Economia
‘Nenhum estado pode sair perdedor’, diz governador do ES sobre reforma tributária
Renato Casagrande (PSB) diz que estados divergem sobre o novo imposto, que pode ser implementado em 2033. ‘Nenhum estado pode sair perdedor’, diz governador do ES sobre reforma tributária
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), falou à GloboNews sobre as discussões na Câmara dos Deputados para a implementação da reforma tributária proposta pelo governo federal. Ele comentou o ritmo das negociações para um novo texto, que têm diferença de opiniões entre o governo, a Câmara – que votará nesta semana o texto vindo do Senado – e representantes dos estados e municípios, que, para ele, não podem sair atrás no acordo.
Casagrande pediu que a forma de votação contemple não só o poder legislativo e o governo, mas também todos os estados e as suas diferentes demandas para a reforma, que não pode comprometer a autonomia dos governos estaduais, em sua visão.
“Não compromete a autonomia desde que a governança seja adequada. O que não pode é você estabelecer um único critério de votação de maioria simples para tomar as decisões entre os estados, ou as decisões que cada estado vai ter que implementar com o novo imposto. Então, se tiver uma governança adequada, de maioria simples, mas tendo a aprovação de ao menos 50% de cada estado e de cada região, então você controla para nenhuma região sobrepor a outra região”, argumentou o governador do ES.
Casagrande afirmou que alguns dos representantes dos estados defendem que o novo imposto que substitui o ICMS e o ISS seja implementado apenas em 2033, mas existem diferenças entre governadores que querem que a incidência seja antecipada, o que pede que as conversas continuem para que o acordo finalizado seja bom para todas as unidades federativas.
“O pior de uma reforma é que ninguém pode sair perdedor. Ninguém pode sair derrotado porque nós estamos aqui cuidando dos interesses do Brasil, mas estamos cuidando dos interesses do estado que estamos governando”, disse.
Apesar das divergências, o político do PSB acredita que o momento é propício para a discussão da reforma – o que não ocorreria caso ela tivesse que ser definida já nesta terça-feira (4).
“O momento é bom para votar. Tem um ambiente, um desejo para se votar a reforma. Só que o texto foi apresentado para a gente há poucos dias. Seria bom que a gente conhecesse o texto complementar. Esses dois dias – porque o presidente (Arthur Lira) quer votar na quinta – serão fundamentais para fazer a negociação. Se fosse votar hoje, nesse momento, teria muita dificuldade de votar, mas na quinta-feira pode ser que se crie as soluções e os acordos necessários para a votação dessa matéria”, encerrou.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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