Política
O TSE de 2026: quem são os ministros e o que esperar da corte na eleição
O TSE de 2026: quem são os ministros e o que esperar da corte
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá novo comando a partir de junho, com mudanças na presidência e na composição da Corte responsável por conduzir as eleições de 2026.
O tribunal terá desafios como a aplicação das mudanças na Lei da Ficha Limpa e a fiscalização de conteúdos produzidos por inteligência artificial, um cenário que amplia o foco para além do combate às fake news e aos ataques às urnas, que marcaram a disputa de 2022.
O ministro Kassio Nunes Marques assumirá a presidência do TSE no lugar de Cármen Lúcia, e André Mendonça ficará com a vice-presidência. Será a primeira vez que dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) estarão ao mesmo tempo à frente da Corte. Dias Toffoli passará a integrar o tribunal na terceira vaga destinada ao Supremo.
🔎 O TSE é formado por sete ministros. Três vêm do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são juristas indicados pelo presidente da República. O tribunal também conta com sete ministros substitutos, que seguem o mesmo critério de origem.
Essa composição segue um sistema de rodízio. Ministros do STF e do STJ são escolhidos pelos próprios tribunais, por votação secreta, enquanto os juristas são nomeados pelo presidente a partir de listas tríplices definidas pelo Supremo. Os integrantes que vêm do STF e da classe dos juristas cumprem mandatos de dois anos, com possibilidade de renovação por mais dois anos. Já os ministros do STJ, por tradição, ficam apenas um biênio como titulares, para ampliar a rotatividade do tribunal, que tem um número maior de ministros.
➡️ E o que faz? O TSE é responsável por organizar e supervisionar as eleições no país, analisar as prestações de contas de partidos e candidatos e julgar ações que envolvem o processo eleitoral — do registro de candidaturas às regras de propaganda eleitoral.
Composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026
Arte/g1
A corte em 2022: democracia sob ataque
Em 2022, sob a presidência de Alexandre de Moraes, decisões do TSE provocaram debates entre juristas sobre o papel da Justiça Eleitoral.
Uma das polêmicas envolveu uma decisão tomada no segundo turno — as normas eleitorais são definidas, por praxe, no início do ano eleitoral.
Naquele ano, uma resolução determinou que, quando uma fake news já tivesse sido considerada irregular pelo tribunal em decisão colegiada, a ordem de retirada também se aplicaria a conteúdos idênticos replicados na internet. Ou seja, não seria necessário provocar uma decisão do tribunal a cada caso novo.
O pleito de 2022 ocorreu em meio a uma disputa acirrada entre Lula e Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, que fez reiterados ataques ao sistema eleitoral durante seu mandato.
Em uma reunião com embaixadores a três meses da eleição, Bolsonaro usou a estrutura do governo para atacar as urnas eletrônicas, sem apresentar provas. Em 2023, foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, tornando-se inelegível por oito anos. Na investigação da PF sobre a trama golpista, mensagens interceptadas mostram que Mauro Cid, ex-ajudante de ordem de Bolsonaro, admitiu não haver provas de fraude nas urnas eletrônicas.
No segundo turno, blitzes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) tentaram dificultar a chegada de eleitores aos locais de votação. Moraes proibiu operações da corporação relacionadas ao transporte público naquele dia. Em 2025, o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi condenado por participação na tentativa de golpe e preso no Paraguai, após fugir.
Quase um ano depois, em agosto de 2023, Alexandre de Moraes comentou as críticas à atuação da Corte. “Muitos criticaram, dizendo que a Justiça Eleitoral foi mais proativa nessas eleições. Porque a democracia foi mais atacada nessas eleições. Se a democracia foi atacada, se as regras do jogo foram atacadas, compete à Justiça Eleitoral defendê-las”, afirmou o ministro em aula magna na pós-graduação de Direito Eleitoral da Escola Judiciária Eleitoral Paulista do TRE-SP.
Para o advogado Renato Ribeiro de Almeida, especialista em Direito Eleitoral, a Justiça Eleitoral precisou agir com firmeza para evitar que irregularidades interferissem no resultado das eleições.
A corte em 2026: ‘Bom juiz não aparece’
Declarações de ministros que conduzirão o TSE nas eleições deste ano indicam a intenção de adotar uma postura menos proativa. Em dezembro de 2025, em um evento, o ministro André Mendonça defendeu discrição: “O bom árbitro de futebol é aquele que não aparece. O bom juiz também tem que ser aquele que não aparece”.
Na sessão de 2 de março que definiu as regras para o pleito, Kassio Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral não deve “pecar pelo excesso, tampouco pela inação”, defendendo equilíbrio na atuação da Corte.
“Entre a omissão que perpetua desigualdades e o excesso que compromete a legitimidade, a Justiça Eleitoral reafirma seu compromisso com a medida justa, aquela que preserva, silenciosamente, mas de forma duradoura, a vida democrática”, disse o ministro.
O advogado Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral, prevê uma “virada de 180º” no perfil da corte.
“Os ministros do STJ, de igual modo, temos aqui, por exemplo, o Sebastião [Reis], que vai assumir como titular em setembro, compõem uma das turmas criminais do STJ e têm uma posição garantista na Corte. Me parece que haverá também essa posição garantista.”
⚖️ No jargão jurídico, uma postura “garantista” privilegia o respeito às garantias individuais, especialmente em decisões que envolvem restrição de direitos.
“A partir da composição de 2026, me parece que a postura do TSE no pleito deste ano será uma postura serena, sóbria, imparcial, equidistante, sem adjetivações, sem uma interferência em demasia”, diz Barcelos.
Para Ricardo Vita Porto, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, a atuação do tribunal será amplamente observada.
“A imprensa vai acompanhar, os atores políticos também. Nunca nenhum órgão tem sido tão escrutinado, e merecidamente, como o Poder Judiciário.”
Desafios: mudanças na Ficha Limpa e inteligência artificial
Para os especialistas, os ministros do TSE enfrentarão dois grandes desafios neste ano: as mudanças na Lei da Ficha Limpa e o avanço dos conteúdos gerados por inteligência artificial.
Em setembro 2025, uma alteração na Lei da Ficha Limpa modificou o marco inicial de contagem do prazo de inelegibilidade. Para determinados crimes, a nova regra antecipa o momento a partir do qual passa a ser contado o período de oito anos de inelegibilidade.
📍As mudanças, no entanto, não beneficiam políticos que já foram condenados ou cassados.
Segundo os juristas ouvidos pelo g1, a nova regra pode levar figuras conhecidas da política, antes impedidas de disputar eleições, a tentar registrar candidatura.
“Nomes conhecidos da política que estavam inelegíveis tentarão o registro”, afirma o advogado Renato Ribeiro de Almeida. Ele cita como exemplo o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), sobre o qual há dúvidas quanto à sua elegibilidade, e que se lançou como pré-candidato ao governo do DF com base em alterações na Lei da Ficha Limpa.
Vita Porto, da OAB-SP, destaca ainda mais um desafio: o combate à infiltração do crime organizado nas campanhas eleitorais. Segundo ele, o fato de um candidato apresentar todas as certidões negativas não significa necessariamente que não possa haver algum tipo de vínculo indireto com organizações criminosas.
🤖 Outro ponto sensível será a aplicação das novas regras sobre inteligência artificial e redes sociais durante a campanha. Para os especialistas, o desafio é a implementação destas regras, já que será necessária capacidade de monitoramento em larga escala.
“A Justiça Eleitoral vai ter que dar respostas rápidas, porque a campanha acontece em 45 dias”, destaca Renato Almeida.
Nas eleições municipais de 2024, já era proibido usar deepfake, e todo conteúdo feito com IA precisava ter aviso. No entanto, nos últimos dois anos, a tecnologia avançou de forma acelerada, e os vídeos se tornaram hiper realistas.
As novas regras para 2026, definidas no início de março, trouxeram uma abordagem regulatória mais abrangente sobre o tema. Entre as medidas está a proibição da circulação de conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas depois da votação.
Veja os perfis dos ministros:
Kassio Nunes Marques/STF
Kassio Nunes Marques, ministro do STF
Nelson Jr/STF
Kassio Nunes Marques, de 53 anos, é natural de Teresina (PI). Graduado em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), possui mestrado em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutorado e pós-doutorado pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Antes de ser indicado por Bolsonaro ao STF em novembro de 2020, Nunes Marques atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) de 2008 a 2011. Ele também foi desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília.
André Mendonça/STF
André Mendonça, ministro do STF
Gustavo Moreno/STF
Mendonça é ministro do STF desde dezembro de 2021. Também foi indicado para a vaga na pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes, compôs o governo do político do PL como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União.
Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. O magistrado é pós-graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Também é doutor em estado de direito e governança global e mestre em estratégias anticorrupção e políticas de integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
O jurista também é pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília.
Dias Toffoli/STF
Dias Toffoli, ministro do STF
Andressa Anholete/STF
Toffoli chegou ao STF em 2009 por indicação de Lula. Desde então, presidiu a Primeira e a Segunda turmas da Corte e, por quatro anos, atuou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocupando a presidência da Corte de 2014 a 2016.
O jurista é formado em direito (1990) pela Faculdade do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP). Advogou em São Paulo, foi professor em Brasília, assessorou o PT na Câmara e chefiou a área de assuntos jurídicos da Casa Civil. Ainda no governo Lula, exerceu o cargo de advogado-geral da União.
Antônio Carlos Ferreira/STJ – mandato até setembro de 2026
Antônio Carlos Ferreira, ministro do STJ
Divulgação/STJ
Antonio Carlos Ferreira, de 68 anos, é natural de São Paulo (SP) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde junho de 2011. Bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em 1981, é doutorando no Programa Sistema Constitucional de Garantia de Direitos da Instituição Toledo de Ensino (ITE), em Bauru.
Antes de chegar ao tribunal, construiu trajetória na área jurídica, com destaque para os mais de 27 anos como advogado de carreira da Caixa Econômica Federal, onde também foi diretor jurídico entre 2003 e 2010. No judiciário, foi presidente da Quarta Turma do STJ (2017/2019), membro do Conselho da Justiça Federal (2016/2020), vice-corregedor do CJF e presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (2019/2020).
Sebastião Reis/STJ – mandato a partir de setembro de 2026
Sebastião Reis, ministro do STJ
Divulgação/STJ
Ministro do Superior Tribunal de Justiça desde 2011. Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília e especialista em Direito Público pela PUC-MG. Antes de chegar ao STJ, atuou como advogado em escritórios privados e em empresas públicas, como a Eletronorte, onde foi gerente da Divisão de Contencioso. Também exerceu cargos na administração pública federal, entre eles o de coordenador-geral da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, consultor jurídico e assessor especial no Ministério da Integração Nacional, além de chefe da Assessoria Jurídica da Radiobrás.
Ricardo Villas Bôas Cueva/STJ
Ricardo Villas Bôas Cueva, ministro do STJ
Divulgação/STJ
Ministro do Superior Tribunal de Justiça desde 2011. Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); mestre em Direito pela Harvard Law School (EUA); doutor em Direito pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha. Construiu carreira como advogado, procurador do Estado de São Paulo, procurador da Fazenda Nacional e Conselheiro do Conselho Administrativo da Defesa Econômica (CADE).
Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto/jurista
Floriano Marques, jurista
Divulgação/TSE
Ministro do TSE desde maio de 2023. Floriano Marques é Doutor e Livre-Docente em Direito Público pela Universidade de São Paulo (USP), onde atua como Professor Titular do Departamento de Direito Público e Constitucional, lecionando na graduação e na pós-graduação. Também é professor de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Além disso, é professor visitante em programas de pós-graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Católica de Lisboa (Portugal), da Escola Superior de Negócios – ESAN (Peru) e da Universidad Externado de Colombia.
Estela Aranha/jurista
Estela Aranha, jurista
Divulgação/TSE
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde julho de 2025, Estela Aranha é ex-integrante do Órgão Consultivo de Alto Nível das Nações Unidas sobre Inteligência Artificial. Foi Secretária Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública e Assessora Especial do então ministro Flávio Dino, período em que atuou na formulação e coordenação de políticas públicas voltadas à regulação e à proteção de direitos no ambiente digital. Também integrou a Comissão de Juristas para a Regulação da Inteligência Artificial no Senado Federal.
É ex-presidente da Comissão Especial de Proteção de Dados do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da OAB-RJ. Atua como pesquisadora no Centro de Estudos de Direito, Internet e Sociedade (CEDIS-IDP), com foco em regulação tecnológica, direitos digitais e governança da inteligência artificial.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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