Política
Nota fiscal em papel, venda na base da ‘boa-fé’: entenda os problemas da cadeia do ouro no Brasil
Praticamente metade da produção nacional dos últimos seis anos possui indícios de ilegalidade. Ausência de fiscalização, descontrole de emissão de títulos de lavra e falta de cruzamento de dados pelas autoridades ajudam a explicar o problema. Garimpos ilegais de ouro em floresta nacional no Pará
Polícia Federal/Divulgação
Uma determinação da Receita Federal deve fechar um dos principais buracos da cadeia do ouro no Brasil, pela qual, hoje, o minério extraído ilegalmente de garimpos proibidos entra facilmente no mercado formal.
Nesta quinta-feira (30), a Receita instituiu a obrigatoriedade do uso de notas fiscais eletrônicas nas transações de compra e venda de ouro por companhias que comercializam o minério como ativo financeiro ou instrumento cambial.
A decisão vem meses depois de o governo Lula declarar emergência em saúde na Terra Indígena Yanomami, onde o garimpo provocou uma crise sanitária e humanitária que, nos últimos quatro anos, vitimou mais de 500 crianças indígenas.
Até a determinação da Receita, o ouro extraído pelo garimpo ilegal — seja da Terra Indígena Yanomami ou de outras áreas protegidas no país — era comercializado com notas fiscais em papel, praticamente inviabilizando o rastreio e o controle por parte das autoridades.
Ou seja, para fraudar uma transação bastava possuir, como explica o Ministério Público Federal no Pará, “dois itens vendidos em papelarias: uma caneta e uma nota fiscal avulsa”. Depois disso, era só inserir dados falsos no documento.
A nota fiscal eletrônica é um passo para a instituição de maior controle, especialmente sobre a primeira compra do ouro que saí dos garimpos e é adquirido por instituições autorizadas pelo Banco Central. Mas não resolve todos os problemas.
Das 158 toneladas de ouro produzidas entre janeiro de 2021 e junho de 2022 no Brasil, pelo menos 30% podem ser consideradas irregulares, de acordo com o “Boletim do Ouro 2021-2022”, estudo realizado por pesquisadores da UFMG.
Entenda na reportagem abaixo quais são os principais problemas da cadeia.
1) Princípio da boa-fé
A facilidade com o que o ouro ilegal é “esquentado” no Brasil se deve, além de frágeis mecanismos de fiscalização e controle, a uma legislação bastante permissiva.
Uma lei sancionada em 2013 permite que o ouro extraído do garimpo (em tese, legal, ou seja, autorizado pela Agência Nacional de Mineração) seja comercializado apenas com base nas informações oferecidas pelos próprios vendedores, sob a presunção de “boa-fé”.
Segundo a lei, “presumem-se a legalidade do ouro adquirido e a boa-fé da pessoa jurídica adquirente” quando as informações prestadas pelo vendedor “estiverem devidamente arquivadas na sede da instituição legalmente autorizada a realizar a compra de ouro”.
SAIBA MAIS: Entenda como lei sancionada em 2013, e questionada agora, pode facilitar o garimpo ilegal no Brasil
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Na prática, um vendedor em posse de ouro extraído de áreas proibidas pode apresentar uma declaração de origem na qual afirma que o minério veio de uma área autorizada pela Agência Nacional de Mineração para a emissão da nota fiscal – até hoje em papel – pela instituição que compra o ouro. E, pronto. É simples assim.
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A lei já está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) e pode vir a ser revista pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, no momento, trabalha para retirar milhares de invasores da Terra Indígena Yanomami e estancar o garimpo ilegal no território.
2) Regime de permissão de lavra garimpeira
Segundo a Constituição, toda a riqueza mineral no país pertence à União, que pode autorizar a exploração por grandes mineradoras ou por garimpeiros.
As grandes mineradoras usam métodos industriais e possuem uma série de obrigações. Já os garimpeiros ou suas cooperativas obtém autorização para extrair minério do subsolo pelo regime de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG).
A PLG foi pensada inicialmente para permitir a garimpagem “artesanal”, com métodos rudimentares, aparelhos manuais e máquinas simples – nada mais distante da realidade atual. O garimpo de ouro na Amazônia hoje se vale de maquinário pesado, com balsas, dragas, escavadeiras hidráulicas e pás-carregadeiras, que custam milhões de reais, além de uma logística de alto custo financeiro e enorme impacto ambiental.
O grande problema está no fato de que, pelo regramento atual, quem requisita uma PLG à Agência Nacional de Mineração para explorar determinada área não é obrigado a apresentar uma pesquisa prévia.
“Na prática, isso cria uma situação que torna impossível o controle e a fiscalização”, diz Sergio Leitão, presidente do Instituto Escolhas, que produziu o estudo “Raio X do ouro: mais de 200 podem ser ilegais”.
“Sem a pesquisa prévia, não há como saber qual o volume de ouro na área determinada em que está sendo feito o garimpo. Se eu sou uma mineradora, pela legislação, o primeiro passo é fazer um requerimento de pesquisa e depois um requerimento para explorar aquilo que eu encontrei. O garimpo não faz nada disso”, explica Leitão.
Essa ausência de obrigação de apresentar uma pesquisa prévia acabou criando um incentivo para a opção pelas PLGs. Hoje, segundo Leitão, a área do total de lavras garimpeiras na Amazônia para a exploração de ouro já é maior que toda a área de mineração industrial no país.
Sem pesquisa prévia e a devida fiscalização da ANM (mais abaixo), também é extremamente fácil usar PLGs como “laranjas” para garimpos ilegais.
“Vamos dar um exemplo”, sugere Leitão: “Eu abro uma PLG na Avenida Faria Lima, onde não tem ouro nenhum, e, como eu não fiz pesquisa, eu nem precisei mostrar para o governo que lá não tem ouro. Daí, eu tiro o ouro de outro lugar, de um lugar proibido, de uma terra indígena. Mas depois, eu posso apenas dizer que tirei da minha lavra na Faria Lima”.
Segundo o MPF, da produção de 30,4 toneladas de ouro no Pará, no período de 2019 a 2020, ao menos cerca de 17,7 toneladas (58%) foram extraídas com falsa indicação de origem, “seja pelas evidências de extrapolação dos limites autorizados para a lavra pela ANM, seja pela indicação de áreas de floresta intacta ou sem título de lavra vigente como origem do ouro”.
Os dados são fruto de uma investigação do MPF na região dos municípios de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste do Pará, onde fica localizada a Terra Indígena Munduruku, que, à semelhança do que ocorre na Terra Indígena Yanomami, sofre com reiteradas invasões e ataques de garimpeiros armados.
Segundo o “Boletim do Ouro 2021-2022”, estudo realizado por pesquisadores da UFMG, no Pará, a cada 10 PLGs registradas na CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a contrapartida financeira paga pela utilização econômica dos recursos minerais), sete tinham indícios de irregularidades.
Para o Instituto Escolhas, é necessário exigir dos garimpos:
Pesquisa mineral prévia
Planos de aproveitamento econômico
Licenciamento ambiental rígido
Contratos e controles trabalhistas
“As permissões dadas a pessoas físicas também devem ser limitadas em número, pois hoje uma única pessoa pode ter inúmeras permissões, somando enormes áreas de extração”, afirma o Instituto.
3) Nota fiscal
Depois que o ouro é extraído de uma lavra garimpeira – legal ou ilegal – ele só poderia, em tese, ser vendido a algumas instituições autorizadas pelo Banco Central, as distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVMs).
Nesta primeira compra, antes da nova exigência da Receita, era produzida uma nota fiscal em papel, o que inviabilizava a fiscalização em tempo real pelos órgãos do Estado.
Para dar uma dimensão da dificuldade de fiscalizar notas fiscais em papel: em uma investigação de um esquema criminoso no posto de compra de uma DTVM em Santarém, no Pará, o MPF e a Polícia Federal tiveram que digitalizar uma a uma as notas de mais de 4,6 mil transações realizadas entre 2015 e 2018 a fim de construir um banco de dados digital e prosseguir com a apuração.
Um pesquisador com conhecimento da área afirma que a adoção da nota fiscal eletrônica precisa vir acompanhada da extinção do princípio da boa-fé, mas que ela pelo menos permitirá um acompanhamento da PF e da Receita Federal em tempo real.
4) Falta de cruzamento de informações
Outro problema apontado por especialistas consultados pela reportagem está na ausência de cruzamento de dados e informações pelos órgãos de controle.
Atualmente, um garimpeiro ou cooperativa precisa produzir anualmente um relatório de lavra com todas as informações de produção e de venda. Já as DTVMs são obrigadas a fazer o recolhimento da CFEM, registrando a quantidade de ouro comprada, a identidade dos compradores e as permissões de lavra que, em teoria, atestam a legitimidade da extração do minério.
Acontece que a Agência Nacional de Mineração (ANM) não cruza essas duas bases de dados, dificultando o controle e a fiscalização. Assim, um garimpeiro pode alegar que produziu 10 kg de ouro, enquanto a DTVM pode registrar que comprou deste mesmo garimpeiro 100 kg.
Segundo Leitão, do Instituto Escolhas, é preciso que haja uma junção de esforços da Agência Nacional de Mineração, do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários e do Ibama para, assim, instituir-se um controle hoje inexistente da cadeia do ouro. Ele diz que algumas informações cruciais deveriam ser cruzadas, como:
Quem solicitou a PLG
Qual a capacidade econômica do solicitante para que, depois da exploração, seja feita a recuperação ambiental da área
Se o solicitante tem ficha limpa
Qual o tamanho da área requerida – e se há sobreposição com áreas protegidas, onde o garimpo é proibido.
5) Ausência de fiscalização
Quem deveria fiscalizar as lavras garimpeiras e os formulários de compra de ouro armazenados pelas DTVMs (aqueles em papel) é a Agência Nacional de Mineração.
Em um documento entregue ao ministro Gilmar Mendes, relator de uma ação no STF que questiona as regras atuais de comercialização de ouro, o diretor-geral da ANM afirma que a agência não dispõe dos recursos para fazer a verificação dos formulários das DTVMs.
“Tal ação exigiria grande contingente de fiscais, algo impossível em um cenário de redução de quase 50% da força de trabalho da agência nos últimos dez anos”, diz o documento obtido pelo Jornal Nacional. O diretor-geral da ANM, Mauro Sousa, afirmou ainda que conta com apenas cinco funcionários para fiscalizar a arrecadação dos royalties da mineração que, só no ano passado, renderam mais de R$ 7 bilhões ao país.
Combate à extração ilegal de ouro enfrenta gargalos, regras antigas e falta de estrutura
A ausência de fiscalização também levou à proliferação de pequenas joalherias e estabelecimentos que em lugares como Boa Vista, em Roraima, e Itaituba, no Pará, compram o ouro diretamente de garimpeiros ao arrepio da lei – lembrando que apenas DTVMs autorizadas pelo Banco Central podem fazer a primeira compra de ouro proveniente de garimpos, conforme a legislação.
O estudo “Raio X do Ouro”, do Instituto Escolhas, revelou que entre 2015 e 2020, o Brasil comercializou 229 toneladas de ouro com indícios de ilegalidade – ou seja, quase metade do ouro produzido no país tem origem potencialmente ilícita. Um terço deste volume foi comercializado por apenas cinco DTVMs, algumas delas já são alvo de ações judiciais do MPF.
Em 2019, o MPF recomendou em uma ação cível que o Banco Central proibisse uma DTVM, denunciada por comprar e vender ouro extraído de forma ilegal, de realizar atividades relacionadas à comercialização do ouro até que a empresa promovesse ressarcimento integral e compensação pelos danos ambientais.
O g1 questionou o Banco Central sobre a abertura de processos administrativos e punições aplicadas contra DTVMs. Em nota, o BC afirmou que “por questão de sigilo, não comenta sobre instituições específicas, bem como acerca de eventuais ações realizadas, em curso ou planejadas de fiscalização”.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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