Economia
Gleisi diz que governo ajuda a aprovar texto que reduz pena para condenados do 8 de Janeiro, se STF não se opor
Se o Supremo Tribunal Federal não se opor a um projeto que reduza penas dos condenados pelo 8 de janeiro, o governo não será contrário à aprovação do texto, afirmou ao blog nesta segunda-feira a ministra da articulação política, Gleisi Hoffmann.
A afirmação acontece enquanto ganha corpo um texto alternativo à anistia “ampla, geral e irrestrita” que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro tentam aprovar e que ganhou fôlego na semana passada na Câmara.
O texto alternativo, costurado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reduz as penas dos já condenados pela tentativa de golpe – entre outros crimes – e é visto como uma forma de entregar alguma legislação quando a pressão se tornou muito grande.
Até o presidente Lula declarou na semana passada que havia chance da aprovação no Congresso. O líder do PT da Câmara, Lindbergh Farias (RJ) também levantou o receio de que, se colocado para votar, um projeto de anistia ampla teria chances grandes de ser aprovado na casa.
Gleisi se reuniu nesta segunda com ministros que têm mandato parlamentar justamente para tentar arregimentar apoios para que projetos prioritários do governo sejam votados, deixando de lado o da anistia.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann.
Gil Ferreira/SRI-PR
O que diz o texto do Senado
O texto em discussão no Senado propõe uma alternativa ao projeto de anistia ampla defendido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vez de extinguir penas, a proposta prevê apenas recalibrar a dosimetria das condenações, ou seja, reduzir o tempo de reclusão de parte dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
De acordo com a minuta em debate, a medida valeria apenas para os participantes considerados “massa de manobra”, excluindo financiadores, organizadores e integrantes do chamado núcleo duro da tentativa de golpe — grupo no qual Bolsonaro e outros sete réus julgados pelo Supremo nesta semana estão enquadrados.
O projeto vem sendo articulado há cerca de três meses pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em parceria com o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Interlocutores afirmam que a minuta já foi levada a ministros do STF, que teriam recebido a ideia de forma positiva.
Aliados de Alcolumbre avaliam que ele pretende apresentar o projeto “rápido”, mas ressaltam que o conteúdo ainda está em construção e exige cautela. O movimento ganha força no momento em que líderes da Câmara intensificam a discussão sobre anistia ampla, que poderia alcançar até Bolsonaro.
A diferença central, portanto, é que a proposta do Senado busca atenuar as penas sem conceder perdão — um modelo visto por senadores como mais viável diante da posição firme do STF contra projetos de anistia.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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