Economia
Proposta de corte de gastos foi a ‘possível’ e mercado é um ‘ator da vida concreta’, diz número 2 da Fazenda
Dario Durigan e Fernando Haddad falam em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20
Diogo Zacarias/MF
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta terça-feira (10) que a proposta de corte de gastos apresentada pela área econômica no fim de novembro resultou de uma percepção do que é “possível dentro de um governo democrático, com vários partidos”.
“É bonito compor, com debate”, acrescentou Durigan, durante debate com os deputados federais autores que propuseram uma PEC alternativa, com maior impacto nas contas públicas, de corte de despesas. O evento aconteceu na Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
Após semanas de espera, a equipe econômica do governo anunciou na última quinta-feira (28) um pacote com propostas de cortes de gastos.
Entre as medidas, estão a limitação do salário mínimo, mudanças no acesso ao abono salarial, na aposentadoria dos militares e na fiscalização do Bolsa Família e BPC.
Por outro lado, o pacote também propôs ampliar o limite de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil, o que gerou tensão nos mercados.
Corte de gastos: Câmara aprova pedido de urgência para votação de parte das medidas
Diferente de outros integrantes do governo petista, Durigan, do Ministério da Fazenda, evitou criticar o mercado financeiro.
“Para além da resposta ao mercado, que é devido, o mercado é um ator da vida concreta da vida brasileira, a nossa avaliação é autônoma e plena da equipe econômica. Estamos fazendo uma visão plena da revisão de gastos”, declarou Durigan, do Ministério da Fazenda.
Segundo ele, a proposta de ampliar a isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil foi uma promessa de campanha tanto do presidente Lula quanto de seu concorrente, Jair Bolsonaro. Este último, entretanto, governou por quatro anos e não enviou a proposta formalmente.
“Se tem a proposta, qual é a melhor forma de cumprir? É difícil fazer um debate da renda. Debatendo no G20, chegamos a proposta de ter uma tributação mínima [para quem ganha mais]. É um jeito razoável e justo de cumprir a promessa”, acrescentou o secretário.
Segundo ele, o ano de 2024 é o de cortes de gastos, depois de recompor a arrecadação em 2023.
“Nosso apelo é que tente fazer o esforço nesse ano para colher em 2025 uma redução dos gastos obrigatórios. Presidente apresentou uma PEC, lei complementar, ordinária, e vai chegar aos militares. São quatro medidas”, concluiu.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explica as medidas de corte de gastos em coletiva de imprensa nesta quinta-feira
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O que é o pacote?
O ministro Fernando Haddad anunciou, em 28 de novembro, quais devem ser as medidas de contenção de despesas para que o governo consiga cumprir com as metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal — que reúne as regras de equilíbrio para as contas públicas.
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O governo está em busca do déficit zero em 2024 e 2025 — ou seja, de igualar receitas e despesas para não aprofundar a dívida federal. De 2026 em diante, a meta é de pequeno superávit.
O ministro lançou então um pacote que prevê economia estimada em R$ 327 bilhões para os próximos cinco anos, mudando regras de programas sociais e de gastos com salários da máquina pública.
A maior parte das medidas depende de de aprovação do Congresso Nacional. Os parlamentares, no entanto, resistem a votar a proposta em retaliação à decisão do ministro Flávio Dino que restringiu as regras para envio de emendas parlamentares.
Veja um resumo do que foi anunciado:
Um limite na regra de crescimento real do salário mínimo, em linha com o arcabouço fiscal;
Mudanças na aposentadoria de militares;
Redução no número de pessoas que têm direito ao abono salarial;
Endurecimento das regras para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC);
Reforço à fiscalização sobre quem tem direito ao Bolsa Família;
Regulamentação de uma lei que coíba “supersalários” de servidores públicos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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