Economia
Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, na véspera de Copom e juros dos EUA
Na véspera, o principal índice do mercado de ações brasileiro caiu 1,04%, aos 100.922 pontos. Sede da B3
Amanda Perobelli/Reuters
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta terça-feira (21), com decisão de juros nos Estados Unidos e Brasil entrando nas contas de investidores.
Às 10h05, o índice subia 0,15%, aos 101.070 pontos. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, o Ibovespa teve queda de 1,04%, aos 100.922 pontos, no menor fechamento desde julho. Com o resultado, o índice passou a acumular perdas de 3,82% no mês e de 8,03% no ano.
O grupo suíço UBS anuncia a compra do seu principal concorrente, o banco Credit Suisse
O que está mexendo com os mercados?
Depois de dias de mercado conturbado, com as dúvidas sobre a situação do setor bancário global, o dia começa mais tranquilo nos mercados e com agenda vazia entre indicadores econômicos.
Investidores voltavam a comprar ações de bancos nesta terça-feira, encorajados pelo resgate do Credit Suisse, com os preços dos ativos ensaiando recuperação na Europa e na Ásia. As ações da China e de Hong Kong subiram nesta terça-feira, à medida que os temores de uma crise bancária global diminuíram.
A atenção agora se volta para a reunião desta semana do Federal Reserve. A dúvida entre operadores e investidores é se os aumentos de juros do banco central norte-americano — que alguns culpam por desencadear o maior colapso no setor bancário desde a crise financeira global — podem ter chegado ao fim.
Parte dos agentes de mercado acredita em uma pausa para tentar garantir a estabilidade financeira. Outra parte, crê que o Fed aumentará sua taxa básica de juros, pois dados da economia americana ainda estão fortes, pressionando a inflação.
O Federal Reserve inicia sua reunião de dois dias nesta terça-feira. A reunião do Fed termina na quarta-feira, com divulgação às 15h (de Brasília) de um novo comunicado de política monetária. Se tudo correr como planejado, também serão divulgadas novas projeções para a economia e a trajetória da taxa de juros.
Ainda nos EUA, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, reafirmou a agentes da Associação Americana de Banqueiros que o sistema bancário do país está se estabilizando após fortes medidas dos reguladores, mas novas ações podem ser tomadas para proteger os correntistas se instituições menores sofrerem fugas de depósitos que ameacem mais contágio.
“As medidas que tomamos não foram focadas em ajudar bancos ou classes de bancos específicos. Nossa intervenção foi necessária para proteger o sistema bancário dos Estados Unidos como um todo”, disse Yellen nos comentários divulgadas pelo Tesouro.
No Brasil, começa nesta terça-feira a reunião do Comitê de Política Monetária. O encontro vai até amanhã, quando será anunciada a nova taxa básica de juros do país, a Selic.
A expectativa do mercado é de manutenção dos 13,75% ao ano, mas será dada atenção especial ao comunicado do Copom, que trará sinais sobre o rumo que o BC pretende seguir na política monetária.
O governo federal espera um sinal positivo, em reconhecimento ao esforço para apresentar o novo arcabouço fiscal, que substituirá o teto de gastos no controle das contas públicas.
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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