Economia
Marketing digital realmente pode ajudar uma empresa a crescer? Veja dicas da Melted Videos
Em entrevista ao podcast Educação Financeira, Felipe Misale e Yuri Zero falam sobre como construir um público fiel nas redes sociais e como usar o marketing digital para fortalecer uma empresa. Felipe Misale e Yuri Zero, fundador e CEO da Melted, respectivamente
Rafael Leal/g1
As redes sociais se tornaram uma excelente oportunidade para empreendedores, desde influenciadoras digitais que lançaram suas próprias linhas de maquiagem até marcas de doces que ganharam destaque nas redes e impulsionaram seus negócios.
Mas nem sempre é fácil saber como usar as redes de forma eficaz, gerando resultados tanto na construção de uma marca com um público fiel quanto no aumento das vendas.
Os formatos típicos de cada plataforma, a linguagem mais adequada e os tipos de públicos que consomem conteúdos nesse universo são questões que exigem um estudo analítico importante para definir a melhor estratégia.
A Melted Videos é uma empresa que começou como uma página experimental de conteúdos divertidos e memes, criada por Felipe Misale em 2014. A identificação do público foi tão grande que hoje a empresa atua no nicho de publicidades digitais e continua crescendo.
Em entrevista ao quarto episódio da nova temporada do podcast Educação Financeira, que aborda lições de histórias de empreendedores de sucesso, Felipe e o atual CEO da Melted, Yuri Zero, falam sobre como construir um público fiel nas redes sociais e como usar o marketing digital para fortalecer a empresa.
Veja a entrevista na íntegra ou outros cortes do episódio mais abaixo:
Marketing digital realmente pode ajudar uma empresa a crescer? Veja dicas da Melted Videos
Legitimidade gera identificação e um público fiel
Como usar cada rede social de maneira mais estratégica
Dicas de como produzir o conteúdo para empreendedores
Legitimidade gera identificação e um público fiel
Como criar um público fiel nas mídias digitais? Melted Videos responde
A Melted começou como um “desabafo” do fundador Felipe Misale e, em alguns anos, se transformou em um ecossistema de conteúdos, com outros funcionários e venda de publicidade — na prática, virou uma empresa.
Mas foi justamente a forma como a empresa nasceu que trouxe a visão necessária para que hoje tenha um público fiel de milhões de seguidores, que consomem seus conteúdos, acreditam em suas publicidades e, assim, fazem o negócio continuar crescendo.
A Melted começou no YouTube como uma página de vídeos com uma identidade visual baseada no “estilo VHS”. Felipe criou a página como uma forma de diversão e de “extravasar” suas ideias.
Mantendo a mesma estética, a página migrou para o Facebook e o Instagram, onde Felipe começou a produzir memes. Foi aí que a página começou a viralizar e atrair mais seguidores.
Mesmo com o aumento no número de seguidores, Felipe fez questão de manter os mesmos padrões estéticos e as mesmas mensagens que sempre valorizou em seus conteúdos. Para ele, essa é a chave do sucesso.
“Quão legítimo é aquilo que você fala: eu tô querendo falar aquilo para agradar ou eu realmente sou assim? Para gente, o que sempre funcionou foi isso: ser muito fiel ao que a gente fala”, comenta.
Para Felipe, é esse posicionamento constante que faz com que o público se identifique com a página e confie no que eles produzem e divulgam.
Yuri Zero, atual CEO da Melted, também destaca que é a constância que gera o sentimento de legitimidade em relação a qualquer empresa, “e não apenas uma marca que está surfando uma onda com interesse de chegar em algum lugar”.
Segundo ele, esse tipo de posicionamento é o que faz com que o consumidor queira acompanhar e consumir o que a marca está fazendo.
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“Mel”, capivara mascote da Melted Videos para os fãs da marca no TikTok
Divulgação
Como usar cada rede social de maneira mais estratégica
Melted Videos explica como usar os diferentes vídeos sociais da forma mais estratégica
A variedade de redes sociais populares atualmente pode tornar desafiadora a missão de aumentar a presença de uma marca.
Além da quantidade, cada rede possui características específicas de conteúdos e formatos. Felipe comenta, por exemplo, que nos últimos meses passaram a estudar o TikTok de forma mais estratégica, pois perceberam que seu público lá é muito mais jovem do que no Instagram.
“O Twitter é mais ácido, o Instagram é mais amigável, o TikTok é muito gen z (geração Z)”, diz Felipe, explicando sobre o que avaliam para pensar os conteúdos de cada rede.
Yuri ressalta que a Melted tem “uma forma macro de se comunicar”, mas analisa cada rede para decidir o que publicar, buscando entender:
como a rede funciona;
quem é o público-alvo daquela rede;
qual o formato mais apropriado de conteúdo;
qual o tipo de linguagem preferido dos usuários da rede.
Se para uma marca que nasceu digital e já tem mais de uma década de experiência é difícil, para os empreendedores que estão começando agora a tarefa pode ser ainda mais árdua
Por isso, Yuri destaca que é importante que cada empreendedor entenda seus principais objetivos para escolher qual rede social priorizar. Se o produto ou serviço é voltado para um público acima de 30 anos, por exemplo, o TikTok pode não ser a melhor opção, já que é uma rede muito jovem.
Ao entender com quem quer se comunicar, o empreendedor pode estudar melhor o formato da rede onde seu público está mais presente e usar as melhores práticas daquela plataforma — sempre aliando a um conteúdo baseado na legitimidade.
CEO da Melted Videos fala sobre a nova forma de olhar para a publicidade
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Dicas de como produzir o conteúdo para empreendedores
Criador da Melted Vídeos fala sobre o uso do marketing digital por empreendedores
Repense o formato tradicional de publicidade: as campanhas padrão de publicidade, com vídeos e fotos muito comuns em outros ambientes, como a TV, não engajam tanto nas redes sociais. Vale pensar em um formato com conceito concebido desde o início para as redes sociais.
Conte histórias: o conteúdo orgânico, com cara de conversa, tem muito mais chance de ser compartilhado. As pessoas não querem compartilhar propaganda com cara de propaganda.
Aposte na identificação: quando o público se vê naquilo que você posta — nas histórias, símbolos, e linguagem — o conteúdo ganha valor afetivo e pode despertar o desejo de compra, além de gerar um fortalecimento do posicionamento da marca no inconsciente.
Reflita antes de terceirizar sua produção de conteúdo: um vídeo simples, feito com o celular, pode gerar muito mais conexão, por conta da identificação do público, do que algo feito por alguém que é terceirizado que pode ser mais bonito esteticamente, mas tem um tom frio.
Ser diferente é um diferencial: em um universo com tantas informações e conteúdos, muitos deles seguindo um padrão, quem é diferente chama atenção. Não tenha medo de experimentar formatos e linguagens que fogem do óbvio, mas refletem seus objetivos.
Conteúdo orgânico e espontâneo pode ser chave para o sucesso do empreendedor no marketing digital
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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