, do Ministério da Fazenda.
Ainda assim, acrescentou que “impulsos positivos” devem vir do mercado de trabalho, que deverá seguir resiliente, estimulando a produção e o e consumo das famílias.
“Para 2025, destaca-se a boa perspectiva para setores menos cíclicos, como a agropecuária e a produção extrativa. O bom desempenho dessas atividades deve ajudar a mitigar a desaceleração esperada para as atividades cíclicas, mais impactadas pelo aumento dos juros e pelos menores estímulos fiscais”, concluiu o governo.
Repercussão política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o resultado do PIB nesta terça. Em uma rede social, Lula escreve: “Continuamos com o PIB crescendo e criando mais emprego e renda na mão dos brasileiros.”
Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a nova alta do indicador, que superou as expectativas, “é mais uma prova de que é possível governar, cuidando de quem mais precisa, das contas públicas e dos investimentos. Seguiremos apostando no Brasil e trabalhando pelos brasileiros.”
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, por sua vez, destacou a importância da responsabilidade fiscal. Em uma rede social, ela escreveu nesta manhã:
“O crescimento do PIB até setembro, em 3,3%, portanto acima das expectativas, mostra que o país está produzindo cada vez mais, gerando renda e emprego. Com medidas que promovam o equilíbrio das contas públicas vamos fortalecer a economia e garantir que as conquistas perdurem. É o Brasil avançando com trabalho e responsabilidade fiscal!”
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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