Política
Presidente de Portugal chega ao Brasil para encontro com Lula nesta semana
Marcelo Rebelo de Sousa fará visita estado e participará da 14ª Cimeira Brasil-Portugal. Primeiro-ministro português também estará no país e passará por São Paulo. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para uma foto com seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, durante uma reunião bilateral em Brasília, em 2 de janeiro de 2023
EVARISTO SA / AFP
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou ao Brasil neste domingo (16) para uma visita de estado, acompanhado do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e de uma delegação de cerca de 10 ministros.
A comitiva portuguesa ficará no Brasil ao longo desta semana para encontros com o presidente Lula e com os chefes dos outros poderes, além de participar da 14ª Cimeira Brasil-Portugal.
O evento reunirá os líderes dos dois países para discutir e fortalecer a cooperação bilateral em diversas áreas, como defesa, segurança, justiça, ciência, meio ambiente, comércio, saúde e cultura.
A primeira parada do presidente português será em Recife (PE), onde receberá o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Marcelo Rebelo de Sousa foi professor catedrático na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
A proposta de concessão do título foi apresentada pelo Conselho do Centro de Ciências Jurídicas da UFPE para reconhecer a notável trajetória acadêmica e política do chefe de Estado português.
No dia seguinte, terça (18), o presidente de Portugal embarcará para Brasília, onde fica até quarta-feira. Na capital federal, Marcelo Rebelo de Sousa fará uma visita de estado, retribuindo a visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a seu país em abril de 2023. Na ocasião, foi a primeira viagem de Lula à Europa em seu terceiro mandato como presidente.
Lula e Sousa farão uma reunião bilateral e uma reunião ampliada onde, ao final, deverá ter uma declaração conjunta dos dois presidentes.
A comitiva ainda será recebida pelos presidentes do Congresso Nacional e Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso.
Os ministros de estado portugueses também se reúnem em Brasília com seus homólogos brasileiros para discutir pautas em comum entre os dois países. Há também a expectativa de assinatura de atos de cooperação nas mais diversas áreas, como saúde, educação, economia e ciência e tecnologia.
Finalizando a visita de estado, Marcelo Rebelo de Souza entregará o prêmio Camões à poetisa brasileira Adélia Prado e participará de um jantar no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
Na quarta-feira (19), o primeiro ministro português e o presidente Lula farão a abertura da 14ª Cimeira Brasil-Portugal.
De acordo com o Itamaraty, as cimeiras luso-brasileiras são fundamentais para aprofundar a colaboração entre as duas nações e o diálogo político. A 14ª Cimeira será precedida de reuniões temáticas dedicadas aos principais temas da cooperação e da relação bilateral.
A semana de visita ao Brasil da comitiva portuguesa se encerra com foco na agenda econômica. O primeiro-ministro irá a São Paulo para participa de um fórum na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex).
200 anos de relação Brasil-Portugal
Os encontros de alto nível e a visita ao Brasil ocorrem no marco dos 200 anos da relação diplomática entre Brasil e Portugal.
O Ministério das Relações Exteriores afirma que há interesse mútuo em aprofundar os fluxos de comércio e de investimentos entre os dois países, além de criar novas parcerias em áreas como ciência, tecnologia, educação e cultura.
Atualmente, mais de 400 mil brasileiros residem em Portugal. Essa é a segunda maior comunidade brasileira no exterior, atrás, apenas, dos Estados Unidos. Por outro lado, cerca de 150 mil portugueses residem no Brasil.
A situação da comunidade brasileira em Portugal será um dos temas centrais que será tratado no diálogo entre o presidente Lula e o presidente português.
Outro tema de relevância durante os encontros no Brasil será a relação comercial entre os dois países. Portugal é importante parceiro do Brasil na Europa. Em 2024, o saldo comercial entre os dois países foi de US$ 4,7 bilhões. As exportações brasileiras para o país foram de US$ 3,4 bilhões, com superávit nacional de US$ 2,1 bilhões.
Além do comércio, há relações de investimento de ambas as vias. Portugal aparece em décimo lugar entre os 25 países com investimentos potenciais no programa de parcerias de investimento.
Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, tira selfie com bombeiros enquanto nadava no Lago Paranoá, em Brasília
CBMDF/Reprodução
Nona visita ao Brasil
Esta é a nona vez que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa visita o Brasil desde que assumiu o cargo, em 2016. A última visita dele ao Brasil foi para a posse do presidente Lula. À época, o português aproveitou para nadar nas águas do Lago Paranoá, em Brasília.
Presidente de Portugal, Marcelo Rabelo de Sousa, nada no Lago Paranoá, em Brasília
Em 2022, Sousa esteve outras duas vezes no Brasil: durante as celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil, em setembro, e em julho, quando se encontrou com ex-presidentes brasileiros e com Lula.
Na ocasião, o chefe de Estado português tinha uma audiência prevista com o então presidente Jair Bolsonaro, mas a audiência foi cancelada depois de Sousa ter se encontrado com Lula.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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