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Economia

Haddad sobre o abono salarial: ‘num certo sentido, perdeu a sua razão de ser’

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Segundo ministro da Fazenda, programas superiores foram criados. Declaração ocorreu em ocasião do anúncio do pacote de corte de gastos. Haddad detalha medidas do ajuste fiscal
Reprodução
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (28) que o abono salarial, em um certo sentido, “perdeu a razão” diante de outros programas do governo.
A declaração foi dada durante o detalhamento do pacote de corte de gastos, que inclui mudanças no benefício.
“Nós estamos fixando o direito ao abono àqueles que ganham até R$ 2.640 por mês, o que hoje corresponde a dois salários. Mas nós estamos introduzindo uma cláusula de que esse valor vai ser corrigido pela inflação”, explicou o ministro.
“Como o salário mínimo vai aumentar acima da inflação, esse valor vai gradualmente corrigindo para um salário mínimo e meio ao longo dos anos e, quando isso acontecer, chegarmos a um salário mínimo e meio, volta a prevalecer a regra atual. É como se nós gradualmente estivéssemos baixando de dois para um e meio sem prejudicar as pessoas que ganham R$ 2.640”, completou.
“É uma regra de transição de um benefício que num certo sentido perdeu a sua razão de ser à luz dos vários programas que foram criados superiores a eles do ponto de vista social”, finalizou.
Haddad anuncia medidas de corte de gastos e isenção de IR pra quem ganha até R$ 5 mil
O abono salarial é um benefício concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa.
A medida anunciada agora visa reduzir o número de pessoas que têm direito ao abono.
Pelas regras atuais, têm direito por ano trabalhadores que recebem, em média, até dois salários mínimos mensais (R$ 2.824, pelo valor atual).
Com as mudanças, o benefício será pago somente a quem recebe até R$ 2.640.
Esse valor será corrigido anualmente pela inflação, até chegar a um salário mínimo e meio, quando passará a ficar estável neste valor. A expectativa é que isso ocorra em 2035.
Para receber, é preciso que o trabalhador:
tenha trabalhado pelo menos 30 dias no ano anterior;
estejam cadastrados no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos.
– Esta reportagem está em atualização

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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