Economia
Para aprovar pacote de cortes neste ano, Fazenda quer liberar emendas e mudar proposta para o BPC, diz secretário
Governo está dialogando com parlamentares na tentativa de aprovar pacote de corte de gastos ainda neste ano. As medidas anunciadas pelo Executivo precisam ter o aval do Congresso. Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, fala em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20
Diogo Zacarias/MF
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (10) que a área econômica trabalha na liberação de emendas acordadas com os parlamentares, além de ajustes na proposta para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), para tentar aprovar o pacote de corte de gastos ainda neste ano.
Ele participou de debate com os deputados federais autores que propuseram uma PEC alternativa, com maior impacto nas contas públicas, de corte de despesas. O evento aconteceu na Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
De acordo com o secretário, a equipe do governo passou as últimas horas analisando a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que rejeitou um pedido do governo para suspender as condicionantes para a liberação das emendas parlamentares.
O tema levou o presidente Lula a chamar os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para uma reunião.
Durigan explicou que haverá um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), e uma portaria, indicando para as áreas operacionais o que pode ser pago nas emendas. “E, ao mesmo tempo, outros atos normativos infralegais, que vão operacionalizar o acordo que foi travado”, disse.
Governo vai editar portaria permitindo pagamento de emendas parlamentares
Em outra frente, o governo negocia alterações na proposta de corte de gastos envolvendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), algo que vem sendo questionado pela bancada do Partido dos Trabalhadores, e também outros partidos.
“Eles levantam, por exemplo, o tema da daquele conceito de família que coabita, que não coabita, filho que mora fora dizendo que algo que pode ter tem. Reconhecem que tem espaço pra fraude, mas ao mesmo tempo pode impactar pessoas que não têm que de fato teriam direito. Nossa intenção é rever e fazer um controle”, declarou Durigan a jornalistas.
No pacote de cortes de gastos, a equipe econômica propôs que dinheiro de ‘ajuda familiar’ pode ser critério para negar pedido de BPC.
Com isso, o governo quer poder considerar parentes que não morem sob o mesmo teto para compor a renda da família na hora de avaliar a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O secretário afirmou que é preciso aprovar as medidas de cortes de despesa para que elas já tenham efeito em 2025, com menos pressão nos gastos discricionários, aqueles que são livres.
“Com menos dúvida do mercado e de outros atores do próprio governo com relação ao cumprimento do arcabouço fiscal, e é esse o nosso objetivo”, concluiu.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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